Enide Santos

Enide Santos

n. 1968 BR BR

Dona de casa, artesã e mesmo tendo o ensino médio incompleto me atrevo a fazerpoemas. Seguindo assim um desejo incontrolável do meu sentir.

n. 1968-10-30, Poções -Bahia

Perfil
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Sou portadora da mais insana das almas

E nos jardins da vida

Onde o tempo faz morada

Caminha minha alma

Insana e ousada

Debochada aventureira

Sobre as horas se escancara

Perfuma seus encantos

Com orvalhos da madrugada.

Do espírito das coisas

Alimenta seu destino

E se suja dos beijos

Dos pecados clandestinos

Dorme com a dor

Com a saudade tem um caso.

Veste-se a rigor

E com a luz da seu recado.

Insana pela vida

É a minha alma

Esgarçada ferida

Feliz por ser culpada.

Enide Santos 27/09/14

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Biografia
 

Enide
Santos

 

Sou
Enide Santos, nascida no dia 30 de outubro de 1968. Na cidade de Condeúba -
Bahia.

Dona
de casa, artesã e mesmo tendo o ensino médio incompleto me atrevo a fazer
poemas. Seguindo assim um desejo incontrolável do meu sentir.

A
paixão pela poesia nasce ao me espelhar em meu pai, que se alfabetizou de
maneira inédita em sua adolescência, sem condições financeiras e por vários
outros fatores que o impediu de frequentar o âmbito escolar.

Por
meses ele espreitou os garotos que retornavam da escola, e escreviam pela
estrada de terra letras que aprendiam na escola, aprendeu perguntando para quem
sabia a leitura, como dizia ele.

Dessa
forma ele descobriu o mundo, e leu tantos livros quanto pode.


incondicional de Bocage.

Deixávamos-nos
eu e meus irmãos presos àquelas magníficas fantasias de suas narrações.

Deixou-me
assim de herança a sua força de vontade, que hoje uso para descrever meus
sentimentos mesmo sem ter um diploma.

Leio,
pesquiso, pergunto e construo.

Criei
meu blog para fazer-lhe uma homenagem, onde posto também minhas humildes
poesias.

http://enidesantos.blogspot.com.br/

 

http://tipopensamento.blogspot.com.br/

 

http://www.recantodasletras.com.br/autor.php?id=121385

 

http://www.becodospoetas.com.br/profile/EnideSantos

 

 

Poemas

136

Só sinto

O que sinto

Não queima,

Não arde,

Não dói.

 

É muito maior

O que sinto

 

É estático

Vencido

Covarde e desmedido...

 

Dói apenas o nada

Que me torno

Se não te sinto.

 

Enide Santos 08/07/14

439

Epístola - 17

Fragmentos de mim

 

Eu te amo com toda a força de minha vida.

Eu te amo muito, não seipor que, não sei até quando só sei que amo.

Não sei o que façosozinha aqui com todos estes sentimentos, 

com todos estes ecos depalavras ditas apenas pelos pensamentos.

Não sei o que faço comestá saudade que nunca se acaba.

Com este silêncio quechora, que lê, vive e quer morrer.

Já acordo sepultandovontades, derramado dentro do peito coragens.

Eu te sinto tão triste,mudo, submisso. E nada sei fazer para cuidar de você.

Fico quieta, caladatentando ser ao menos algum tipo de amparo caso você queira.

Por aqui as coisas nãosão fáceis também...

As coisas vãoacontecendo eu vou levando-as, mas com você sempre aqui junto comigo o tempotodo, sonhos e mais sonhos, coisas que tenho para te dizer, coisas que queriadividir com você, mas digo para o tempo, falo sozinha como se alienada eufosse.

Eu não sei o queacontece ai, sei que você demonstra que é preciso estar ai e que nunca vaipoder estar aqui. 

Eu só tenho duas escolhas:

Estar sem você ou ficarsem você.

Só te sonho quando vocêquer ser sonhado, nunca quando eu quero sonhar.

Eu vou estar aqui

Eu vou ficar aqui.

