Daniel_Oliveira

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Dívida

Ao amor da minha vida,
Parado numa rua de sentido único,
Sem olhar nas passadeiras,
e o passeio assoalhado.

Não sei se algum dia
Vou conseguir saldar a dívida
Que tenho para contigo
Por tudo o que me deste.

O problema é,
Que tu nem sabes a dívida que tenho,
os sorrisos caros
e a bondade banhada a ouro.

A felicidade que tenho,
a felicidade que deste,
não tem preço,

Olhares trocados
sem talão de devolução,
calor sentido que me queima o tostão,

Sei que esta declamação
nem chega para começar
a pagar esta divida

Mas espero que a aceites
Como moeda de troca
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Poemas

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Dívida

Ao amor da minha vida,
Parado numa rua de sentido único,
Sem olhar nas passadeiras,
e o passeio assoalhado.

Não sei se algum dia
Vou conseguir saldar a dívida
Que tenho para contigo
Por tudo o que me deste.

O problema é,
Que tu nem sabes a dívida que tenho,
os sorrisos caros
e a bondade banhada a ouro.

A felicidade que tenho,
a felicidade que deste,
não tem preço,

Olhares trocados
sem talão de devolução,
calor sentido que me queima o tostão,

Sei que esta declamação
nem chega para começar
a pagar esta divida

Mas espero que a aceites
Como moeda de troca
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Memórias

Rio que és,
A corrente que vai e não volta
As pedras ficam
E eu também

Pedras que ficam,
Mas afetadas com a tua marca
Algumas lisas
Algumas bicudas

Habituado à tua presença
Deixei-me ficar
Tomando-te como garantido
No conforto da corrente

A corrente parou,
O rio desapareceu
Um vazio em mim
Sem preparação ou aviso

Tudo o que me resta de ti,
Tudo o que tenho,
Tudo o que ficou 
São as pedras

Agora que não estás cá,
A corrente vai e não volta
As pedras ficam 
E eu também
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