Lista de Poemas

Almanaque de Natal, Silas Correa Leite e Suas siladas

Outro Almanaque de Natal - Silas e Suas "Siladas"

ULTIMO NATAL (Então, Não é Natal)

-É Natal?

Não há sino pequenino nem presépios elétricos

Nem corais, nem amigos secretos

Nem consumismo, nem comércio

Resta morta toda a humanidade

DEUS

No píncaro da glória de seu potentado em celestidade

Olha Jesuscristinho ao seu lado e tem dó

São Eles só

Os dois

Os anjos foram cantar hosanas e aleluias noutra freguesia

Da terra já não há mais nada do que antes havia

O mundo acabou

Aquela porcaria

O criador que tudo vê e tudo sofre, e tudo sente, de novo, outra vez

Vai tentar do recomeço

Com mais prudência, adereço, justiça e sensatez...

-É Natal?

Não há ouro, incenso e mirra; não há mais ninguém

Da civilização humana nada mais resta

Nem comércio e nem consumo

Nem pannetone ou arroz de festa

DEUS

Do píncaro da gloria de seu potentado supracelestial

Arrependeu-se do que criou. E tanto mal...

O livre arbítrio

O sitio

Daquilo que gerou. (Esse livre arbítrio

Que não valeu nada)

E Ele ali mal se cabendo em si como se numa encruzilhada

Restam escombros

Pós-selvageria

Das atônitas explosões das bombas da água, do lixo, da fome

Que mataram o homem

Em suas vilezas de historiais escombros...

(Então não é Natal

Menos mal)

Não há nada para ser comemorado e ponto final.

-0-

Continho

Lurdes Pobrinha da Silva

Lurdinha queria ver o Papa.

O dia inteiro o papo aranha no rádio, na televisão, nas contações das beatas da periferia abandonada e carente, entre becos, cortiços, guetos, palafitas e a enorme favela Ordem e Progresso no Morro do Querosene, a acontecência 'da hora' era sobre o Papa que estaria vindo visitar o Brasil.

Lurdinha, coitadinha, deficiente física e mental, olhos cheios de remela, pobrinha e agregada de um barraco onde se restava meio que largada, desesperada e carente sonhava em ver o Papa. Passaram-se meses, sem esperança e sem cuidados, ela ficou com aquilo na cabeça.

Quando era pertinho do Natal, certa manhã radiante, o quarto amontoado em que mal e porcamente fora alojada entre trastes velhos feito um antro de despejo, se iluminou. E ela viu entrar um belo e sorridente jovem, barbudo, cabeludo, que lhe estendeu os braços largos e disse com maviosa voz:

-Olá Lurdinha, eu sou Jesus!

Lurdinha ficou desenxabida, coitada.

Ela queria ver o Papa.

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Cântico de Itararé

Itararé

Será que vivendo tão distante de ti

Estou realmente existindo direito?

Longe de casa eu lutei, eu sofri

E te trago encantada, dentro do peito

Itararé

Valeu a pena o que distante vivi

Tão longe desse encantário, teu chão?

(Só que o caminho da volta não esqueci

E te levo ninhal, dentro do coração)

Itararé

Ao lembrar dessa terra a minháalma ri

(Hoje só a saudade já não satisfaz)

Ah Itararé como eu te relembro, guri

A lua entre estrelas, sobre os pinheirais

Itararé

Espero um dia retornar para aí

O poeta andorinha exilada vai voltar

Em teu solo meu corpo vão plantar

Quanto, então, também serei parte de ti!

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Natal de Pobre

Boneca velha suja entre sabujos

Boneca de um braço só e lá,

jogada no lixo entre bulbos

Da periferia S/A

Criança carente de cara séria

Humilde simples, tristinha

Resgata a pobre boneca sujinha

Na sua realidade de miséria

Corre a menina parda com sua cruz

De olhos pobrinhos com remela

Com aquela boneca vestida com panos ruins

Exatamente como ela

-É Natal, é Natal de Jesus!

Diz a criança, pobre assim

-Vejam o meu brinquedo que já

Papai Noel do céu mandou pra mim

............................................................

(Deus, no médio céu de horizonte externamente grená

Chora uma lágrima carmim)

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Presépio de Pobre

Todo mundo tinha presépio

Na ruela onde morávamos

Eram elétricos, coloridos

Mais que o primeiro Natal

Cada presépio encantado

Muito mais que o de Belém

Cada jardim era um luxo

De cores e de pirilâmpadas

Como éramos pobrezinhos

E mal tínhamos o que comer

Imagine ter um presépio

Com tantos pertences caros

Meu pai andava doente

Minha mãe lavava no tanque

As tristezas que a gente

Fazia omelete de lágrimas

Mas éramos bem criativos

Eu e as minhas irmãs

E montávamos do nosso jeito

Um presepinho bem humilde

As paredes eram de tacos

O telhado todo de cascas

De laranjas e de cepilhos

E a tez chão, macadame

Os burrinhos eram sabugos

As vaquinhas de limões

Ovelhinhas sabão de cinzas

Estrela tampinha de crush

Maria era bem torneada

Entre pinhas e resinas

E São José eu inventava

Numa caixinha de fósforo

A manjedoura era apenas

Uma lata velha de sardinha

Com pétalas, flor de lágrimas

Alguns carunchos de feijão

Só o enviado de Deus

O divinal Jesuscristinho

Era um belo carretelzinho

De linha, que eu esculpia

Eu o ornava bem feitinho

Com muito amor e carinho

Fazendo um menino triste

A nos olhar sem milagre

E como éramos pobrinhos

Ali já dávamos, tristinhos

Ao bentinho, do presépio

A nossa coroa de espinhos

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FELIA NATAL, FELIZ TUDO EM DEZEMRO, FELIZ 2016

Silas Correa Leite -E-mail: poesilas@terra.com.br

www.artistasdeitarare.blogspot.com/Site de Silas Correa Leite

In, Livro de SILAS, Dezembro 2015

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Resenha de GOTO, romance, por Adelto Gonçalves, Doutor em Literatura da USP

LETRAS-RESENHA CRÍTICA

'Goto', Um Romance Pós-moderno Resenha de Adelto Gonçalves (*)

Itararé, pequena cidade do Estado de São Paulo na divisa com o Paraná, ganhou notoriedade à época do movimento civil-militar de 1932 em que a alta burguesia paulista, desalojada do poder em 1930, tentou, de maneira desastrada, afastar pelas armas o regime instaurado igualmente à força por Getúlio Vargas (1882-1954), fazendeiro gaúcho que soube galvanizar o ressentimento das demais unidades da Federação contra a chamada política do "café com leite".

Como se sabe, desde o advento da República, capitalistas paulistas e mineiros, praticamente, tinham o monopólio dos benefícios e benesses que a União poderia oferecer, usufruindo-os à exaustão, enquanto os demais Estados chafurdavam no subdesenvolvimento, quase todos entregues à espoliação promovida por suas oligarquias locais.

