Fábio Romeiro Gullo (1980, Santos, SP, Brasil) é escritor, tradutor, crítico literário e artista multimídia, com textos e trabalhos visuais publicados em sites, blogs e revistas eletrônicas.
todos no nascimento todos no enterro flores para todos em ambos os momentos
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confusão
e apesar da morte palavras esta urgência do vivo que é multiplicar se s que é perdurar perdurar ok mas por quê
se não se pressupõe o tempo como essência então só há o que há e tudo vale tudo ou nada apenas por si ou melhor apenas por ser por existir e fazer ou escrever seja lá o que for literaturao bituários cartas de amor vale o mesmo (tudo ou nada) apenas mais ou menos quando visto em contexto considere este texto assim perdido num blog ou num sebo há nele um sentimento ou conceito que talvez só existam em seus olhos ou em minhas lembranças ou mais provável que apenas sejam quando nossas dú vidas se con fundem num breve beijo de lingua gem
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posto
novos templos e um armazém de energia líquida ali, no posto de abastecimento do bairro novo ao abrigo de um excesso de água ofendida (deus que o Capitalismo não aplaca) à espera do transporte que me leva de urbe a outra a cidade se deixa observar, circula a energia vira palavras, transmuda
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estio
circular sanguíneo as faces passam não páram mas olhares empréstimos de luz que não se devolve revelam einstein e no estio o desejo de que os vidros se embacem outra vez e chovam sombras nas solidões
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um pombo alumínio deflete ideias transmuda em insônia por arrulhos na memória decaimento de nomes faces