Fernando Oliveira Granja

Fernando Oliveira Granja

n. 1953 PT PT

n. 1953-12-12, Matosinhos

Perfil
9 375 Visualizações

A música do amor

A música do amor
São os gemidos meus e teus sem dor
É o correr do rio no seu fervor
No esplendor da chama do amor

F. Granja
Ler poema completo

Poemas

82

O flagelo

As tuas jogadas, o caminho k te levou a ires matar o vicio ao Motel conheces de olhos fechados, de cor e salteado ...pagar com a carta bancária é coisa para pessoas que são libres ... A tua conversa anda à volta de, eu amo te, dis que me amas, (sobretudo as palavras, diz que me amas... precisaste de um leque de sons da palavra "amo-te" para poderes introduzir o teu Às de espadas) palavras repetidas sem fim, jogo de palavras a achacar!!! É isto do k me falavas das mulheres portuguesas, k andam todas por aí ...( atacar, cheias de tédio a achacar?) Pobre criaturas e coitado dos corações k são frequentados por elas. Como pode teu coração amar se tanto o desprezas, o flagelas com o iceberg do teu olhar...! Gostas que te chamem ladra, minha desgraçada...! O que k sentes quando defronte estás com a tua filha ainda menina...? E de qual gaveta sairá a tua nova aventura? Dizias k estavas louca por mim...? Louca és de certeza e não sabes porquê...Prematuramente vives na abóboda escura, cadáver adiado!
F. Granja
766

Para fora da abóboda celeste

Por vezes faz-me falta ir para qualquer lado descansar, lugar esse onde a existência é nula e nada se procura.
682

Tantos k sou

Quando com uma certa distância para mim olho, vejo-me no vértice de qualquer um dos que sou e por vezes tenho medo de um dos que sou e nunca sei ao certo qual deles vai primar
620

Gata

Gata,
estás belissíma
com essa cor roxa que te reveste
com essa linha curva que tanto me apetece.

Apatece-me sonhar vendo-te caminhar
ver esse corpo moldar
ao desenrolar esse leve andar.

Apetece-me luminar o lugar
vindo tu para mim como um astro
cheirando meu rastro,
teu apetecer é apalpar
o que de mim roga,
a descarga eléctrica, o lugar

Fernando Granja


866

Luz e Sombra

Um dia destes ao sair de casa, senti nos olhos a luz e achei-me estranho estar dentro... Havia rua, casas, céu, coisas e coisas e tantas coisas....Observei, pensei e perguntei-me; sou eu que sinto esta luz contudo o que nela contém? -A bicicleta rolou a luz me acompanhou, a paisagem modificou. -Ia eu dentro da paisagem,... pedalando, o ar arrumava-se à minha passagem. Objectos presentreavam-se como uma maquina de filmar ao desenrolar o que visto tinha para mais tarde recordar.- Sentimento sem sentido, sentido sem sentimento, a luz do dia, nao sou eu, sou so sensivelmente o lugar onde sinto e penso.

Fernando Granja
998

O amor é uma pedra

O amor é uma pedra que cai do céu e nos bate na cabeça.
É uma brasa que nos incêndeia o comando e ganha-nos o gemer.
O amor é uma pedra que cai do céu e nos bate no coração,
É o correr do nosso sangue em alta definição
Que quando me apalpas as veias
Sentes latejar o teu coração

Fernando Granja
771

Ide passear as almas

Ide passear as almas de mãos entrelaçadas...
Desentralaçem-nas, passem-nas suavemente pela vossa imaginação...
Ide ao encontro do que mais profundo vos dá a vida

Fernando Granja
910

O triângulo

Esta manhã ao acordar,
minhas mãos a apalpar
bolas de sebo para amar,
Estremeci ao saborear.

Gradualmente deslizei
ao encontro e penteei
as folhas e desvendei
o triangulo e penetrei.

Todo eu a iluminei,
ondulava, que nem eu sei
como guia-la-ei
neste maremoto... e me fiquei...

F. Granja



941

Da Flor que éramos, da Flor que advimos...

Pois é João Lourival, na altura caminhavas para o planalto, e havia pernas, agora, também as há para as descidas. O que é bom fazer é a tal paragem, ver como nunca tinhamos visto as cores das estações. Pois por elas me comparo nas minhas emoções.

F. Granja

848

Candy

Estás belíssima

com essa cor Roxa

que te reveste e

com essa linha curva

que tanto me apetece.

Apetece-me sonhar-te

e ver-te caminhar,

ver esse corpo moldar

ao desenrolar-se

teu leve andar

e meus olhos a mirar-te.

Miragem?

Talvez...Sejas no sonho

que sonho,

no sonho em que

tão desejoso do teu vale

entrei-te pela porta principal.


F. Granja

980

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.