Em 1932, deu-se então o episódio da projetada batalha de Itararé, "aquela que não houve" porque as forças de um lado e de outro concluíram que não valia à pena levar adiante aquela guerra fratricida, com a capitulação das elites paulistas, que já haviam sido derrotadas em 1930, com o afastamento abrupto do presidente Washington Luiz (1869-1957). O episódio foi utilizado, de maneira jocosa, pelo jornalista, humorista e escritor Apparício Fernando de Brinkerhoff Torelly (1895-1971), conhecido por Apporelly, que passou a apresentar-se sob o falso título de nobreza de barão de Itararé.

Obviamente, o que houve foi uma conciliação de interesses, que permitiria a Vargas levar até 1945 um projeto de governo autoritário e populista que haveria de flertar ostensivamente com o fascismo e o nazismo, até a virada em favor dos Aliados (Estados Unidos, Reino Unido e União Soviética) que se opunham aos países do Eixo (Alemanha, Itália e Japão). Hoje, sabe-se, porém, que a história oficial escondeu que houve mortos de lado a lado em Itararé, entre os invasores gaúchos e os resistentes paulistas.

I

Mais de oitenta anos depois, a bucólica Itararé agora entra pela porta da frente da Literatura Brasileira e ganha foro comparável ao do Yoknapatawpha County de William Faulkner (1897-1962) na literatura norte-americana, e de Macondo de Gabriel García Márquez (1927-2014) e de Santa Maria de Juan Carlos Onetti (1909-1994) na literatura latino-americana. A paulista Itararé é o palco das aventuras contadas por Aristides, ou Ari, ou ainda Goto, personagem do romance Goto - o reino encantado do barqueiro noturno do rio Itararé (Joinville-SC, Editora Clube de Autores, 2014), de Silas Correa Leite (1952).

II

Obra do século XXI, em que toda a coerência formal da narrativa já foi desrespeitada, Goto surge como romance pós-moderno, ou seja, é fragmentado, desintegrado e de linguagem rebelde, assumindo-se como não-romance ou anti-romance, ao romper com as fôrmas literárias do Romantismo e do Modernismo, como diria o insuperável professor e ensaísta Massaud Moisés (1928).

Afinal, o barqueiro, em seu trabalho de levar gente de uma margem para outra do rio Itararé, contava para o que ouvia, mas falando na primeira pessoa, exatamente do mesmo modo como havia ouvido o caso. Com isso, o romance adquire também um sentido polifônico, ou seja, composto por muitas vozes que não a do autor, tal como definiu o crítico literário e filósofo da linguagem russo Mikhail Bakhtin (1895-1975), ao analisar a obra de Fiódor Dostoiévski (1821-1881). É nesse sentido que se pode dizer que Goto alcança o status de pós-moderno.

II

De fato, dono de um estilo inconfundível, Silas Correia Leite é, no dizer do poeta bielo-russo-brasileiro Oleg Almeida (1971), um dos mais originais escritores deste Brasil pós-moderno, com uma visão da realidade que se manifesta de maneira socrática: com ironia, coragem e irreverência. E isso o leitor constata com facilidade logo nas primeiras linhas deste romance permeado por "causos" contados pelo barqueiro de Itararé, como o do ancião analfabeto que assinava havia mais de 50 anos um jornalão do Rio de Janeiro apenas porque precisava de papel farto para embrulhar a carne de seu açougue.

Além dos "causos" contados em linguagem caipira, há o depoimento em que Goto, espécie de alter ego do autor, conta as agruras pelas quais passou nas mãos dos esbirros da ditadura civil-militar (1964-1985) que tanto infelicitou a Nação brasileira:

"Era o regime de exceção. Era o arbítrio. Eu mesmo senti na pele a dor crucial dessa época (....). Pendurado num pau de arara, sem água, sem luz e sem pão, eu não podia dizer muito porque nunca tinha atentado contra ninguém, minha única arma era a palavra escrita e falada, porque eu era bom de dialética e sabia ocupar meu espaço denunciando, reclamando, pedindo por eleições diretas e o fim das insanidades palaciais. Se eu soubesse muita coisa, de qualquer maneira, confesso que jamais contaria, eu não era um alcaguete e sabia suportar pressões. (Mas apanhei muito. Várias vezes. Quase morri. (...)."

III

Silas Correa Leite, educador, jornalista comunitário e conselheiro em Direitos Humanos, começou a escrever aos 16 anos no jornal O Guarani, de Itararé-SP. Migrou para São Paulo em 1970. Formado em Direito e Geografia, é especialista em Educação pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, de São Paulo, com extensão universitária em Literatura na Comunicação na Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP). É autor também, entre outros, de Porta-lapsos, poemas (Editora All-Print-SP), Campo de trigo com corvos, contos (Editora Design-SC), obra finalista do prêmio Telecom, Portugal, 2007, e O homem que virou cerveja: crônicas hilárias de um poeta boêmio (Giz Editorial-SP), Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador-BA, 2009.

Seu e-book O rinoceronte de Clarice, onze ficções, cada uma com três finais, um feliz, um de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, por ser pioneiro, foi destaque em jornais como O Estado de S.Paulo, Diário Popular, Revista Época, Revista Ao Mestre Com Carinho e Revista Kalunga e na rede televisiva. Por ser único no gênero e o primeiro livro interativo da Rede Mundial de Computadores, foi recomendado como leitura obrigatória na disciplina Linguagem Virtual no Mestrado de Ciência da Linguagem da Universidade do Sul de Santa Catarina. Foi tema de tese de doutorado na Universidade Federal de Alagoas ("Hipertextualidade, o livro depois do livro").

Silas Correa Leite recebeu os prêmios Paulo Leminski de Contos, Ignácio Loyola Brandão de Contos; Lygia Fagundes Telles para Professor Escritor, Prêmio Biblioteca Mário de Andrade (Poesia Sobre São Paulo), Prêmio Literal (Fundação Petrobrás), Prêmio Instituto Piaget (Lisboa, Portugal/Cancioneiro Infanto-Juvenil); Prêmio Elos Clube/Comunidade Lusíada Internacional; Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores (USP), Prêmio Simetria Ficções e Fantástico, Portugal (Microconto), entre outros. Tem trabalhos publicados em mais de 100 antologias e até no exterior (Antologia Multilingue de Letteratura Contemporânea, Trento, Itália; e Cristhmas Anthology, Ohio, EUA). Acaba de publicar pela Editora Pragmatha, de Porto Alegre-RS, Pirilâmpadas, poesia infanto-juvenil.

