Diogo Oliveira

Diogo Oliveira

n. 0000-00-00, Portugal

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Que se faça silêncio

Silêncio, por favor.
Noite escura em toda a sala,
Uma nota rouca ao fundo,
Som guia da cegueira.

Já pedi silêncio!

Apenas um sentido me leva,
E nesse sentido não confio!
Se, ao menos, por ouvir soubesse
Quem toca tão envolvente melodia...

Só oiço silêncio...

E este sim é de confiar
Pois quebra a longínqua melodia.
E as palavras que ouvi outrora,
Feitas som... Desiludiram.
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Poemas

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Que se faça silêncio

Silêncio, por favor.
Noite escura em toda a sala,
Uma nota rouca ao fundo,
Som guia da cegueira.

Já pedi silêncio!

Apenas um sentido me leva,
E nesse sentido não confio!
Se, ao menos, por ouvir soubesse
Quem toca tão envolvente melodia...

Só oiço silêncio...

E este sim é de confiar
Pois quebra a longínqua melodia.
E as palavras que ouvi outrora,
Feitas som... Desiludiram.
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Sétimo e Décimo

Quem, por destruir
Pode ser feliz?
Por viver o que não é seu,
Embora tirado a outrem?

Se por tirar hesito,
Por ter anseio.
Por magoar recuso,
Mas o fim dita o meio.

Será crueldade minha,
Ou destino cruel e certo?
Por mais que me afaste
Sinto-o cada vez mais perto.

Este lado obscuro do inconsciente
De que tomo consciência
Vai roendo, corrompendo.
Noto-o pelo silêncio da tua ausência.
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Acróstico

Joguei sem saber, meu
Eu nas mãos frias do destino,
Sentenciado cedo a triste fado.
Se por noites te pedi,
Implorei tua palavra, teu sorriso...
Como quis teu cheiro,como quis teu toque...
Ainda que não o mereça.
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Para bom entendedor

Dura é a capa
De quem finge o interior.
E, tão sedutora,
Esconde as palavras proibidas.

Por se ler sem atenção
Escapam-se as entrelinhas
Escapam-se os segundos sentidos
E torna-se real o engano.

A atenção, essa,
Foi desviada para as imagens
Quando o importante era
O que estava escrito.

E por mais ténue,
Por mais ingénua
Que seja a nossa visão,
Nunca veríamos tais segredos.

Camuflados, entre palavras, gestos, actos... Escondidos.
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