ERIMAR LOPES

ERIMAR LOPES

n. 1971 BR BR

Mil Santas palavras constroem. Ainda há tempo.

n. 1971-05-10, Frei Inocêncio-MG

Perfil
417 214 Visualizações

O SÁBIO HOMEM E O GRANDE RIO

O grande rio corre tenso
Águas ligeiras em seu leito
O sábio homem segue manso
Com sabedoria em seu peito.

O sábio homem também ensina
Como andar bem equilibrado
O grande rio não mostra a sina
De quem é levado em seu reinado.

O grande rio é largo e espaçoso
Tenso, mas suas águas navegáveis
O sábio homem é cauteloso
Adverte quanto a convites favoráveis.

O sábio homem vive e viverá
Vigilante, sóbrio, e prudente 
O grande rio jamais admitirá 
Que as suas águas secarão de repente.

O sábio homem e o grande rio
As influências, descrenças, e incertezas
A mente sã e o desvario
O coração firme e a perdição nas correntezas.

Erimar Lopes.

Ler poema completo
Biografia

1971

Poemas

19

EU AINDA QUERO OS TEUS CARINHOS

Eu ainda quero os teus carinhos, mas muito mais a tua sensatez, espalhaste-me um tapete de espinhos em virtude da tua altivez. Eu a amo e almejo te declarar como nunca antes ouviste de alguém, sou teu esposo, teu par e tua metade mais fiel e sincero como ninguém. Mas deixo você ir, sem ouvir isto de mim, me conservo fiel por acreditar que ainda não é o fim. Prefiro o mar e suas ondas a relâmpagos e trovões, chorar sozinho do que consternar alguém por tristezas e minhas emoções. Sê fiel, mansa, humilde, e cheia de gratidão, busque um espírito pacífico e cheio de reflexão, não aceite mais o vício da ignorância e confusão. Espero um novo início com a tua estrada iluminada, para eu te honrar sem sacrifícios e para te amar numa infinita jornada.
68

NA MULTIDÃO QUANTOS ROSTOS

Na multidão quantos rostos, eu ando e vejo, em ônibus, trens, nas calçadas das ruas, supermercados, bares, lanchonetes, lojas, clubes e etc... . Observo atentamente a cada um que de mim se aproxima, seus traços, seus semblantes, algumas atitudes. Penso do que poderiam aproveitar de mim no que tenho para amar, mas ao mesmo tempo lembro que sou um miserável que não tenho muito a oferecer, que também sou tão carente de amor como muitos deles na multidão. Mas sinto em mim algo tão diferente, principalmente quando estou em um hospital, quando recordo que ali sofrem as almas, não importando a cor, a raça, religião ou classe social. Às vezes tenho o sentimento e desejo que posso fazer algo muito grande pelos que sofrem, de me repartir como um pão que sacia a fome de todos, que tirem todos do sofrimento, mas não sou o meu Deus. Ai me sinto deveras impotente como um homem sem fé, mas sei que em mim há uma verdade, que não há nenhuma maldade, mas uma imensa vontade que sejam livres os meus próximos. Livres das aflições, das ignorantes paixões que acorrentam a alma, livres das multidões que assolam os corações e desalmam, livres da desunião e da solidão que traumatizam, livres das perseguições e das injustiças que desassociam. Sei que o mal é invisível e provoca resultados visíveis na batalha do espírito contra a carne.
64

POIS A SOLIDÃO REINA EM MIM

De Janeiro a dezembro
Saudades de uns beijos
Eu ainda nem me lembro
São apenas desejos.

O tempo passa velozmente
A gente esquece como foi
A boca lembra raramente
O sabor que se constrói.

De uns abraços e afagos
Sinceras declarações
Sorrisos e uns tragos
Beijos quentes e emoções.

Saudades do meu amor
Que invadiu meu coração
Do seu beijo avassalador
Das suas delícias de mel(ão).

Quanta saudade e vontade
Pois reina em mim a solidão
Uma escolha por amizade
Com apenas aperto de mão.

247

FALTA-ME UM AMOR

Falta-me um amor
Mas não me falta paz
Falta-me um calor
Humano e eficaz.

Não importa minha dor
Sei que ela é fugaz
Não há remédio curador
Se a solidão é sagaz.

Falta-me um amor
Que espante a solidão
Que plante uma flor
Nascente em meu coração.

