Lista de Poemas
Escer
Espero que goste de alguém
como eu gostei de você
Que não passe pelo que eu passei
e nem sofra o que sofri
Espero que goste de alguém
que goste de você também
Que te trate e queira bem
Que saiba dar valor
ao amor que um dia tanto falei
371
Isolamento emocional
O mundo parou.
- Uma pausa! Para dizer que, a primeira frase já me lembrou o grande poeta brasileiro, que por muita gratidão é de minha cidade: Carlos Drummond de Andrade
O mundo parou.
A solidão entrou
Estou com família
A solidão permanece
Estou com o companheiro
O medo padece
Estou sozinho
A ansiedade entristece
As ruas pararam
Os ventos sopraram
Tá ouvindo esse silêncio?
Não tem automóveis
Não tem buzinação
Não tem violência em meio a multidão
Não tem pra onde correr
Quase não se tem o que fazer
Toca, canta, chora, grita
A solidão continua sendo sua amiga
Dorme, acorda, levanta
Olha o Sol, olha as estrelas
Olha o dia, que falta de alegria!
Olho pro outro
Que estresse!
A boca saliva
As mãos soam
Os pés batem ao chão constantemente
Mais um dia, ainda desacredita
Na espreita das notícias
Na reza
Na malícia
Na crença
Na desilusão
A mãe natureza tem agradecido
O planeta tem sorrido
Estamos apavorados
Assim como as guerras que já aprendemos nos livros de História, mudaram a nação
Estamos quase prontos para uma nova lição
- Uma pausa! Para dizer que, a primeira frase já me lembrou o grande poeta brasileiro, que por muita gratidão é de minha cidade: Carlos Drummond de Andrade
O mundo parou.
A solidão entrou
Estou com família
A solidão permanece
Estou com o companheiro
O medo padece
Estou sozinho
A ansiedade entristece
As ruas pararam
Os ventos sopraram
Tá ouvindo esse silêncio?
Não tem automóveis
Não tem buzinação
Não tem violência em meio a multidão
Não tem pra onde correr
Quase não se tem o que fazer
Toca, canta, chora, grita
A solidão continua sendo sua amiga
Dorme, acorda, levanta
Olha o Sol, olha as estrelas
Olha o dia, que falta de alegria!
Olho pro outro
Que estresse!
A boca saliva
As mãos soam
Os pés batem ao chão constantemente
Mais um dia, ainda desacredita
Na espreita das notícias
Na reza
Na malícia
Na crença
Na desilusão
A mãe natureza tem agradecido
O planeta tem sorrido
Estamos apavorados
Assim como as guerras que já aprendemos nos livros de História, mudaram a nação
Estamos quase prontos para uma nova lição
406
Sobre nós
Sobre você:
Já perdi o interesse
Já não quero mais
Acabaram-se as borboletas
Ficou pra trás.
Sobre você:
Ficou normal
Tanto faz
E não sei olhar pra trás
Guardei seu endereço
Esvaziei o copo
Agora vivo das lembranças
E encontros pelos cantos
Já perdi o interesse
Já não quero mais
Acabaram-se as borboletas
Ficou pra trás.
Sobre você:
Ficou normal
Tanto faz
E não sei olhar pra trás
Guardei seu endereço
Esvaziei o copo
Agora vivo das lembranças
E encontros pelos cantos
321
Pardo
Sei que os outros compadecem de mim
Que sonha com o que não tem
Que deseja se abrigar nos braços mais quentes
Que deseja molhar os lábios já molhados
Se abrigar ao lado da cama já habitado
Usar a xícara já marcada de batom
Colocar suas roupas com cheiro de outrem
Olhar para os olhos que refletem outro rosto
Mitigar a dor
Romper o amor
Não está nos meus planos.