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Goto - o reino encantado do barqueiro noturno do rio ItaraRé, de Silas Correa Leite. Joinville-SC: Editora Clube de Autores, 432 págs., 2014. Site: www.clubedeautores.com.br

E-mail: poesilas@terra.com.br

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(*) Adelto Gonçalves é doutor em Literatura Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor de Os vira-latas da madrugada (Rio de Janeiro, José Olympio Editora, 1981; Taubaté, Letra Selvagem, 2015), Gonzaga, um poeta do Iluminismo (Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1999), Barcelona brasileira (Lisboa, Nova Arrancada, 1999; São Paulo, Publisher Brasil, 2002), Bocage - o perfil perdido (Lisboa, Caminho, 2003), Tomás Antônio Gonzaga (Academia Brasileira de Letras/Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2012), e Direito e Justiça em Terras dáEl-Rei na São Paulo Colonial (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2015), entre outros. E-mail: marilizadelto@uol.com.br

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Santa Brígida, Romance Historial, um Clássico Agreste do Jornalista e Escritor HUMBERTO MESQUITA

Breve Resenha Crítica

"Santa Brígida" de Humberto Mesquita, um Belo Romance de Amor e Devoção no Agreste

Humberto Mesquita

Humberto Mesquita tem um currículo vivencial e tanto. Fora de série. Nasceu em Campina Grande, Paraíba, estudou no Liceu Paraibano, em João Pessoa capital. Com 16 anos era repórter esportivo da Rádio Arapuan. Um ano depois era redator na Sport Press e na Rádio Tupi, no Rio. Foi redator da Rádio Bandeirantes de SP. Na TV Excelsior de SP foi chefe de Reportagem do telejornalismo e produtor do programa "Advogado do Diabo", apresentado por Osvaldo Sargentelli. Na famosa "Revista Realidade" escreveu artigos e reportagens principalmente sobre o cangaço. Nos Diários e Emissoras Associados foi diretor de Redação das rádios Tupi e Difusora, e dirigiu o rádio jornalismo, apresentando, na TV, juntamente com Almir Guimarães, o programa "Pinga Fogo". Participou da antológica revista "O Cruzeiro". Na TV Bandeirantes foi chefe de Reportagem dos "Titulares da Notícia" e apresentador do programa de debates "Xeque Mate", além de editor-chefe do SBT - Sistema Brasileiro de Televisão, onde apresentou igualmente o programa "Isto é Brasil". Foi o autor de intrépida pergunta ao ditador Figueiredo que retrucou: "Abro e quem não quiser que eu abra, eu prendo e arrebento". Em 1987 entrevistou Fidel Castro em Cuba.

Só esse breve introdutório de currículo e ainda em resumo, já nos apresenta HUMBERTO MESQUITA como um dos maiores e melhores jornalistas do Brasil de todos os tempos, de têmpera forte, ético, humanista, determinado e turrão em prol da legalidade, da democracia social, da justiça para todos, de uma mídia sarada, da ética para um Brasil em que, a partir do chamado fim das utopias, contesta o cínico estado mínimo neoliberal e suas terceirizações inumanas e o próprio neoescravismo, para que possamos assim pelo menos sonhar um humanismo de resultados de um Brasil de justiça social inclusiva, já que o poder que emana do povo em seu nome deve ser exercido.

Santa Brígida, a obra

Ao visitar Santa Brígida, a cidade onde nasceu e viveu Maria Bonita, companheira de Virgulino Ferreira, o Lampião, o jornalista e repórter de faro fino conheceu o personagem do seu livro, que é um romance num misto de ficção e realidade, e cujo enredo foca a infância e a juventude de Paulo Calixto que viveu na mesma cidade onde o autor morou, no Engenho Gavião, na cidade de Alagoa Grande, Paraíba. O personagem central depois de uma desilusão amorosa de meio e origem, o primeiro amor, torna-se por circunstancias de percursos um caixeiro viajante, e em uma toleima, uma rixa, briga e mata um devedor. A partir disso, consciência pesada, um filho de Deus sem eira nem beira então, errante foge e peregrina pelas áreas pobres de vidas secas e agrestes das matas do Nordeste, tentando se penitenciar de algum modo pelo crime, chegando finalmente (pelas mãos de Deus?) a Santa Brígida, onde é então entendido como um santo, e assim acolhido faz moradia e roçado de permanência com implicações e mudanças. Daí que a história se desenvolve, num novelo que faz do personagem, medida as proporções de levante, meio, e agregados, uma espécie assim de Antonio Conselheiro local, um homem enviado por Deus aos confins de um deus-dará, onde o judas perdeu as alpercatas...

"Santa Brígida", aliás, na opinião do autor, foca o cenário nordestino cheio de contradições. Descreve o cangaço, um movimento que resistiu às forças policiais durante mais de vinte anos e que teve em Lampião sua grande figura. O romance assim tem sob prisma o universo cultural da região nordestina, quando descreve o funcionamento de um engenho de cana de açúcar, onde seu personagem (um mascate) viveu a infância e a juventude, as feiras e a incipiente agricultura da região.

Romance jornalístico? Romance documentário? Entre o romantismo e a realidade, o romance que é em tese uma obra literária que apresenta narrativa em prosa, com fatos criados, inventariados ou relacionados a personagens, que vivem diferentes conflitos ou situações dramáticas, numa sequência de tempo relativamente ampla, portanto, no caso do autor, um romance com algo realista e ainda regional, por assim dizer. Se literatura enquanto manifestação artística funde-se na arte de recriar a realidade a partir da visão de determinado autor, o artista, com base em seus sentimentos, seus pontos de vista e suas técnicas narrativas, Humberto Mesquita criou um livro que aflora um tempo, um povo, um lugar, e deu-nos um clássico contemporâneo de narrativa densa e cativante.

Finalizando, com a qualidade literocultural e o quilate de jornalista de primeiro time, Humberto Mesquita conta com maestria o historial todo, somando ainda uma história de amor impossível, depois a busca em torno de um lugar ao sol, um sinal redentor, e assim a narrativa fluente fica num enfoque gostoso tipo um jeito peculiar de contar causos, entra em ramos do folclore, cai na graça de um milagre e o amor, e suas demandas, desnaturezas, ah o amor, sempre ornando tudo, o amor a terra-mãe, moendas e engenhos, secas e agruras, raiz de todos nós, passando por caminhos, trilhas, amarras, andanças e lonjuras, cisternas e perguntamentos, mais a mão do criador, o real e o numinoso, e termina tudo meio a la Romeu e Julieta tupiniquim só que invertido, sem perfumes nem venenos, quando o amor sempre vence no final, mas não o amor telúrico, mas um amor que nem sempre a ficção ou mesmo a realidade explicam, mas o coração do homem curte, fermenta, enreda, evoca - "almai"-vos uns aos outros, está escrito? - salpica de estrelas, sonhos e lágrimas, corações, mentes e veredas, chãos, e dá nisso: um livro pra gente aguçar sentidos e crer no milagre da vida, no milagre do amor, no milagre do reencontro, já que também na casa da ficção há muitas moradas...

