Quando com uma certa distância para mim olho, vejo-me no vértice de qualquer um dos que sou e por vezes tenho medo de um dos que sou e nunca sei ao certo qual deles vai primar
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Para fora da abóboda celeste
Por vezes faz-me falta ir para qualquer lado descansar, lugar esse onde a existência é nula e nada se procura.
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O flagelo
As tuas jogadas, o caminho k te levou a ires matar o vicio ao Motel conheces de olhos fechados, de cor e salteado ...pagar com a carta bancária é coisa para pessoas que são libres ... A tua conversa anda à volta de, eu amo te, dis que me amas, (sobretudo as palavras, diz que me amas... precisaste de um leque de sons da palavra "amo-te" para poderes introduzir o teu Às de espadas) palavras repetidas sem fim, jogo de palavras a achacar!!! É isto do k me falavas das mulheres portuguesas, k andam todas por aí ...( atacar, cheias de tédio a achacar?) Pobre criaturas e coitado dos corações k são frequentados por elas. Como pode teu coração amar se tanto o desprezas, o flagelas com o iceberg do teu olhar...! Gostas que te chamem ladra, minha desgraçada...! O que k sentes quando defronte estás com a tua filha ainda menina...? E de qual gaveta sairá a tua nova aventura? Dizias k estavas louca por mim...? Louca és de certeza e não sabes porquê...Prematuramente vives na abóboda escura, cadáver adiado! F. Granja
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Gata
Gata, estás belissíma com essa cor roxa que te reveste com essa linha curva que tanto me apetece.
Apatece-me sonhar vendo-te caminhar ver esse corpo moldar ao desenrolar esse leve andar.
Apetece-me luminar o lugar vindo tu para mim como um astro cheirando meu rastro, teu apetecer é apalpar o que de mim roga, a descarga eléctrica, o lugar
Fernando Granja
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O amor é uma pedra
O amor é uma pedra que cai do céu e nos bate na cabeça. É uma brasa que nos incêndeia o comando e ganha-nos o gemer. O amor é uma pedra que cai do céu e nos bate no coração, É o correr do nosso sangue em alta definição Que quando me apalpas as veias Sentes latejar o teu coração
Fernando Granja
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Luz e Sombra
Um dia destes ao sair de casa, senti nos olhos a luz e achei-me estranho estar dentro... Havia rua, casas, céu, coisas e coisas e tantas coisas....Observei, pensei e perguntei-me; sou eu que sinto esta luz contudo o que nela contém? -A bicicleta rolou a luz me acompanhou, a paisagem modificou. -Ia eu dentro da paisagem,... pedalando, o ar arrumava-se à minha passagem. Objectos presentreavam-se como uma maquina de filmar ao desenrolar o que visto tinha para mais tarde recordar.- Sentimento sem sentido, sentido sem sentimento, a luz do dia, nao sou eu, sou so sensivelmente o lugar onde sinto e penso.
Fernando Granja
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Ide passear as almas
Ide passear as almas de mãos entrelaçadas... Desentralaçem-nas, passem-nas suavemente pela vossa imaginação... Ide ao encontro do que mais profundo vos dá a vida
Fernando Granja
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O triângulo
Esta manhã ao acordar, minhas mãos a apalpar bolas de sebo para amar, Estremeci ao saborear.
Gradualmente deslizei ao encontro e penteei as folhas e desvendei o triangulo e penetrei.
Todo eu a iluminei, ondulava, que nem eu sei como guia-la-ei neste maremoto... e me fiquei...
F. Granja
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Da Flor que éramos, da Flor que advimos...
Pois é João Lourival, na altura caminhavas para o planalto, e havia pernas, agora, também as há para as descidas. O que é bom fazer é a tal paragem, ver como nunca tinhamos visto as cores das estações. Pois por elas me comparo nas minhas emoções.