felixa

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n. 2001 BR BR

Se ser poeta ainda tem definição, e é padrão, despenso. E enquanto não descubro, escrevo para algo ou alguém que marcou algum momento em minha vida

n. 2001-11-23

Perfil
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não senti, só vi

hoje vi flores
vi sabores
esperei por você.
hoje vi mãos dadas
abraços demorados
imaginei gente.
hoje vi mais sorrisos ao olhar as telas dos celulares
vi também mais sorrisos pessoais.
ouvi mais conversas
imaginei sua ligação
vi as pessoas mais produzidas em seu interior
o trânsito mais garrado
vi o ser humano vivendo outra vez
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Poemas

30

2017...2018...2019...

Tá difícil te esquecer
Tá difícil esquecer aquela noite
Por mim duraria uma eternidade
Lembrar do seu sorriso
Do seu olhar penetrando o meu
Você que brincava comigo de um lado pro outro
Dançava com meu chapéu favorito na cabeça
Me olhava torto
Me cheirava
Me beijava
Me deixava sem reação
Me fazia gemer sem sentir dor
Me drogava
Me viciava
Tá difícil esquecer
Cadê você? Não tem ninguém ao lado


Tá difícil esquecer
Esquecer aquela noite
Poderia durar uma eternidade
Lembrar do seu sorriso
Seu olhar penetrado ao meu
Brincara comigo
De um lado pro outro
Sucessivamente
Dançara com meu chapéu favorito
Me olhava torto
Me cheirava
Me beijava
Sem reação
Eu ficara
Gemi sem sentir dor
Me droguei
Me viciei
Naquele momento
Tá difícil esquecer
Vós? Cadê? Não há ninguém ao lado
Ando pelo mundo a procurar por você
Eu ando pelo mundo procurando você
334

Pardo

Sei que os outros compadecem de mim

Que sonha com o que não tem 
Que deseja se abrigar nos braços mais quentes 
Que deseja molhar os lábios já molhados 
Se abrigar ao lado da cama já habitado 
Usar a xícara já marcada de batom
Colocar suas roupas com cheiro de outrem 
Olhar para os olhos que refletem outro rosto 

Mitigar a dor
Romper o amor 
Não está nos meus planos.
363

com o viver

e quando a depressão bate na porta
não há quem não a deixe entrar
tranca-se o pássaro azul que há
tudo se torna mar
dias sim, dias não
principios da depressão
querer fugir mas não correr
querer lutar, mas ceder
[con]viver
343

Afim

De que adianta ter olhos e não saber ver 
ter voz e não ter o que dizer 
Digam o que disserem
Façam o que quiserem 
ninguém diz 
ninguém vê 
ninguém faz 
como você 
ninguém me canta 
ninguém me encanta 
como você
428

Escer

Espero que goste de alguém 
como eu gostei de você 
Que não passe pelo que eu passei 
e nem sofra o que sofri 
Espero que goste de alguém
que goste de você também 
Que te trate e queira bem 
Que saiba dar valor 
ao amor que um dia tanto falei
385

Último ano

estou prestes a envenenar-me, mas uma gota de vaidade ainda aquece minha alma
estou prestes a jogar-me de um penhasco, mas a ponta de um dedo ainda me toca
estou prestes a secar-me completamente, mas ainda há palavras, que surgem, inesperadas e afagam-me
estou prestes a matar-me, mas a angústia é o que trem me trazido um pouco de (mais) vida
prestes a desamarrar a corda que segura tantas mágoas, que acolhe tantas tristezas, que abraça tantos falsos abraços e sorrir tantos falsos sorrisos
ando prestes a conclusão do algoritmo que se inverte todo processo, como a replicação de um DNA
prestes a desamarrar o pássaro azul de Biscowsky e apanhar ao tempo que me matou ao ler Machado de Assis
402

Solitude


Solidão dói 
Solidão amarga
Solidão deixa sem chão 
Sem lugar, sem noção 

Solitude não
Ah! solitude reconstrói 
Ela lhe torna um super-herói! 

Estar sozinho é necessário 
E o silêncio não é seu arbitrário 
É sim, um bem necessário 

Sentir. Viver. Crer. Ler. Aprender!
 
Shhh...
O silêncio sufoca
Mas não mata 
368

Isolamento emocional

O mundo parou.  

- Uma pausa! Para dizer que, a primeira frase já me lembrou o grande poeta brasileiro, que por muita gratidão é de minha cidade: Carlos Drummond de Andrade 

O mundo parou.
A solidão entrou
Estou com família
A solidão permanece
Estou com o companheiro 
O medo padece
Estou sozinho 
A ansiedade entristece 

As ruas pararam
Os ventos sopraram 
Tá ouvindo esse silêncio? 
Não tem automóveis 
Não tem buzinação 
Não tem violência em meio a multidão

Não tem pra onde correr 
Quase não se tem o que fazer 
Toca, canta, chora, grita
A solidão continua sendo sua amiga

Dorme, acorda, levanta
Olha o Sol, olha as estrelas 
Olha o dia, que falta de alegria! 

Olho pro outro 
Que estresse! 

A boca saliva
As mãos soam
Os pés batem ao chão constantemente 

Mais um dia, ainda desacredita 
Na espreita das notícias 
Na reza
Na malícia 
Na crença
Na desilusão 

A mãe natureza tem agradecido 
O planeta tem sorrido
Estamos apavorados 

Assim como as guerras que já aprendemos nos livros de História, mudaram a nação 
Estamos quase prontos para uma nova lição
417

Outra vez, Maria

Ai está você mais uma vez, Maria 
O mundo passando 
E você, sonhando com irrealidades 
Como é bom!
Como é bom...
385

Mau

Não me falta parede
Não me falta sofá
Só falta você sentada na sala
Só falta você estar
426

Comentários (3)

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Thaís Fontenele

Estou aqui hahaha, Observações no poema, não senti, só vi; pois estou numa situação parecida, observando uma vida de longe, que tanto senti e ainda sinto, me encontrei neste poema, nesse momento! Parabéns, por esse e pelos outros, bons poemas! Beijooooo!

felixa

thaisftnl, fiquei muito feliz de receber seu comentário. Acompanho também seus poemas. Me senti aquecida, grande abraço!

Thaís Fontenele

Sigo lendo suas poesias! Adorei, são poemas lindos! Estou encantada, pois retratam seu cotidiano de uma forma que me parece extremamente real!!