Fernando Oliveira Granja

Fernando Oliveira Granja

n. 1953 PT PT

n. 1953-12-12, Matosinhos

Perfil
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A música do amor

A música do amor
São os gemidos meus e teus sem dor
É o correr do rio no seu fervor
No esplendor da chama do amor

F. Granja
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Poemas

9

Há... O ladrar dos Cães?!

Há... O ladrar dos Cães?!
Pela manha, o cão nosso vizinho, ladrou.
Ladrou... Au.. Auau. Au. Auauau. Au. Auau. Au. Auauauau. Au. Au. Aauau
Surgiu, o ladrar de outro cão.
AUUUUUUUUOOO.
No meio do resmungo
O cão nosso vizinho, silênciaaauuuuuuo!


F. Granja

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1 043

Pensa-se a duplicar

Ao pensar,

Pensa-se a duplicar

A corrigir o andar

Da palavra a adicionar.


F. Granja

965

A quimica

Como eu, tu e outros buscam, 
Neste mundo, uma aliança humana.
Mas é a quimica que define, 
Com quém nós, melhor nos entendemos.

F. Granja
559

Mundo desconhecido

No espaço entre palavras,
Ha um mundo desconhecido...?
No espaço entre palavras.

F. Granja
313

O homem que me olha

O homem que me olha. 
Contente, ao conversar comigo.
Este olhar tao interior,
Faz-me devolver-lhe o que sinto.
Quando o olho, olho-o da mesma maneira que sinto.
- ?... Sintonia...!
-O olhar... Esse olhar, estende-se
Pelo interior daquilo que somos.

F. Granja
426

Arre!

Arre!
Por vezes, nao me contento, por nao estar contente.
Pois... como hei-de o estar,
Se nada fiz para me contentar.
Mas também nao sei, 
Porque contente, quero estar.
Saí! Fui ao azar,
Procurando a quem eu me quero dar...
Voltei, Cabeça estonteada com a tal pontada...
E nao saber, a quem eu engraçar.

F. Granja

371

A caminho de Portugal

A caminho de Portugal
E desejoso de ver o mar,
Là vou eu a voar,
Entre tecto cintilante
E algodao a almofadar,
A minha espera estao meus sonhos,
A quem eu me vou dar

F. Granja
356

A Morte subjacente

Deste gesto obrigatório à sobrevivênçia,
Se levassem-me a percorrer o andar por aí,
E pousassem-me no descanso do fundo do vale do Rio Douro
Lavado, do resto ademais
De forma a sobrevoar os mais ricos perfumes ais
Aí sim, sentir-me-ia rico, nao demais
Esvoaçado da pelicula que nao mais se multiplica
Envolvido na nuvem, de forma que implica
Os meus restos mortais.
Fernando Granja
434

A Gaiola dos Sons


Do meu quarto, tenho por diante de meus olhos cerrados, abandonados,

Imagens, dos sons da via publica:

O Kru, Kru das Pombas...

O ladrar dos Caes...

Motorizados deslocando-se em todas as Direçoes...

O apitar do carro em cada Cruzamento...

O som de abrir e fechar de Portas...

O som dos Passos...

O correr da Agua...

O som do aviao, deslizando, deslocando o AR...

O som do meu Respirar...

Tudo isto, faz lembrar-me o lado de Fora...A Gaiola dos Sons!

Gostei!

Até ouvir o meu pesado respirar Barulhento.

Abri os Olhos...


F. Granja

965

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