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BOX Santa Brígida, Romance, 2009

Editora Ibrasa, SP

www.ibrasa.com.br

E-mail: ibrasa@ibrasa.com.br

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Silas Correa Leite

Jornalista Comunitário, Professor, Escritor membro da UBE-União Brasileira de Escritores

E-mail: poesilas@terra.com.br - Site: www.artistasdeitarare.blogspot.com/

Autor, entre outros de GUTE GUTE, Barriga Experimental de Repertorio, Romance, Editora Autografia, RJ, 2015

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Véspera de Lua, Um Belo Romance Feminista de Rosangela Vieira Rocha

Breve Resenha Critica:

O Romance "Véspera de Lua " de Rosangela Vieira Rocha Traz a Prosa da Alma Feminina em Bela Literatura de Sangria Desatada

"Continue a viver em brilho//Continue vivendo//Sua hora chegou para brilhar//Todos os seus sonhos estão a caminho//Veja como eles brilham//E se você precisar de um amigo//Eu estarei logo atrás//Como uma ponte sobre águas revoltas//Eu acalmarei sua mente//Como uma ponte sobre águas revoltas// - Bridge Over Troubled Water, Compositor Paul Simon.

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-Enquanto afoito persegui-me a ler sem querer parar, o belíssimo romance VÉSPERA DE LUA de Rosangela Vieira Rocha, veio-me a mente - perdão leitores - o suicídio de Sylvia Plath, e concomitantemente - ah a louca mente humana - a mãe de Elvis Presley, e para a qual ele cantava chorando, "Bridge Over Troubled Water", composição de Paul Simon, antes mesmo de ser o astro do rock que ao morrer iria constar em Memphis intitulado então na Igreja Assembleia de Deus de Elvis Presley, na cidade onde nasceu. Tudo junto e misturado, não sei como e com que feitio, mas, perdoem, foi o li/senti/vivi/captei, juntando os cacos, na soma da leitura. Somas de entressumos e perguntamentos, ou quireras de entrelinhas da leitura embonitada e tocante, fluente?

Adoro cantoras de blues e jazz. Que cantam rasgos da alma e adotam cactos no espírito. Adoro as ins-piradas poetas russas, e, ultimamente, coincidência ou não, ando lendo escritoras mulheres (se mulher que lê vale ouro, imagine então as que escrevem?), eu, um bendito fruto, criado entre elas, fruto de uma matriarca mulher-bandeira, nesse mundo machista em que certamente desde a idade das cavernas elas foram dizimadas em seus sonhos e desejos, passando pela cruel idade média, pela hedionda inquisição nefasta de credos suspeitos e dogmas parasitas, acho que até muito mais sofreram do que negros e os índios, porque o garrão sobre elas nesse mundo insano é ainda maior, e a violência camufla seus prazeres e detona a esperança de liberdade nua e crua, dentro da própria da dignidade humana dentro do que deveria ser realmente o humanus da civilização tropeçando em babas de uma ignóbil violência e em cornos de total insensibilidade a respeito.

"A morte deve ser assim, sem palavras diz a narradora". Mas, paradoxalmente é a vida que arrebenta os seus favos, gomos e núcleos de abandonos no que de lavra na sarada escrita que permeia a obra. Prosa poética cativante como se uma vazão de contracorrente espremida, vindo de um aparelhamento intimo aqui e ali desbaratado, desbaratinado, mas ainda e por isso mesmo sedutor. A véspera de uma lua-vida. Feminina-mente, o próprio "corpo da dor" não estrebuchada, mas lançada na narrativa como um corte-cerzir certo nas palavras escritas com a cor do pecado e o sabor de quero mais.

Cólicas menstruais e zonas de desconfortos. A narrativa feito uma indelével (por assim dizer) sangria desatada. Comungando-se, alma nau, flor fêmea. De veludo. Quiabo com beija-flores não dá um prato de se cuspir veredas. O Buscopan letral, e seus efeitos colaterais, bulas a parte. Ah a tábua de carne dessas mulheres loucas, libertárias, sexualmente potentes, prontas para o bom combate que a tudo seduz e corrompe e rotula: borboletas negras existem? Memórias-godê? Aliás, brinco de dizer falando sério (Charles Chaplin) que na TPM converso com minha esposa-musa de mulher para mulher.

O hormônio é divino ou diabólico? Ai de nós. Diria Sylvia Plath: "Dentro de mim mora um grito.// De noite, ele sai com suas garras, à caça// De algo pra amar". Ou como diria Marina Tsvetaeva "Não roubarás minha cor// Vermelha, de rio que estua.// Sou recusa: és caçador.// Persegues: eu sou a fuga.//" Para concluir afinal a lembrança do que diz Bella Akhátovna Akhmadúlina: "A chuva açoita meu rosto, meus ombros//a tempestade ronca e vem aí//Cai sobre mim, a carne, a alma//como a tormenta sobre a nau se abate.//Não quero, não quero mesmo saber//o que me acontecerá depois - //se serei esmagada pela dor ou se jogada contra a felicidade". Rosangela Vieira Rocha trabalha essa prosa-lâmina, essa prosa-dor, essa prosa-rio como se escavando na própria pele o sentir e o pensar sobre esse amor que deve dizer o nome, de sua própria cruz e veio. Do sangue viemos, ao sangue voltaremos. Lágrimas de percursos, e sins e nãos, e sais no contexto existencial. E lágrimas, sofrências, menstruações, partos e lonjuras, enjoos e cheganças.

"Despreza os meios-tons, precisa ir ao fundo(...) até encontrar o deserto(...)". Bravo! Há poesia na escureza dos cedros que se empinam apontados para a clareza de todos os sentidos, na alma dos amantes, nos copos de leite cheios de implicâncias, cacos de espelhos, rasgos de véus, conjeturas e aceitações. A vaidade é uma boneca cobiçada. A sexualidade é pólvora procurando rastilho para se encontrar em fogo de amor puro enquanto dócil e frugal. Ah a solidão-albatroz, a solidão-palhaço, a solidão-Cibalena da mulher fêmea, lua e estrela, coração e mente atiçando propriedades de natureza intima, almas de crochê. A salvação dessas amantes é a destruição do preconceito. Sair do quadrado, da casinha, no caso da personagem, sair, por assim dizer, de uma espécie de coifa. Escrita-mulher, o gozo apalavrado no letral bem lustral, o corpo livro, e alma aberta acima e sobre todas as coisas se dizendo única, talentosa, livre, feito pássara-flor.

A Penalux caprichou na edição, até porque por isso mesmo também a premiada escritora e professora universitária (e jornalista e advogada) caprichou no enfoque, na narrativa, na expiação de suas perguntas, nos prismas, conflitos e angus de caroço, quando com esmero se deu como corpo-vida ao seu talento literocultural feminino nesse corpo livro que sai do lugar comum, e se assoma gostoso e cativante como um roteiro de filme, uma balada, uma esperança urdida de ser feliz em todas as formas de amor.

-0- Silas Corrêa Leite - E-mail: poesilas@terra.com.br - www.artistasdeitarare.blogspot.com

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O MENINO QUE QUERIA SER SUPER-HEROI, de Silas Correa Leite, a Venda no Site Amazon

"O MENINO QUE QUERIA SER SUPER-HEROI", Romance Infantojuvenil do CiberPoeta Silas Correa Leite, agora a venda no mundo inteiro pelo site Amazon!