Amor meu.

 

Enide Santos 03/07/14

 

 

460

Eu sou poeta

Momentode plena felicidade

Équando me sinto poeta.

Eu soupoeta.

Eu soupoeta.

Eu soupoeta.

E é amelhor coisa que sou, sendo para mim...

Nãopara ninguém, mas para mim.

Ser ounão boa poeta,

Issofica para o amanhã.

HojeEU SOU POETA.

Euteço versos... Com meus sentimentos.

Roubodo ar... Momentos.

Solvodas pedras... Sentimentos.

Descubropaixão... Disfarçada de escuridão.

Eu soupoeta, que ri enquanto chora.

Que renascea cada aurora.

Querisca em si a fonte de seu existir.

Eu fuipoeta sem saber

Eu soupoeta por querer

E sereipoeta depois que morrer.

 

EnideSantos 23/06/14

 

407

Que te custas, amor?

 

Que te custas, amor?

Dar-me um pouco as tuas mãos;

Para acariciar-me a face, os cabelos e o coração.

 

Que te custas, amor?

Deixar-me deitar em teu peito;

Fazer do teu colo um leito;

E roubar de te, um pouco de cheiro.

 

Que te custas, amor?

Acalmar um tiquinho minha vida;

Soprar um bocadinho as feridas;

Fazer fugir este choro, este som de consumação.

 

Que te custas, amor?

Deixar pesar em minha tua boca;

Deixa-me roçar em ti, como louca;

Para acalmar está minha paixão.

 

Enide Santos 27/05/14

539

Agora doe

Agora doe acordar.

A razão pra me vivificar

Já não posso mais alcançar.

 

Abandono-me ás recordações.

Descuido-me das emoções

Penetro-me em pensamentos.

 

Agora dói respirar.

O ar que me visita,

Agora sai, como que pra te buscar.

 

Soluços, lágrimas, gemidos,

nada consome a dor

que me impõe este castigo.

 

Agora doe continuar.

É mesmo uma penitencia

Tentar deixar de te amar.

 

Enide Santos 22/06/14

 

437

Só sonhando

Só mais um sonho

Um sonho delirante

É um mundo diferente,

no mundo que estou

 

Vejo tudo que quero de perto

Tem cheiro, tem sexo.

Solta gemidos de amor.

Tem pele, tem calor.

 

Busca minha boca,

me induz a flutuar.

E dá-me de presente,

sua sede de amar.

 

Ah, Meu sonho!

como é difícil acordar.

Fico aqui neste abandono,

Almejando te sonhar.

 

Enide Santos 20/14/14

 

 

 

 

552

  Flutuo...

Pairo...

Assento...

Corpo jaz ao vento

Agora sou chuva

Sem pensamento.

 

Enide Santos 26/04/14

 

470

Castelo de ilusões

Enquanto meus olhos estiverem descobertos

Poderei ver o sentindo da vida acontecendo.

Vou percebendo o tempo se desfazendo

E dentro do meu castelo de ilusões

Minh’alma procura o eterno...

 

Enide Santos 26/04/14

436

Incógnita

Onde ela mora?

No absurdo

No medo

No escuro

 

De onde vem sua força?

Do luto

Do túmulo

Do tudo

 

Quando vai, e quando volta?

Não sei...

Já estou morta!

 

Enide Santos 26/04/14

486

A mente mente

Acabo de pegar uma porção de tempo.

Não muito longe, também não muito perto.

Não muito quente, nem muito frio.

Só uma porção do agora,

Neste instante nesta hora.

 

Fui lá fora...

E tudo estava parado.

Só o tempo quem levava o vento.

E a noite dormia, sob o sereno, gemia.

Mas tudo estava parado.

Sei, que só porque eu observava.

 

Braços estendidos no tempo, para o tempo.

Então eu o toquei...

Acariciei, moldei-o em meu pensamento.

Então me ri de mim.

Vendo-me com tanto poder,

De até o tempo poder deter.

 

Enide Santos 03/05/14

478

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