Cristileine Leão

Cristileine Leão

n. 1977 BR BR

Brasileira, casada, mãe, jornalista, blogueira. Desde 2017 escreve sobre saúde mental e poesias no blogue "Depressão com Poesia".

n. 1977-07-08, Brasil

Perfil
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Muito Mais


Quanta dor tem na sua alma?

Quanta alma tem na sua dor?

Calma

A sentença não é o que você pensa

Mas sim

O que você alimenta

Poucos centenários restaram

Com seus olhos cansados

Dos dias passados

Com seus sorrisos banguelos

Diante de abraços singelos

Para nos dizer que

Somos muito mais

Do que se pode ver
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Poemas

14

Deságuo

Deságuo
Em palavras
Que fluem no vazio
Me perco
Entre curvas
Sem rio
Despenco
Em cachoeiras
Do choro sem fim
Sinto a correnteza
Oceano de sufoco
Não entre
Não entre
Não se afogue em mim
Gostava de ver os gansos dançarem
Em águas polutas 
Não existe milagres
Nem penas impermeáveis
Deságuo em palavras
Deságuo
Não sei nadar
Cansei de tanto
Blá blá blá.
159

INDIGESTO

Receita intragável

De medidas prontas

Para formar mais um

Bobo

Na cozedura

Dos dias

Crescido de fermento

Artificial

Assado no tormento

Real

Para a degustação

Da realeza.
176

Vulnerabilidades

Vulnerabilidade
Não tem idade
Para pobre
Para rico
Para quem
Está vivo
Por que nos eximimos tanto
Para não evidenciar
Vulnerabilidades?
Por que nos exibimos tanto
Com as vaidades?
Quando
Desde o começo
Ao fim
Somos leitos
De vulnerabilidades
Quem me disse?
O bebê que nasceu
E o vovô que tudo confirmou.
199

A VIOLÊNCIA

A violência é democrática

Acontece que

A democracia está morrendo

A violência não

O povo abraça a democracia

Como tábua de salvação

E é abraçado pela violência

Não há regime ou religião

Que ensine

O homem a ter humanidade

Se assim ele não quiser

A equiparidade vem com

O senso de responsabilidade

Social

Pessoal

Intrapessoal

Interpessoal

Um sinal

Que apita na consciência

De quem se dispõe a ouvir

Mas

O barulho da violência

Procura ser mais estridente

Para intimidar toda gente

Que se dispõe a evoluir

Diante da tamanha farfalhada

Não é de se admirar

Perpetuar-se nas ruas e nas casas

A eleita guerra fria

Entre medíocres e covardes.
205

Comentários (3)

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joaoeuzebio

UM BELO POEMA MUSICA ETERNA QUE NOS LEVA A VIAJAR PARABÉNS

CORASSIS

poetisa , a ilustre escreve com maestria parabéns .

Márcio Barbosa

Parabéns...belo trabalho.