O livro "O MENINO QUE QUERIA SER SUPER-HERÓI" foi publicado na Kindle Store e já está disponível para compra aqui.

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O romance conta a historia de um menino de Itararé que foi registrado como se fosse filho de seus avós, com os quais vive brilhantemente, porque sua mãe sumiu quando ele nasceu, e seu pai, que ele desconhece, e que mora na cidade, não sabe que ele está vivo. Inteligente, precoce, sabido, ótimos instintos e mais alguns dons e talentos, muito ativo, sensível, o menino sabe que o sótão de sua casa guarda um segredo, e o porão também esconde coisas do passado de seus familiares. Fã de desenhos animados, de histórias em quadrinhos, e de personagens de gibis, como Super-Homem, Batman, o Homem Invisível e o Capitão Marvel, o menino, que tem o nome de Ben-Hur, precisa visitar seus subterrâneos, conhecer os mistérios de sua vida, descobrir segredos, achar sua mãe, realizar todos os seus sonhos impossíveis. Terá a ajuda de alguns de seus heróis de gibis prediletos? Fã do Tarzan, Zorro, Homem-Aranha e outros heróis, como ele poderá contar com seus amigos prediletos da Liga da Justiça, ele que sempre sonhou em ser rei, ser santo, e que pode tentar também ser um Super-Herói? Essa é a história do menino que queria ser Super-Herói.

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Romance Gute Gute de Silas Correa Leite, Resenha Critica

GUTE GUTE - Barriga Experimental de Repertório

Romance Infanto-juvenil do Ciber Poeta e Ficcionista Premiado Silas Correa Leite

Breve introdução querendo ser uma espécie de rascunho para apontamento de Prefácio

"Só pela arte podemos sair de nós mesmos"

Marcel Proust

"Dos desenhos rupestres aos 'noturnos' de Chopin, toda linguagem humana é infantil. Arrisca-se, tateante, para fora das cavernas em direção ao Aberto..." Rodrigo Petrônio. Caderno Sabático, Jornal O Estado de São Paulo, 18/03/2013

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-Quem lê Silas Correa Leite jamais esquece. Quem acompanha sua trajetória de décadas entre os emergentes nomes importantes (em qualidade literária e criação) da nova literatura brasileira contemporânea, se surpreende cada vez mais. Certa vez, ouvi um escritor e jornalista comentar: -Como é que ele pode escrever isso? Ou, como ele mesmo conta, que faz uns vinte anos atrás, uma cigana de rua ao ler gratuitamente sua mão, disse que ele um dia ainda 'Escreveria sobre o que ninguém pensou que um ser humano pudesse escrever um dia'. Bingo, disse ele, me contando.

-Elogiado, entre outros, pelo espetacular e consagrado Moacir Scliar, que diz:

"O que chama a atenção no texto de Silas Corrêa Leite é o prazer que o autor sente em narrar, prazer este que se transmite ao leitor como um forte apelo - o apelo que se espera da verdadeira literatura. Estamos diante de uma inegável vocação de Escritor"

Com mais de mil cadernos de rascunhos poéticos de duzentas páginas (visa a médio prazo o Guiness Book); foram tema de reportagem no Programa Metrópolis da TV Cultura de São Paulo - escrevendo desde os 16 anos nos jornais de Itararé-SP; premiado em concursos de renome, inclusive no exterior (como no Instituto Piaget, Lisboa, Portugal; Cancioneiro Infanto-juvenil), constando em mais de cem antologias literárias em verso e prosa, também internacionais, o hoje Cyber Poeta Silas Correa Leite sempre surpreende pelo inédito, pelo inusitado, pela vocação de criar o indizível, quase o inominável entre versos-prosas e prosas-versos. Como quando bolou o primeiro livro interativo da rede mundial de computadores, o ebook de sucesso O RINOCERINTE DE CLARICE, que, por ser pioneiro, de vanguarda e único no gênero, virou leitura obrigatória no Mestrado de Ciência da Linguagem na matéria Linguagem Virtual, na UNIC-SUL, Universidade de Santa Catarina, além de ser tese de mestrado na Universidade de Brasília e tese de doutorado na UFAL-Universidade Federal de Alagoas. Obra com onze contos fantásticos, cada ficção com três finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, que também foi destaque na chamada grande mídia brasileira, como no jornal O Estado de São Paulo, no Diário Popular (Caderno Informática), na Revista da Web, na Revista Ao Mestre Com Carinho, na Revista Época (Rio de Janeiro) nos programas de tevê Jornal da Noite (Márcia Peltier, Rede Bandeirantes), Programa Na Berlinda (Rede 21) e Provocações, TV Cultura de SP.

O que uma pessoa que escreve tanto, tem tanto a dizer que chega a ser Cult de estar na mídia qualificada e, paradoxalmente nunca ser bancado por uma chamada grande editora do eixo Rio/SP? Para alguns, a loucura santa do Silas é extraordinária. Para outros, uma literatura em prosa e verso (e ensaios, microcontos, twitter-poemas, letras de rocks e blues, poeminhos infantis, poemas para a juventude, links irônicos e de humor como "Silas e Suas 'siladas") tudo muito acima da média e de primeira grandeza. Numa busca pelo Google você o acha em mais de oitocentos sites, no YouTube, até mesmo no exterior, como Chile, Portugal, Angola, Moçambique, e em quase todas as redes sociais, também seguido no twitter e no Facebook. Já há na web ótimas criticas sobre seus trabalhos, seus livros, e um cabedal de seus prêmios de renome, ou mesmo constando em mais de cem antologias literárias até no exterior, e ainda tendo saído na importante Revista Poesia Sempre, como um dos poetas da poesia brasileira contemporânea, bancado pela Fundação Biblioteca Nacional no ano 2000, 500 Anos de "Achamento" do Brasil. Nas entrevistas, surpreende, toca: 'A vida não me deu limões, mas faço limonadas de lágrimas'. Nos ensaios, resenhas, criticas sociais e criticas literárias, feito um livre pensador que sonha depois do fim das utopias com um humanismo de resultados, surpreende por pensar o que ninguém pensou, escrever diferenciado e ter um olhar crítico especial de entrar na alma do escritor que resenha.

Pois com "GUTE-GUTE Barria Experimental de Repertório", não poderia ser diferente. O autor de novo talentosamente surpreende com estilo, por não escrever ralo e raso e, ao mesmo tempo tomar o leitor pela mão, cativar e envolver. Vai compondo sua trajetória de literato, com qualidade vernacular, com seus neologismos, além do resgate de palavras desusadas ou atípicas - um amigo professor francês diz que às vezes ele escreve em língua bárbara - e assim, assustando, surpreende, clarifica, toca corações e mentes. Você não podia ter escrito isso, disse um amigo. Mas você está com os olhos cheios de sangue e chorando, respondeu ele.

