Lista de Poemas
Deságuo
Deságuo
Em palavras
Que fluem no vazio
Me perco
Entre curvas
Sem rio
Despenco
Em cachoeiras
Do choro sem fim
Sinto a correnteza
Oceano de sufoco
Não entre
Não entre
Não se afogue em mim
Gostava de ver os gansos dançarem
Em águas polutas
Não existe milagres
Nem penas impermeáveis
Deságuo em palavras
Deságuo
Não sei nadar
Cansei de tanto
Blá blá blá.
Blá blá blá.
150
INDIGESTO
Receita intragável
De medidas prontas
Para formar mais um
Bobo
Na cozedura
Dos dias
Crescido de fermento
Artificial
Assado no tormento
Real
Para a degustação
Da realeza.
De medidas prontas
Para formar mais um
Bobo
Na cozedura
Dos dias
Crescido de fermento
Artificial
Assado no tormento
Real
Para a degustação
Da realeza.
167
Vulnerabilidades
Vulnerabilidade
Não tem idade
Para pobre
Para rico
Para quem
Está vivo
Por que nos eximimos tanto
Para não evidenciar
Vulnerabilidades?
Por que nos exibimos tanto
Com as vaidades?
Quando
Desde o começo
Ao fim
Somos leitos
De vulnerabilidades
Quem me disse?
O bebê que nasceu
E o vovô que tudo confirmou.
191
A VIOLÊNCIA
A violência é democrática
Acontece que
A democracia está morrendo
A violência não
O povo abraça a democracia
Como tábua de salvação
E é abraçado pela violência
Não há regime ou religião
Que ensine
O homem a ter humanidade
Se assim ele não quiser
A equiparidade vem com
O senso de responsabilidade
Social
Pessoal
Intrapessoal
Interpessoal
Um sinal
Que apita na consciência
De quem se dispõe a ouvir
Mas
O barulho da violência
Procura ser mais estridente
Para intimidar toda gente
Que se dispõe a evoluir
Diante da tamanha farfalhada
Não é de se admirar
Perpetuar-se nas ruas e nas casas
A eleita guerra fria
Entre medíocres e covardes.
Acontece que
A democracia está morrendo
A violência não
O povo abraça a democracia
Como tábua de salvação
E é abraçado pela violência
Não há regime ou religião
Que ensine
O homem a ter humanidade
Se assim ele não quiser
A equiparidade vem com
O senso de responsabilidade
Social
Pessoal
Intrapessoal
Interpessoal
Um sinal
Que apita na consciência
De quem se dispõe a ouvir
Mas
O barulho da violência
Procura ser mais estridente
Para intimidar toda gente
Que se dispõe a evoluir
Diante da tamanha farfalhada
Não é de se admirar
Perpetuar-se nas ruas e nas casas
A eleita guerra fria
Entre medíocres e covardes.
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Comentários (3)
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UM BELO POEMA MUSICA ETERNA QUE NOS LEVA A VIAJAR PARABÉNS
poetisa , a ilustre escreve com maestria parabéns .
Parabéns...belo trabalho.