Creepy

Creepy

n. 1995 BR BR

A verdadeira natureza humana sem doutrinas controladoras.

n. 1995-09-05, Natal

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Não gosto de domingos

Redundância de felicidade
Beijos e toques com gemidos
Um silêncio proibido
O escuro é nossa verdade
O seu abraço me alimenta
O toque demonstra minha insignificância
No meu quebra cabeça
Você me complementa
Olho no teu olho
e digo o que eu sinto...
Assustado pelo som do vizinho
Dormi pensando nela
e acordei sozinho
Eu te amo é o que eu teria dito
Mas meu sonho foi interrompido
E não vende sonhos na padaria
em dia de domingo.



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Poemas

16

Seguro

E até mesmo se eu gritasse não aliviaria 
Mas estou gritando e ao fundo uma conversa
Ninguém nota que essa é a minha distopia 
Preservo, pois está quase na hora de ir embora
Desorganizo mas compreendo essa entropia 
Mas felizmente eu cumpri o meu papel 
Não entreguei monólogos e atuações banais 
Eu prometi e entreguei a ti o céu 
Não busquei lealdade só palavras reais 
Mas tudo bem, a alma tá calejada 
Logo voltaremos a realidade 
Descansar novamente 
Livre novamente 
Novamente 
Estar só
Estar 
Só 
Seguro.
 

233

Psicose

Relatos, psicanálise e disforias 
O plural que se apresenta nessa fuga
Reféns de o que se fala e o que se busca 
Disciplinar a atuação de uma patologia 
Mãos suadas e um desvio de atenção 
Necessidade de encontrar uma resposta 
Quando todas estão diante dos olhos 
Diante dos rostos e diante dos desvios 
Sempre exigindo mais que uma cena 
Inacabada, nada me pertence 
E não pertencemos a nada 
Engole seco e se abriga no profundo íntimo
Um quarto e mais um quarto e mais um quarto
Apalpa, um mini infarto um corpo fraco 
Sequestrado, e o resgate já está pago 
Mas o desfecho tem o horário marcado. 


 

218

A espera

Quase sem nenhum pingo de vaidade escrevo meus lamentos e prantos 

Cansado de todos esses narcisistas e egocêntricos cheios de si

Louco total fujo desse enxame, cardume, rebanho 

Espero o melancolia nos tragar com um balde de pipoca e uma garrafa de refri.

53

Lida

Acorda, medita, avalia e mantém 

E no transicionar da penumbra paliativos para ofuscar

Baldes de suor furados

Livre de multinacionais e do estado

Na escuridão se parar pra pensar

Sem sombra de dúvidas, dívidas e um sol de lascar  

Queria ser playboy nunca quis ser herói 

Acho que ser poeta é um castigo

Clarividência sempre nos mínimos

Dos humanos embutido e em excesso faço inflamar 

Face a face com a tragédia em descompasso ao aprender a amar

Sufocado de incompetência minha própria pra variar 

Não é nem meio-dia, meia vida se foi 

Um cigarro na boca de quem nunca sabe o que falar 

33

sem titulo

Tenho dito tanta coisa 
Tenho lido tantos gestos 
Perco tempo em quase nada
Ganho tempo em projetos
Deixo como eu desejo
Leva o que eu te entrego
Não sei se vivo o suficiente 



 

27

Ossos

De má fé é toda a arrogância

Que transmite da tua aura 

Que emite e ecoa a tua voz

Que julga no teu filmar 

De má fé é toda a soberba 

Que influência por osmose  

Que constrange quem recebe

Que intimida quem enxerga 

Diante de todas as obras 

Abraçaria pelo que vale 

E ignora quem te ajuda 

Diante de todos os erros

Cancelaria quem te comprou

E afagaria quem te dá mais 

Contudo a ignorância de ser livre

Limitaria toda a paisagem 

Mas não viveria em um mundo de mentiras

Onde o ser e o ter não passa de detalhe

Onde não há saberes maiores 

Só uma plateia adoentada 

Em um vale de ossos.

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