Enigma do Silêncio

Enigma do Silêncio

Quando escrevo deleito o que sou e traduzo gritos da alma com suavidade das palavras, ressuscitando todos versos embriagados de silêncio.

n. 0000-05-01, Maputo

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A alma do mistério

A alma do mistério

Na suavidade amena das palavras
minha alma poliglota divaga no silêncio
nesta lírica de prazeres de súbita avareza
o espelho e sombra da humana fraqueza.

Abarco os que sabem ouvir e ver com a mente
fermentando a lucidez em cada verso
num puro som níveo e eloquente
que alimenta imortais de um jeito incontroverso.

O deplorável é que ainda não sei nada
sou uma bucólica expressão que na arte vaga
um corola de mistério que a arte ama
que escreve para alma e não para fama.

Sou tal qual todos vós, poeta amador
o pulsar do coração de um sonhador
mergulhado no mar de incerteza
se vive pela poesia ou pela natureza.

Por Narciso Baloi
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Biografia
Enigma do Silêncio, Narciso Baloi, pseudónimos de Narciso José Mapsanganhe, Químico Analista, Consultor de Saúde Sexual, Reprodutiva e Preventiva e é apaixonado pela arte de escrever. É autor de várias obras não editadas e participou em  revistas Galego Português, Sol e Colectâneas como "Poema-me" da editora Lua de Marfim e "Vultos da Alma" da editora Ndzando. 

Poemas

1

Sobrevivência

Já não escrevo para ser lido. 

Escrevo com fervor para sustentar

o que em mim ainda resiste.


Quando a palavra falha,

rapidamente a alma contrai-se

e a palavra vira punho.


Cada verso é fragmento

num edifício no mínimo instável

que insiste no seu firmamento.


O poema é a suave cicatriz

que não tenciono por nada curar,

pois impede de sangrar.


Enigma do Silêncio

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Comentários (2)

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Enigma do Silêncio

Muito grato pelo apreço.

Alex Mien
Alex Mien

gostei muito da sua poética forma de expressão . Esta num bom caminho.