Fábio Romeiro Gullo (1980, Santos, SP, Brasil) é escritor, tradutor, crítico literário e artista multimídia, com textos e trabalhos visuais publicados em sites, blogs e revistas eletrônicas.
mudo testemunho dizemos a quietude de ser na luz mais de ser ainda na sombra escrevemos viva ó viva semp terna pergunta por que é preciso sofrer para descobrir provisório por quê
versívoro ser não sendo criar salva do desespero cria(-se) em desespero cria(-se) do desespero lamenta a lentidão da luz tua mãe lacrimeja antes que tu vejas depois da morte não poderás mais criar desculpas para a culpa de ter nascido só uma vez verseja
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açougue de signos
no açougue de si gnos ou cemitérioci bern ético todos os tipos de cortes à escolha do cli ente
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narciso de areia
eco no deserto o vento na b oca de um boneco cego surdo mu(n)do sem ego e(s) coa do homem a voz que vem do ventrilouco seu g rito a primeira explosão
em cada de -ci- são de existências
escolhas de d eus ou vidas
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chuvisco
no disco ao raio da agulha condensa-se o silêncio corre o chuvisco quase-música ............................. nas alturas ao raio de Zeus cai a chuva fria úmida tédio sobre prédios
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smile
in multimidia res perpétuo porque gotas-começo e gotas-fim tornam-se um só jorro-presente quando o tempo inveja a luz aquele que prefere imagens a palavras (a[na]lógicas mesmo em prosa palavras jamais alcançam alta-definição) é o mesmo que faz (palavras) cruzadas à lápis sente emoções via emoticons e assistirá ao apocalipse catódico-cristão vestindo óculos 3D (eis a imagem: o mundo acabando num ataque epilético sob um sol estroboscópico com forma de :-)