felixa

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n. 2001 BR BR

Se ser poeta ainda tem definição, e é padrão, despenso. E enquanto não descubro, escrevo para algo ou alguém que marcou algum momento em minha vida

n. 2001-11-23

Perfil
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não senti, só vi

hoje vi flores
vi sabores
esperei por você.
hoje vi mãos dadas
abraços demorados
imaginei gente.
hoje vi mais sorrisos ao olhar as telas dos celulares
vi também mais sorrisos pessoais.
ouvi mais conversas
imaginei sua ligação
vi as pessoas mais produzidas em seu interior
o trânsito mais garrado
vi o ser humano vivendo outra vez
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Poemas

30

Escer

Espero que goste de alguém 
como eu gostei de você 
Que não passe pelo que eu passei 
e nem sofra o que sofri 
Espero que goste de alguém
que goste de você também 
Que te trate e queira bem 
Que saiba dar valor 
ao amor que um dia tanto falei
382

Pardo

Sei que os outros compadecem de mim

Que sonha com o que não tem 
Que deseja se abrigar nos braços mais quentes 
Que deseja molhar os lábios já molhados 
Se abrigar ao lado da cama já habitado 
Usar a xícara já marcada de batom
Colocar suas roupas com cheiro de outrem 
Olhar para os olhos que refletem outro rosto 

Mitigar a dor
Romper o amor 
Não está nos meus planos.
361

Molhares

Uma pessoa que via um futuro grandioso para cada homem que a tocava
Um dia, ela se tocou 
376

Maria

Nem eu mesmo sou capaz de optar por meus pensamentos
quem dirá aquele indivíduo que há de escutar um dia
Chamaria-me de fraca
Chamaria-me de louca
Mandaria-me lavar uma louça
E seja verdade
Muitas vezes desejo ser fraca
Desejo ser Magdá
Desejo ser criptografada
E desejo sempre descordar de mim mais uma vez
E que seja mentira
Que eu seja Maria
Que eu seja forte mais um dia
Que eu seja mais uma vez
Renovação
442

Teté

Ombros nus... 
Vestida com um cordão
É uma boca que devora sem mastigar
Que devora à distância
Sem ter que tocar
Que atrai os olhos
E desperta os sentidos
425

Dos favoritos

" (...)
Toma um fosfóro, acende teu cigarro 
O beijo, amigo, é a véspera do escarro
A mão que te afaga
É a mesma que te apedreja "


- Augusto dos Anjos
391

Mudar

Saquei meu último cigarro
Me desfiz em grandes pedaços 
Ainda não digeria bem 
Não acreditava naquele zen 
As amarras se rompiam
Tudo enfim se fazia 
Não durou muito 
Mas foi o suficiente para nunca mais retomar aquele andar
415

Outra vez, Maria

Ai está você mais uma vez, Maria 
O mundo passando 
E você, sonhando com irrealidades 
Como é bom!
Como é bom...
385

ei

Quantas risadas dei 
Várias vezes te encantei 
Tantas vezes lhe amei 
E tanto me doei 
E você, o que "feiz"?
420

Sobre nós

Sobre você:
Já perdi o interesse 
Já não quero mais 
Acabaram-se as borboletas 

Ficou pra trás.  

Sobre você:
Ficou normal
Tanto faz
E não sei olhar pra trás

Guardei seu endereço
Esvaziei o copo 
Agora vivo das lembranças 
E encontros pelos cantos 
343

Comentários (3)

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Thaís Fontenele

Estou aqui hahaha, Observações no poema, não senti, só vi; pois estou numa situação parecida, observando uma vida de longe, que tanto senti e ainda sinto, me encontrei neste poema, nesse momento! Parabéns, por esse e pelos outros, bons poemas! Beijooooo!

felixa

thaisftnl, fiquei muito feliz de receber seu comentário. Acompanho também seus poemas. Me senti aquecida, grande abraço!

Thaís Fontenele

Sigo lendo suas poesias! Adorei, são poemas lindos! Estou encantada, pois retratam seu cotidiano de uma forma que me parece extremamente real!!