Colocando a aldeia natal Itararé, cidade histórica do Brasil (de batalhas que não houve) na consciência do mundo, erguendo suas histórias e lampejos de arte como levitação, e com tantos projetos de livros, Silas tem outros trabalhos inéditos para crianças e jovens, mas quis o destino que o primeiro da lavra fosse esse, por intermédio de uma avaliação qualitativa da visionária Chiado Editores de Portugal. E nada mais bonito do que entrar 'na cabeça' de uma criança ainda na barriga de uma mãe de alto nível, e daí extrair além das ideias, palavras que se somam e se erguem, com começo, meio e fim, em ritmo de falas e pensamentos marotos, em nível de monólogos atiçados pela pólvora do que realmente é existir (ou deve ser existir) mesmo nos nove meses de gestação se tanto, e já ter o que dizer, nessa fauna precoce da vida atiçada in corpore. O prisma, a narrativa, a criatividade. Tudo a ver, aliás, também tudo a ler, como tudo a ser.

Que criança tardia ainda somos, escondidos de nós, até escondidos de sermos, de nossa infância, nossa maior riqueza, nosso maior tesouro? E quando a criança que ainda reside e resiste em nós lê a alma de uma criança ainda na barriga-mãe, de onde, talvez, nós nunca deveríamos ter saído, porque, disse um pensador, que nós vivemos mesmo só nove meses? Pego pela palavra, o leitor vai se colocar no tal troninho com cordão umbilical nutridor e tudo, vai se olhar de dentro pra fora, como já sabe o mundo da fantasia de fora pra dentro, se colocando no lugar do baby vai ser também criança purinha outra vez, e se emocionar; vai chorar, e vai se sentir de alguma maneira em casa, sendo assim também a casa, a casca, o lugar em que estamos, o lugar que somos... De onde nunca deveríamos ter saído?

Conversando com o autor, sobre o processo de criação deste livro, fiquei sabendo que ele perdeu a mãe faz pouco tempo, teria sofrido muito, como uma perda dessas acarreta, e que, tentando lavar a alma, por assim dizer, teve uma ideia desse trabalho e então escreveu o livro como se lavando por dentro, como se de novo se colocando na barriga da mãe, também confessando que chorou muito ao escrever, mas que ao mesmo tempo também como que também se limpou em lágrimas e palavras, se renovando; como se purgando a dor e a partir do término da obra de várias leituras e releituras, se recompondo, como se a obra, o romancear e todo o trajeto criativo, o libertasse. A arte como levitação também?

Lendo o livro GUTE GUTE em seu projeto ainda inaugural, para depois tentar dedilhar alguma coisa sobre o mesmo, veio-me à mente a fala de Giorgio Agamben (Ideia da Prosa/Ideia da Felicidade) quando disse: "Em todas as vidas existe qualquer coisa de não vivido, do mesmo modo que em toda palavra há qualquer coisa que fica por exprimir. O caráter é a obscura força que se assume como guardiã dessa vida intocada; vela atentamente por aquilo que nunca foi e inscreve no teu rosto a marca disso..."

Pondo palavras na boca do personagem principal, narrador da epopeia barrigal - a barriga da mãe é a segunda personagem - a criança por nascer já vai precocemente dando à luz a fatos que identifica e soma, acontecências, intenções, ironias, entendimentos pueris, julgamentos puros e o próprio repertório experimental da linguagem que ouve, avalia, compõe, edifica e no palavrear conjetura e assim e por isso mesmo expõe sonoramente. Quem é que poderia ter escrito um livro desse? Você lembra Gepeto, O Gato de Botas, Alice No País das Maravilhas, ou, no Brasil, o Moleque Saci, ou ainda as maviosas contações aventurosas de um tempo e de um lugar feitas pelo inesquecível Monteiro Lobato, e nesses tempos pós-modernos de tantas infovias efêmeras, capta o romance como um estilo moderno, um olhar cativante, um entendimento bem contemporâneo que vai açodar a mente sempre ativa das crianças, de jovens e adultos, que não caberão em si, entrando na narrativa como dentro da barriga do historial ou dentro de si mesmos. Uma aventura e tanto. GUTE GUTE é isso, tem essa intenção e crédito. Talvez, fora dessa barriga, então, finalmente, podemos entender melhor o que saímos perdendo, quando nos perdemos de nós mundão a fora, ou, quando, de uma forma ou de outra, artisticamente podemos fazer da poesia, da imaginação, do conhecimento e da arte uma bela filosofia de vida, ou ainda, do entretenimento e do mundo da fantasia nas leituras, mais uma barriga acalentadora para nos cuidarmos de nós, nos salvarmos de nós, nos adoçarmos, e assim, então, nos sentirmos em paz com uma literatura envolvente como essa. Gute Gute.

-0-

Antonio T. Gonçalves - Professor Universitário - CULT NEWS

E-mail: la-goeldi@bol.com,br

https://guteguteromanceinfantojuveil.wordpress.com/2015/02/23/gute-gute-barriga-experimental-de-repertorio-romance-de-silas-correa-leite/

848

Quem se interessar em comprar meus livros, indico links de sites

GENTE,

Normalmente não cobro para fazer resenhas, prefácios, posfácios, críticas, formatações, TCCs, leituras avaliatórias, ensaios, artigos, etc. no que posso ajudar um outro escritor, capricho, numa boa. Sou meio bobo nessas área, sou socialista, não dinheirista.

No entanto, indico alguns sites, se o resenhado/criticado/ajudado/ quiser e puder colaborar, comprando alguns dos livros meus, vejam os links:

Aqui: Um Romance, um livro de Microcontos, um de Poemas e um de Alta Ajuda, lançados em 2014

http://www.clubedeautores.com.br/books/search?utf8=%E2%9C%93&where=books&what=silas+correa+leite&sort=&topic_id=

ou

GUTE=GUTE, Barriga Experimental de Repertório, Romance, 2015 - Editora AUTOGRAFIA, RJ, recentemente lançado

http://www.autografia.com.br/loja/pre-venda:-gute-gute-os-livros-serao-entregues-apos-o-lancamento-autografados/detalhes

Porta-Lapsos (Poemas), Campo de Trigo Com Corvos, Contos Premiados, e Desvairados Inutensilios, Poemas, no

site: www.livrariacultura.com.br

Se vc puder colaborar, fico feliz. Fique a vontade. Não é um preço. Apenas uma sugestão.