Crescendo no esplendor
De um sol de verão
Perfume lírico de trovador
Rosas feitas canção.

Falta-me um amor
Falta-me uma vida
Alma, rosa, e viva flor
Que me ame desinibida.

489

OLHOS VERDES VII

Olhos verdes lindos estou sozinho
Não tenho mais visto o teu belo rosto
Quanta necessidade de um carinho
Pois os meus dias perderam o gosto.

Olhos verdes quão maravilhoso seria
Se algum dia me notasse passar
O meu coração afetivo esperaria
Por um milagre poder contigo falar.

Mas benditos olhos verdes mata ciliar
Que não choras lágrimas como os meus
Em dias de tristezas por derramar
Acreditando poder estar nos braços teus.

Ainda alimento ó olhos que me encantam
Ser-te próximo e também conhecido
Se te vejo, pesadelos não me espantam
Em meus sonhos que por ti tenho vivido.

Se me tens visto não te sabes o quanto
Olhos verdes lírios que não me conheces
Que em meu coração o amor é um manto
Para abrigar-te e dar-te de tudo o que tu mereces.
263

COMO É ALMEJADO UM AMOR QUE NA GUERRA TE TRAGA A PAZ

Como é almejado um amor
Que na guerra te traga a paz
Não um amor de palavras
Aquelas da boca para fora
Pois a língua insensata
É um instrumento
Que nos devora
Quando não se satisfaz
Um amor sereno
Daquele que sopra suave
Sábio e sempiterno
Humilde e sem entrave
Com luz, sem maldições
Julgamentos e condenações
Que te preguem em uma cruz
Obrigando que você a carregue
Como se fosse a do Senhor Jesus.

Erimar Lopes.

496

SÊ TU UMA BENÇÃO AO TEU PRÓXIMO

Sê mais forte que a morte
Sê tu uma benção
Sê mais forte que o ódio
Sê tu uma benção
Onde entrares
Onde permaneceres
Sê tu uma benção
Quando abrires a tua boca
Sê tu uma benção
No teu portar
No teu agir
Sê tu uma benção
No teu olhar
E em teus pensamentos
Sê tu uma benção
Em todas as formas de amar
Em paciência e gratidão
Humildade e mansidão
Sê tu uma benção ao teu próximo.
79

BARCO FURADO NO MAR DA SOLIDÃO

Não é razoável querer amar
Alguém que não se encontra
É tão difícil esperar
E da razão não mais faz conta
Se joga em aventuras
Suporta amarguras
Confia no carente coração
Anda pela contra mão de direção
É complicado explicar
A tortura do abandono
Vagando sozinho pelos cômodos
Em noites que se perde o sono
É tão difícil de remar
No mar da solidão
Sem o barco afundar
E afogar seu coração
Mas a razão é encontrar
Quem repare o casco do barco
Para junto navegar.

Erimar Lopes.

524

QUERO ME PRENDER EM TEUS BRAÇOS

Quero me prender em teus braços
Num forte e gostoso abraço
Recostado em teus seios
Com ternura
Sentir o vibrar do teu peito
Explodindo de emoção
Mantendo-a junto a mim
Num apelo de acaloradas mãos
Não quero mais sair
Quero ficar preso em você
Quero e te preciso
Somente sei te sentir
É tão bom, tão bom
E eu não sei o que faço
Esqueci dos compromissos
Por causa desse momento
Joguei tudo ao vento
Para estar em teu regaço
Porque eu só sei te amar
Não vou deixar de te amar
Mesmo se em teus braços
Eu não puder ficar
Não deixarei de te amar.

Erimar Lopes.

265

É DEMAIS VOCÊ

Você é amor que me contenta
É fogo que me esquenta
É demais você
É presença marcante
Minha parte dominante
É demais em mim
Mulher que me inspira
Minha alma que suspira
O amor sem fim
É demais você
Está transbordando em mim
Tanto amor
Por causa da doçura que é você
Da fortuna que é te ter
Por sua fofura de um bebê
É demais você
Tudo que os meus olhos
Querem ver todos os dias
A sua imagem viva e real
Que desperta em mim
Todas as alegrias.
62

Comentários (2)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
Bárbara Pinardi
Bárbara Pinardi

Olá, Erimar. Tudo bem? Gostaria de pedir autorização para usar o seu poema https://www.escritas.org/pt/n/t/119320/o-sabio-homem-e-o-grande-rio

Lagaz

Belo poema