dionesbatista

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n. 1996 BR BR

Protótipo de poeta! Matuto Caririzeiro! Indivíduo em Construção!

n. 1996-07-19, Livramento, Paraíba

Perfil
45 328 Visualizações

Preta

O teu jeito me fascina
O teu semblante me encanta
Já tentei e não adianta
Te esquecer doce menina
Talvez seja a nossa sina
De viver uma paixão
És a bela inspiração
Que faz brotar poesia
Com pureza e maestria
Dentro do meu coração

Diones Batista 
31/08/2020
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Biografia
Sou natural de Livramento no Cariri Paraibano. Jovem Camponêns e Amante da Literatura!

Poemas

113

Inspirações

Numa madrugada fria de Novembro despertei sem sono. O silêncio insuportável consumia tudo. Caminhei um pouco pela casa e sentei-me à mesa de estar para deixar cair meus sentimentos no papel. Havia no interior do meu ser uma disputa entre as emoções para vir a tona primeiro na tinta do lápis. A senhorita Tristeza, atrevida como sempre, tomou a frente. Mas, ao invés de esternar-se na ponta do lápis escorregou pelos meus olhos e se jogou no papel em lágrimas. Me perguntei o que estava acontecendo. Nesse momento dei-me conta que a dona Saudade estava sentada ao meu lado me fazendo passear pelos corredores das lembranças. Parado em frente a parede das angústias reparo no retrato da amada que não me ama...


Diones Batista
297

Liberte-se

Nunca desacreditei no amor
Apenas desacreditei nas pessoas
O amor é lindo
Acalenta as angústias
Sara as feridas
Aconchega o coração e a alma
Liberta o ser
Falar de amor livre é puro pleonasmo
O amor em si já é livre
Então, liberte-se...


Diones Batista
317

Decisão

Querida
Chegou o dia de tomar uma decisão diante do nosso caso
Escolhas entre o sim e o não
O sim nos unirá para sempre e viveremos esse amor ardente todos os dias de nossas existências terrenas da maneira mais intensa possível até que a morte nos una em outra dimensão cósmica.
O não nos separará para sempre e hoje mesmo tratarei de ir na taberna do senhor Destino para falar com a dona Saudade para que me veja uma dose da cachaça do esquecimento e possa arrebatar de uma vez por todas essa paixão descomunal que entranha e emerge do meu ser!




Diones Batista
359

Momento

És sinônimo de beleza
Tua essência me embebe
A tua beleza é tanta
Que palavras não descreve
Quero amar-te um momento
Mesmo que este seja breve


Diones Batista
228

Amor Sagaz

Era quase meia noite e soprava uma brisa fria de inverno e eu caminhava sozinho pela rua da casa dela na ânsia de ao menos vê-la. Ela é uma mulher simplesmente linda de cabelos negros com poucas ondulações, tem um sorriso que desmancha qualquer tristeza que esteja em mim impreguinada, seus olhos são pretos como duas azeitonas que me chamam para prová-las, seus lábios são carnudos e provocantes, sua pele macia e sedosa como veludo e além disso faz escritos maravilhosos que me deixam extasiado. Depois de dar mais de dez voltas indo e voltando ela aparece na sacada da janela e acena pra mim, esse é o sinal que avisa que enfim seu marido dormiu. Ela abre a porta vagarosamente enquanto me aproximo em silêncio e já entrando lhe dou um beijo ardente. No sofá da sala vivenciamos um sexo selvagem totalmente nus como se no mundo só existissem nós dois.



Diones Batista
640

Navegar

No barco do pensamento
Navego em mar violento
Na lembrança do momento
A saudade sopra em vento
Nas velas do sentimento
O amor faz-se acalento


Diones Batista
246

Odisséia de Homero

Eu quero te ler em todos os âmbitos
Quero que sejas a minha Odisséia
Não quero que sejas do grego Homero
Mas quero te tê-la como uma epopéia
Olhando tuas curvas ao som de bolero
Euforicamente teu corpo eu venero
Mas em mim desperto da falsa ideia


Diones Batista
262

Raquel

R elembro-te sempre a pensar
A ncioso em poder te rever
Q uero novamente te amar
U m dia em meus braços te ter
E uforia se faz ao lembrar
L igações que deixaste em meu ser...


Diones Batista

PS.: Pensamentos que me consomem numa manhã de segunda... Lá estava eu na secretaria tentando escrever alguns relatórios e como todos os dias a Dona Saudade insiste em me fazer passear pelo corredores da memória e me deixar angustiado por não poder beijar a única mulher que amo! Os sentimentos afloram em lágrimas que correm pelo meu rosto caindo no papel em forma de palavras compondo-se em um acróstico. Onde estiveres recebas meus beijos em pensamentos querida RAQUEL!
05 de Novembro de 2018
289

Tio

A ingrata da Raimunda
Veio buscar meu parente
Seu corpo hoje está frio
Quando ontem estava quente
Quebrando um tênue fio
Raimunda levou meu tio
Pra longe da nossa gente...


Em memória à meu tio João Paulo que desencarnou na noite de 31 de outubro de 2018.


Diones Batista




387

Raimunda, a morte

Lembrando dos maravilhosos escritos do ilustre e saudoso Ariano Suassuna, que nomeu a dama da morte de Caetana, eu analisei e achei muito pertinente nomear a morte. Creio que assim ela parece menos assustadora já que sabemos que um dia estaremos frente a frente com ela. Uns mais cedo e outros mais tarde, mas sem falta ele visitará a todos nós. Mas não acho que o nome de Caetana faça jus ao trabalho da dona morte, na minha concepção Raimunda é um nome que combina mais com ela. Raimunda é um nome de origem germânica formado por duas palavras: - Ragin, que significa "conselho" e mund, que quer dizer "protetora". Segundo histórias antigas, na hora final, o ser ainda vivo reluta até não poder mais para não se desapegar do seu corpo ao qual já está tão acostumado. Diferentemente do que pensamos, dona morte a qual nomeei de Raimunda, não arranca a vida do corpo e a leva para o além. Ela chega de mansinho e com seu abraço carinhoso e suas palavras de afago no subconsciente do indivíduo o convence e avisa que já é hora de partir para o infinito e que sua missão já está cumprida fazendo-se necessário voltar a seu lar. E assim que o ser percebe e deixa-se ouvir entende que é chegada a hora de deixar aquilo que conhecia e ir agora aprender com o infinito criador de todas as coisas. Ao desapegar-se do corpo, dona Raimunda o guia e proteje pelo caminhos das sombras até a casa do pai de todos nós. E diferente do que muitos dizem, a morte é apenas o começo. Lembrando ainda dos escritos de Suassuna, sábias foram as palavras do personagem Chicó d'O Auto da Compadecida que disse que quando o ser morre "cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre."



Diones Batista

Referências:
SUASSUNA, A. O Auto da Compadecida. Rio de Janeiro: Livraria AGIR Editora. 1975.
313

Comentários (3)

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CORASSIS

Caro poeta , você e a PATATIVA da bela Paraíba

Prestes e Silva

coisa mais delícia de ser ler guri, grata.

aunntt

Lindíssimo!