dionesbatista

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n. 1996 BR BR

Protótipo de poeta! Matuto Caririzeiro! Indivíduo em Construção!

n. 1996-07-19, Livramento, Paraíba

Perfil
45 428 Visualizações

Preta

O teu jeito me fascina
O teu semblante me encanta
Já tentei e não adianta
Te esquecer doce menina
Talvez seja a nossa sina
De viver uma paixão
És a bela inspiração
Que faz brotar poesia
Com pureza e maestria
Dentro do meu coração

Diones Batista 
31/08/2020
Ler poema completo
Biografia
Sou natural de Livramento no Cariri Paraibano. Jovem Camponêns e Amante da Literatura!

Poemas

113

Primeiro Amor

O primeiro amor é inesquecível
É um sentimento forte e duradouro
Como hospedeiro se aloja no peito
Esperando outro possível vindouro

É uma tatuagem no vão coração
Que mesmo com o tempo nunca se apaga
Mesmo tendo outro sempre está ali
E as suas lembranças é o que nos afaga

A qualquer momento ele se emerge
Quando o pensamento tão em si converge
Olhando as memórias que estão na saudade

Mas o ser tão tolo morrendo de orgulho
Faz do coração um simples pedregulho
Para não ferí-lo com a sua vaidade...



Diones Batista
269

Utopia

Não estamos derrotados.
Apenas não vencemos uma batalha de muitas que serão travadas em nossa existência.
Não é hora de chorar... Se bem que chorar não é ruim, isso mostra que somos humanos.
Quem sabe as lágrimas brotando reguem o que há de bom na vida de quem crê.
Esse é o momento que temos de dar as mãos, e em cada existência ser resistência.
Pode ser que os olhos embaçados de lágrimas não nos permita ver mais adiante, mas isso não nos impede de caminhar.
Porque a utopia é o que nos faz caminhar...



Diones Batista
340

Tio

A ingrata da Raimunda
Veio buscar meu parente
Seu corpo hoje está frio
Quando ontem estava quente
Quebrando um tênue fio
Raimunda levou meu tio
Pra longe da nossa gente...


Em memória à meu tio João Paulo que desencarnou na noite de 31 de outubro de 2018.


Diones Batista




389

Raimunda, a morte

Lembrando dos maravilhosos escritos do ilustre e saudoso Ariano Suassuna, que nomeu a dama da morte de Caetana, eu analisei e achei muito pertinente nomear a morte. Creio que assim ela parece menos assustadora já que sabemos que um dia estaremos frente a frente com ela. Uns mais cedo e outros mais tarde, mas sem falta ele visitará a todos nós. Mas não acho que o nome de Caetana faça jus ao trabalho da dona morte, na minha concepção Raimunda é um nome que combina mais com ela. Raimunda é um nome de origem germânica formado por duas palavras: - Ragin, que significa "conselho" e mund, que quer dizer "protetora". Segundo histórias antigas, na hora final, o ser ainda vivo reluta até não poder mais para não se desapegar do seu corpo ao qual já está tão acostumado. Diferentemente do que pensamos, dona morte a qual nomeei de Raimunda, não arranca a vida do corpo e a leva para o além. Ela chega de mansinho e com seu abraço carinhoso e suas palavras de afago no subconsciente do indivíduo o convence e avisa que já é hora de partir para o infinito e que sua missão já está cumprida fazendo-se necessário voltar a seu lar. E assim que o ser percebe e deixa-se ouvir entende que é chegada a hora de deixar aquilo que conhecia e ir agora aprender com o infinito criador de todas as coisas. Ao desapegar-se do corpo, dona Raimunda o guia e proteje pelo caminhos das sombras até a casa do pai de todos nós. E diferente do que muitos dizem, a morte é apenas o começo. Lembrando ainda dos escritos de Suassuna, sábias foram as palavras do personagem Chicó d'O Auto da Compadecida que disse que quando o ser morre "cumpriu sua sentença. Encontrou-se com o único mal irremediável, aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra, aquele fato sem explicação que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados, porque tudo o que é vivo, morre."



Diones Batista

Referências:
SUASSUNA, A. O Auto da Compadecida. Rio de Janeiro: Livraria AGIR Editora. 1975.
316

Cigarro da Saudade

A lágrima que hoje corre
Fez-se em rio no meu rosto
Só não morri de desgosto
Porque de amor não se morre
Pra esquecer tomei um porre
Para as mágoas afogar
Malditas sabem nadar
E na lembrança me vem ela
Menina mulher tão bela
Eu te amo de verdade
To fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela

Já sentia a chegada do calvário
E apenas com uma ligação tudo acabou
Mas uma vez sozinho agora estou
Nas estradas da vida solitário
O cigarro no dedo incendiário
Me pergunto o que vou fazer sem ela
Por dentro me corrói essa mazela
E de viver perdi toda a vontade
To fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela

Com um banho lavo o corpo
Com as lágrimas lavo a alma!


Mote: Autor Desconhecido
Glosa: Diones Batista

653

Amada

Minha amada é tão bonita
Tão singela e especial
Mulher forte e destemida
Com certeza sem igual
Meu amor por ela é tanto
Difícil descrever tal...


Diones Batista
544

Luta

Estava no escuro e com frio
Estava sem saber pra onde ir, desnorteado!
Estava sem saber o que fazer, estagnado!
Estava perdido na perdição da perda!
Estava sem saber qual foi minha perda
Até que ao longe vejo uma chama
Que me aquece e me ilumina
Que me mostra a minha sina
Que me mostra o caminho
E como que da água pra o vinho
Descubro agora o que sou
De onde vim e pra onde vou
E essa chama se chama luta
Que de longe o grito se escuta!


Diones Batista
600

Desejo

Ainda hoje te desejei mais uma vez
E nesse momento ainda te desejo
Ao fechar os olhos rapidamente
Nesse intervalo de tempo eu te vejo
E felizmente não só te desejo
Como também te toco e te beijo
E bruscamente num lampejo
Novamente te desejo...


Diones Batista
414

Irmãos

Nesse momento morreu mais um preto na favela
Filho de Dandara, filho de Mandela
Fiho de Zumbi, filho de Marighella
Passa só como mais um caído na viela
E de repente surge um grito no alarido:
- Aaahhhhh... Se não fosse bandido não tinha morrido!
Mas era só mais um pedreiro
Que trabalhou o dia inteiro
Pra poder juntar dinheiro
Pra sua família ter
O alimento pra comer...
E a furadeira foi confudida com pistola
E hoje seu filho no sinal pede esmola
E a cor da pele foi o julgamento inicial
Que em mais uma vida pôs um ponto final.


Diones Batista
297

Ser Flor, Florescer

Quero ser um beija-flor
E sobre teu corpo florido beijar-te até a imensidão sem fim...
Teu cheiro efervescente é como um mar de rosas
E teu suor é como o orvalho
Que corre sobre a face da pétala de uma rosa
Ao findar de uma linda noite!



Diones Batista
235

Comentários (3)

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CORASSIS

Caro poeta , você e a PATATIVA da bela Paraíba

Prestes e Silva

coisa mais delícia de ser ler guri, grata.

aunntt

Lindíssimo!