Abraços

Silas Corrêa Leite

E-mail: poesilas@terra.com.br

850

Alguns links de minhas Entrevistas, se houver interesse

ENTREVISTAS SILAS CORREA LEITE

http://www.recantodasletras.com.br/entrevistas/2156096

http://fm.fafit.com.br/podcast/entrevista-com-silas-correa-leite/

http://tvcultura.cmais.com.br/provocacoes/provocacoes-entrevista-o-escritor-silas-correa-leite-bloco-1-

SILAS CORREA LEITE FM VUNESP-SP

Silas Correa Leite [Entrevista 1775]

http://podcast.unesp.br/perfil-30052013-silas-correa-leite

http://www.selmovasconcellos.com.br/colunas/entrevistas/silas-correa-leite-entrevista/

http://www.whohub.com/poesilas

http://www.fernandojorge.com/silas-correa-leite/4524102313

Resenhas:

http://homoliteratus.com/author/silas/

Entrevista a Rodrigo de Souza Leão

http://www.gargantadaserpente.com/entrevista/silas.shtml

916

Fados, Poema

FADO

(Definição)

-O fado é filho da lonjura

A nave, a terra, o sal

Na saudade catarineta

Dentro da alma viajosa, a terra natal

-O fado é âncora íntima

Um sextante residual

Na distância, na ausência

O alecrim de abril na dor espiritual

O fado é oceano dizendo

Bendição, no lustral

O mapa da alma portuguesa

Náutica lágrima de lonjura ancestral

O fado é porto de dor

Bandolim; tear musical

Somos todos almas naus

Pátria-Mãe - sinos de Portugal

Silas Correa leite

Brasil

E-mail: poesilas@terra.com.br

www.artistasdeitarare.blogspot.com/

932

Cantata a Terra-Mãe Portugal

Cantata a Terra-Mãe Ancestral

"Ah que saudades que tenho

Da aurora de minha vida... "

(Casimiro de Abreu)

Dedicada ao Amiguermão de Portugal, Frassino Machado

Ah Portugal quando eu te vejo

Num fado, numa foto, num realejo

Sinto-te em meu íntimo fulgurar

Uma casa no rochedo, sobre o mar

E ali se aninha um marinheiro

Que no passado fui em causa tua

Onde tinha boêmios no terreiro

À luz de lampiões, clarão da lua

Mas minhá alma migrou um dia

Na portabilidade, um corpo que

Ainda a terra-mãe de ti havia

Que o espírito em plagas longe lê

E sou de Portugal, este menino

Plantado às barrancas do Paraná

No arquivo neural ressoa um sino

Com lágrimas que trouxe de lá

Ah Portugal, há uma saudade

De uma outra vida, outra condição

Que noite a dentro de mim há-de

Ser o teu céu, nau e constelação

Pois sou Portugal, aqui no peito

De Bocage, Camões ou de Pessoa

E vou te levando; como te enfeito

De uma lembrança-luz que abençoa

Ah Portugal distante e em mim

Um lusonauta que, em Itararé

Ainda viça um cheiro de alecrim

Por tua honra, tua glória e fé...

E sendo um caminheiro, Portugal

Levo-te comigo por onde for

Porque és encantário, és ninhal

Terás de mim sempre imenso amor!

-0-

Silas Correa Leite, Santa Itararé das Artes, São Paulo, Brasil

Patriarca descendente de Cristãos Novos oriundos de Ilha da Madeira Portugal

E-mail: poesilas@terra.com.br - Blogue: www.portas-lapsos.zip.net

Autor de O HOMEM QUE VIROU CERVEJA, Crônicas Hilárias de Um Poeta Boêmio, Giz Editorial, São Paulo, no prelo, Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador, Bahia, 2009

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o    Cyber Poeta Silas Correa
Leite, tachado Pelo Site Capitu de “O Neomaldito da Web”

o   

Breve Historial Bio-Bibliográfico

o   


-O atual literato e Cyber Poeta, Silas Correa Leite, na verdade nasceu no
bairro operário de Harmonia, na cidade de Monte Alegre, Paraná, região de
Tibagi. No entanto, a partir dos seis meses de idade, foi criado em Itararé,
São Paulo, cidade de divisa com o Paraná, terra de seus pais, que tiveram que
fugir do colonião do Paraná porque tinham loteamentos (Lotes das Cem Casas) na
área rural chamada Cidade Nova, adjunta a Monte Alegre, e foram perseguidos por
grileiros, bandidos e jagunços do político corrupto chamado Lupion, então
governador do Paraná. Por incrível que pareça, a área regional toda depois
estranhamente mudou de nome, sendo chamada de Telêmaco Borba, nome também de um
político jagunço e bandido ligado a corruptos da região.

o   


-O pai de Silas Correa Leite, Maestro Antenor Correa Leite, hoje nome de rua em
Itararé, é dessa cidade histórica (um dos primeiros a nascer na cidade na Era
de 1900), e quando jovem foi o primeiro acendedor de lampiões de gás de
Itararé. Em Itararé, de família rica que ficou pobre, Silas, guri de
pé-vermelho, estudou no Grupo Escolar Tomé Teixeira, quando foi alfabetizado e
descoberto também aos 8 anos como “Poetinha” pela primeira professora, Jocelina
Stachoviach de Oliveira. Silas terminou o curso primário, e, para ajudar a
família e o pai doente, parou de estudar e foi trabalhar de engraxate a
boia-fria, de vendedor de dolé de groselha preta a caldo de cana, de pipoca a
algodão doce, de garçom a aprendiz de marcenaria. Aos 16 anos, precocemente
estreava como colunista-colaborador do semanário jornal O Guarani, de Itararé,
também fazia imitações de artistas da Jovem Guarda em shows de prata da casa, e
tinha sido aprovado num concurso para locutor na Rádio Clube de Itararé.

o   


-Em 1970, só com o curso primário, Silas migrou para São Paulo, capital, em
busca de melhores condições de trabalhos e estudos. Levava na bagagem algumas
poucas roupas, muitos sonhos e vários cadernos de rascunhos poéticos que hoje
passam de mil e foram reportagem no programa Metrópolis da TV Cultura de São
Paulo. Na capital de inicio morou em cortiços, em pensões, dormiu na rua,
passou fome, até voltar a estudar, sempre escrevendo para os jornais de
Itararé, com os quais colabora até hoje, faz mais de 40 anos. Terminou os
estudos fundamentais e médios no Liceu Coração de Jesus, fez Direito, trabalhou
anos na área, na empresa ABE-Assessoria Brasileira de Empresas, até ir
trabalhar como assessor do Secretário Municipal de Educação da capital,
jornalista Paulo Zing, compondo equipe para ajudar a implantar informática no
ensino público da capital, quando fez Geografia e vários cursos de extensões a
especializações, tornando-se especialista em educação e se efetivando no ensino
público municipal e estadual. Filiado à API-Associação Paulista de Imprensa,
também se associou à UBE-União Brasileira de Escritores, ganhando alguns
prêmios de renome, representando Itararé no Mapa Cultural Paulista, vencedor
entre outros concursos do Primeiro Salão Nacional de Causos de Pescadores
(USP/Parceiros do Tietê/Rádio Eldorado/Estadão/Jornal da Tarde), premiado
também nos concursos Lygia Fagundes Telles Para Professor Escritor, Prêmio de
Poesia Biblioteca Mario de Andrade, SP (Gestão Marilena Chauí), Prêmio Literal
de Contos (Petrobrás), RJ, Curadoria Ana Buarque de Holanda, Premio Ignácio
Loyola Brandão de Contos, Prêmio Paulo Leminski de Contos (Unioeste-PR), Prêmio
Fundação Cultural de Canoas, entre outros, e ainda no exterior, o Prêmio
Microcontos Fantásticos Simetria, Portugal, e Prêmio Cancioneiro
Infantojuvenil, Instituto Piaget, Lisboa, Portugal, passando também a constar
em inúmeras antologias literárias em verso e prosa, inclusive no exterior, como
Estados Unidos, Portugal e Itália, além de incluído como Poeta Contemporâneo na
Revista Poesia Sempre, Ano 2000, 500 Anos de Descobrimento do Brasil, Fundação
Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro.

