EdithLobato

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Sou Professora, licenciada em Matemática.

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Na tarde nublada

Na tarde nublada, a canção preferida,
Está no silêncio que embala meu ser,
Na brisa que corre e na vã despedida,
Dos raios de sol sobre o anoitecer.

No sidéreo espaço a magia contida,
Se espraia no céu até se esmorecer
Eu fico a pensar nesse ciclo da vida
Nascer e crescer, reproduzir e morrer,
Na tarde nublada...

Assim me desato de apegos, ferida,
E se sinto a alma tombar, exaurida,
Modero meu passo para não perecer.
Verdade que sinto a falta de alguém,
Que sinta comigo o mesmo prazer
De ouvi o silêncio que vai e, sempre, vem,
Na tarde nublada...
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Poemas

4

Passarinho encantado

Se chora enquanto canta,
o passarinho encantado,
toda a natureza encanta,
esse seu cantar chorado.

Quando o homem lhe escuta,
pasma e fica admirado,
o seu ser em graça exulta,
também chora emocinado.

E o canto do passarinho,
corre o céu cortando os ares,
chora a fome e o descaminho,
e o amor em muitos lares.

Chora a seca do sertão,
e o boi que já morreu.
O berrante que o peão,
sem ter força, emudeceu.

Chora a terra esturricada,
e a tristeza da criança;
faz da fé sua brigada,
canta e sonha a esperança

Chora a Pátria governada,
por quem rouba em nossa cara,
jogo de carta marcada,
sobre a fé que a gente embala.
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Amor

Amado amor,
Abraça-me,
Aqui, agora.
Amorosamente,
Afetuosamente,
Ardentemente,
Ama-me,
Absorve-me,
Apaixonadamente
Até amolecer a alma,
Aqui, agora.
Anjo amado,
Amo-te!
475

Sereia

Na fonte encantada banhei-me ao luar,
do jeito que um dia nasci para o mundo.
Ali flutuei feito pluma a bailar,
repleta de sonhos igual vagabundo.

O tempo parou para ver o nadar,
da água em meu corpo em silêncio fecundo.
A espuma tão branca e tão cheia de ar,
morria e nascia em suspiro profundo.

De olhos fechados, em paz, sem escolta,
o tempo passando por sobre o farol,
trazendo no bolso as luzes do dia.

O vento soprou me trazendo de volta,
no instante certeiro em que um raio de sol,
na pele morena escreveu poesia.
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A lágrima

Por tantas vezes eu chorei na vida,
e foram prantos cheios de amargura,
chorei as perdas de gente querida,
e pranteei, também, as desventuras.

Chorei a dor de se perder um filho,
e está lágrima é demais salgada,
porque nos rouba do olhar o brilho,
e nos transforma eterna madrugada.

Mas já chorei também de alegria,
a feliz lágrima de amor superno,
quando de noite em sono dece via,
os meus dois filhos no meu céu materno.

Chorei feliz a lágrima feliz em glória,
molhando o rosto irradiando a alma.
quando sentia o gosto da vitória,
com humildade, paciencia e calma.
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