EdithLobato

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Sou Professora, licenciada em Matemática.

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Eviterno amor

Quando o outono chegar, novamente,
Sobre os campos da vida onde andei;
Ah, eu lamento informar, tristemente;
Lembrança, lembrança eu já me tornei.
 
Parti na distância dos olhos que amei,
E embora lamente esta sorte amarga,
No peito este amor, comigo levei;
Quando a morte pousou sobre mim sua adaga.

Sobre teu leito e teu eterno sono;
Estarei contigo na macies das flores,
Feito corpos amantes em abandono,
Em dia de inverno em laços de amores.

E na, dulcíssima, luz deste amor eviterno,
Grafei estes últimos versos de amor,
Banhados de lágrimas do último inverno.
Para quem tanto amei e amei com ardor.
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Poemas

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Marcas

Sobre o amassado papel,
letra por letra disponho,
com tinta azul de um pincel,
marcas de um tempo, medonho.
Algumas lágrimas postas,
cristalizadas de fel,
salgadas e decompostas,
sem a doçura do mel;
Vão se mesclando sem rumo
nas cordas do coração,
tirando a vida do prumo,
mexendo com a emoção;
Porém, se existe esperança,
a desenhar o povir,
o alimentar da criança
faz esta vida florir.

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Soneto em galope