o   


Silas Correa Leite lançou depois os seguintes livros:

o   


-Ruínas & Iluminuras, conjunto de poemas, (Prêmio Elos Clube/Comunidade
Lusíada Internacional)

-Trilhas & Iluminuras (libreto), Coleção Prata Nova, Editora Grafite, RS

-Porta-Lapsos, Poemas, Editora All-Print, SP

-Campo de Trigo Com Corvos, Contos Premiados, Editora Design, SC, classificado
para a final do Prêmio Telecom de Portugal

-Os Picaretas do Brasil Real (libreto), Cantigas de Escárnio e Maldizer (Série
Leia e Passe Adiante) Editora Thesaurus, Brasília, DF

-O Homem Que Virou Cerveja, Crônicas Hilárias de Um Poeta Boêmio, Editora
Primus/Giz Editorial, SP/Premio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador, Bahia

-ELE Está No Meio de Nós, e-book, Romance Místico virtual, Hot-Book Editora,
RJ, disponível no site www.recantodasletras.com.br

-E-book de sucesso, O RINOCERONTE DE CLARICE, pioneiro, de vanguarda e único no
gênero, primeiro livro interativo da rede mundial de computadores, Editora
Hot-Book, RJ. Obra composta de onze contos fantásticos, cada ficção com três
finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente
incorreto, quando o leitor também poderia escrever um seu final para cada
história. Livro campeão de downloads, referencial como livro virtual na web,
destaque na imprensa como Estadão, Folha de São Paulo, Jornal da Tarde, Correio
do Brasil, JBonline, Poetry Magazine, Diário Popular, Revista da Web, Revista
Cultura Sinpro, Minha Revista, Revista Época, e reportagem na mídia televisiva
como Rede Band, Programa Momento Cultural/Jornal da Noite (Márcia Peltier),
Programas Metrópolis e Provocações (Antonio Abujamra) TV Cultura de São Paulo,
Rede Brasil, Rede Vida, Canal 21 (Programa Na Berlinda), Programa Imprensa e
Cultura, Canal Universitário. A obra ainda foi indicada como leitura
obrigatória na matéria Linguagem Virtual, no Mestrado de Ciência da Linguagem,
na UNIC-Sul, Santa Catarina, tese de mestrado na Universidade de Brasília e
tese de doutorado na UFAL.

o   


-Recentemente lançado: E-book Infanto-juvenil, “Gute Gute, BARRIGA EXPERIMENTAL
DE REPERTÓRIO, ainda disponível como livro free no link: http://pt.calameo.com/read/0016106757767c03d1375



-No prelo: DESVAIRADOS INUTENSILIOS, Poemas, Editora Multifoco, Rio de Janeiro.

o   


-A sair: “DESJARDIM, Muito Além do Farol do Fim do Mundo”, Romance, Editora
All-Print, SP

o   


-“CAVALOS SELVAGENS”, Romance, aprovado pela Editora LetraSelvagem, Coleção
Gente Pobre, Editor Nicodemos Sena.

o   


O Cyber Poeta Silas Correa Leite está em todas as redes sociais, em mais de 800
links de sites, inclusive em Portugal, na Argentina, nos EUA, na Itália e em
Moçambique, África, etc. Está no Facebook, Orkut, Twitter, com seus
‘pensadilhos’ (pensamentos trocadilhos) e ‘pensagens’ (pensamentos mensagens)
escrevendo seus twitter-poemas, twitter-contos, as tiradas irônico-filosóficas
como as conhecidas e hilárias “Silas e suas ‘siladas”, tendo outras obras
inéditas, de romances a ensaios sobre educação, de novelas a depoimentos sobre
os tenebrosos tempos de chumbo da funesta ditadura militar incompetente e
corrupta, fazendo ainda criticas, resenhas literárias, microcontos e outros
trabalhos literários de vanguarda, além de criticar o cínico estado mínimo do
neoliberalismo incompetente e corrupto que viça em Sampa/Samparaguai, o
Estado-Máfia, com suas impunes privatarias e seus news richs das
privatizações-roubos; as riquezas impunes, os lucros injustos, as propriedades
roubos, o neoescravismo da terceirização, a impunidade generalizada, a
violência do quinto poder, e o dezelo público de muito ouro e pouco pão na
desvairada pauliceia de uma abandonada periferia sociedade anônima.

o   


Quanto à sua batalhadora vida particular, feito um eterno guri que amava os
Beatles e Tonico e Tinoco (o cyber poeta diz que sua infância é o seu melhor
tesouro), Silas Correa Leite tem união estável por quase 30 anos com a doce
Musa, admirável Companheira e Professora Rosangela Silva. Cervejólogo, ledor
voraz, foi bolsista pesquisador em Culturas Juvenis da FAPESP/USP-Universidade
de São Paulo, alega que gosta mais de ler do que de respirar; de que gosta mais
de escrever do que de existir, adora seus amigos sonhadores de utopias e
boêmios de SP, seus milhares de seguidores da internet e mesmo companheiros da
Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes, Cidade Poema, da qual é autor do
oficial “Hino ao Itarareense”, tendo sido homenageado com o título de Cidadão
Itarareense e com a exposição “Imagens & Palavras” sobre seu trabalho
artístico-lítero-cultural no Centenário de Itararé. Para ler o Cyber Poeta
Silas Correa Leite em todos os seus variados, polêmicos e diferenciados
trabalhos e estilos, basta procurar pelo seu nome num site buscador como o
Google, e vai achar, além de textos, imagens, vários links no YouTube. Com sua
poética da tristeza, paradoxalmente com suas tiradas risadores e sua portentosa
metralhadora dialética cheia de lágrimas, ao ser provocado pelo Antonio
Abujamra (Programa Provocações/TV Cultura) o irreverente Cyber Poeta Silas
Correa Leite disparou que “corta os pulsos com poesia”, entre outras de suas
tiradas.

o   

Blog premiado do UOL: http://www.portas-lapsos.zip.net/

Site com breve currículo: www.itarare.com.br/silas.htm

E-mail para contatos: poesilas@terra.com.br

Livros Porta-Lapsos, Poemas, e Campo de Trigo Com Corvos, Contos, a venda no
site de SP: www.livrariacultura.com.br