349
Afim
De que adianta ter olhos e não saber ver
ter voz e não ter o que dizer
Digam o que disserem
Façam o que quiserem
ninguém diz
ninguém vê
ninguém faz
como você
ninguém me canta
ninguém me encanta
como você
ter voz e não ter o que dizer
Digam o que disserem
Façam o que quiserem
ninguém diz
ninguém vê
ninguém faz
como você
ninguém me canta
ninguém me encanta
como você
415
Último ano
estou prestes a envenenar-me, mas uma gota de vaidade ainda aquece minha alma
estou prestes a jogar-me de um penhasco, mas a ponta de um dedo ainda me toca
estou prestes a secar-me completamente, mas ainda há palavras, que surgem, inesperadas e afagam-me
estou prestes a matar-me, mas a angústia é o que trem me trazido um pouco de (mais) vida
prestes a desamarrar a corda que segura tantas mágoas, que acolhe tantas tristezas, que abraça tantos falsos abraços e sorrir tantos falsos sorrisos
ando prestes a conclusão do algoritmo que se inverte todo processo, como a replicação de um DNA
prestes a desamarrar o pássaro azul de Biscowsky e apanhar ao tempo que me matou ao ler Machado de Assis
estou prestes a jogar-me de um penhasco, mas a ponta de um dedo ainda me toca
estou prestes a secar-me completamente, mas ainda há palavras, que surgem, inesperadas e afagam-me
estou prestes a matar-me, mas a angústia é o que trem me trazido um pouco de (mais) vida
prestes a desamarrar a corda que segura tantas mágoas, que acolhe tantas tristezas, que abraça tantos falsos abraços e sorrir tantos falsos sorrisos
ando prestes a conclusão do algoritmo que se inverte todo processo, como a replicação de um DNA
prestes a desamarrar o pássaro azul de Biscowsky e apanhar ao tempo que me matou ao ler Machado de Assis
388
Molhares
Uma pessoa que via um futuro grandioso para cada homem que a tocava
Um dia, ela se tocou
Um dia, ela se tocou
365
Tempo
as memórias que entram sem bater na porta
e nos deixa a pensar
(por hora e horas)
são as que mais doem
e nos deixa a pensar
(por hora e horas)
são as que mais doem
425
Sociedade
Das 4h as 5h da manhã os indignos se deitam e outros se levantam, sem tempo para tomar café, são os verdadeiros sóis dos demais
Das 06 às 07h da manhã acordam àqueles enobrecidos do café da manhã, alguns de caminhada, outros do jornal, se não, até mesmo de um banho morno-frio e se mostram felizes
No decorrer da manhã tudo se faz satisfeito, irritante pelo pé esquerdo da cama ou ainda resignado
Ao meio dia todos comem, se empaturram, se tornam os mais covardes e truculentes possível
Das 13h às 15h todos se fazem mortos, desejam subtamente abandonar tudo pelo digno descanso que qualquer homem diz-se merecer e nesse mesmo horário as crianças se fazem insuportavelmente raivosas
A partir das 15h até às 18h as personas aplumam-se novamente, focam, finalizam a casa, os documentos, os automóveis e preparam a janta
Por volta das 17h quando o sol começa a se pôr é a hora que a cidade para. É a hora da saudade. E então bate a melancolia sob todos os olhares, e nenhum ofício é capaz de redirecionar a mente
Às 19h clamamos e fingimos acreditar em algo para que sejamos capaz de adiar mais um dia aquela ponte e então chegar em casa
Das 20h em anterior já estariam dormindo, mas atualmente este momento corresponde a recarga da bateria e prazer a dopamina, consequentemente desativamos o córtex
As outras opções tem-se àqueles que então iniciam seu dia, ou após uma pequena pausa, como uma fusa de uma nota musical, voltam-se agora a outra atividade
Dai em diante tem-se a mimese do cenário com a alteração para uma Lua
até enfim adormecem, enfim pois não há hora, não há autoridade ao sono, a saúde. Há somente a hora de acordar e repetir o mesmo papel até que algum caminho de ida, volta ou de ficar em casa seja deteriorado
416
Sol das 09:30
cada dia menos um amigo
cada dia menos sorrisos
na volta pra casa menos assuntos
menos olhares.
menor tem sido nossa roda de amigos
a única verdade que sabemos é que mentimos
nenhuma novidade
o silêncio já faz parte
sabemos tudo de conteúdos
fazemos tudo de resolução
e pra dentro de cada um já tem a construção do caixão.
sinto falta de ser feliz.
cada dia menos sorrisos
na volta pra casa menos assuntos
menos olhares.
menor tem sido nossa roda de amigos
a única verdade que sabemos é que mentimos
nenhuma novidade
o silêncio já faz parte
sabemos tudo de conteúdos
fazemos tudo de resolução
e pra dentro de cada um já tem a construção do caixão.
sinto falta de ser feliz.
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Comentários (3)
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Estou aqui hahaha, Observações no poema, não senti, só vi; pois estou numa situação parecida, observando uma vida de longe, que tanto senti e ainda sinto, me encontrei neste poema, nesse momento! Parabéns, por esse e pelos outros, bons poemas! Beijooooo!
thaisftnl, fiquei muito feliz de receber seu comentário. Acompanho também seus poemas. Me senti aquecida, grande abraço!
Sigo lendo suas poesias! Adorei, são poemas lindos! Estou encantada, pois retratam seu cotidiano de uma forma que me parece extremamente real!!