fertalli

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ooi

n. , brasil

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seria voce ignorante?

debaixo do teu manto preto,
se esconde um buque de rosas,
uma caneta e um papel.
o papel esta amassado, rasgado, parece até
uma definição da sua vida.
mesmo assim, voce o carrega consigo.
o peso da caneta no teu bolso, balançando,
arriscando cair, bem que me lembra suas responsabilidades,
sempre subestimadas, esquecidas.
o buquê de rosas, você leva escondido na longa capa,
resistente como sua ignorância, sua falta de saber.
pobre pessoa, sentindo-se satisfeita com tão pouco
tão pouco você decorou de pensamentos alheios!
o que nós pensamos? nada!
tudo que somos, é fruto de um outro alguém
nada é próprio, original.
"você" ja existiu há muito tempo, centenas de vezes
e ainda sim é ignorante a ponto de
proclamar-se unico.
mas isso é bom, quando você não questiona algo,
você estaciona seu raciocínio num ponto de vista confortável
e apenas esquece ele lá, você é feliz, não?
mais do que eu, imagino.
me pergunto se isso é ignorância ou sabedoria.
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Biografia
sou uma pessoa tranquila, distraída e vivida.
gosto de conversar, escrever, desenhar e principalmente ler.
assistir vídeos. estudar.
faço das coisas pequenas grandes dramas; não seria essa a graça da vida?
levar todo mínimo detalhe como algo importante?
temos que viver cada segundo intensamente.

Poemas

6

não deixe-a conversando sozinha

te chamo alto, você finge não ouvir
então te chamo baixo, e você responde, receosa.
conversamos. preciso me esforçar para que dure.
você é sempre tão tediosamente divertida.
eu queria te abraçar sempre,
mas você só quer me abraçar às vezes.
sua máscara esconde um rosto tímido.
sua máscara da indiferença.
teu esforço para me soar enfadada
é meu estimulante mental.
você sente que eu estou te aborrecendo,
mas no fundo sabemos
que é bom entender que não vou te abandonar
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na prática

eu precisei chorar,
para aprender a secar minhas lágrimas.
eu precisei passar um tempo sozinha,
para aprender a me cuidar.
eu precisei me decepcionar com alguém,
para aprender a me amar.
eu precisei lidar com tudo isso ao mesmo tempo,
assim que você me deixou.
quando dizem que bebidas são amargas,
é porque nunca provaram uma dose de você.
e mesmo assim, eu agradeço.
agora, eu percebo que antes de amar alguém
preciso amar a mim mesma.
só fui fraca demais para perceber isso
precisando de um exemplo.
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musa

algum tempo atrás, uma garota sorridente
caminhava ao lado de sua amiga
essa amiga fazia ela feliz
a garota sorridente, mesmo sem perceber,
não fez outros amigos.
a única que lhe importava era ela
mas toda amiga tem amigos,
mesmo que ainda desconhecidos.
mesmo que velhos e esquecidos,
ela os tem.
e quando ela se afastou, a garota sorridente
sofrendo impotente, sentou-se na sua frente.
perguntou o motivo, e pela resposta ficou descrente.
que decepção.
ela não havia sequer percebido que se afastou
ela riu, gargalhou, mas por dentro amaldiçoou
a garota tão simpática que a recebeu.
e observando o sol poente, um poema escreveu
embalada em emoções, a cada letra se comoveu
hoje em dia, quando a garota se aproxima
com um sorriso, a poeta se prepara.
lá se vinha sua triste inspiração.
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cidade de nós

nossa amizade é incontrolavel, imbativel
não existem barreiras para algo tao divino quanto
nossa relaçao. nao existem limites, o céu é o ponto de partida,
o universo é só uma parada para que a gente troque idéias,
escreva histórias, rabisque desenhos e sinta poemas.
seguimos em frente, atravessando o plano material,
e nos encontramos em um local turbulento, e ao mesmo
tempo tão calmo. é como se uma luz fosse apagada e acesa
a cada momento. essa é nossa relação, isso é nossa dimensão.
a extensão do nosso amor segue por um caminho sem fim,
e enquanto passamos por ele avistamos pássaros, lagos,
prédios quebrados, casas sendo construídas.
caos, paz. tristeza, felicidade.
desorganizadamente perfeito, esse vínculo se mantém.
pontes desgastadas logo serão substituídas,
porque jamais ficaremos sem vias que nos liguem.
nossa amizade é incontrolável, imbatível.
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espero que arrogancia mate.

um poema surrado, escrito com arrogancia,
porém com sinceridade, dita suas fases.
você é um ser lindo, suas asas brilham e o sol reflete sua pureza
entretanto, voce de tempo em tempo mergulha na escuridao,
e esticando o braço o quanto posso, sinto uma muralha
que esconde tua beleza, e você se torna intocável novamente.
gosto de amanhecer preguiçosa, sentar-me no jardim e observar
teu comportamento. não se assuste, eu só acho um desperdício
espetáculos sem platéia.
quando você sente que está afim, se aproxima na surdina,
toca meu coraçao e a ferida logo se abre, torno-me vulnerável,
fico com alergia à distancia de você.
mas tão rapido quanto veio, se vai, tua sombra condensa no horizonte,
eu fecho os olhos e sorrio.
eu realmente te amo, nao é?
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seria voce ignorante?

debaixo do teu manto preto,
se esconde um buque de rosas,
uma caneta e um papel.
o papel esta amassado, rasgado, parece até
uma definição da sua vida.
mesmo assim, voce o carrega consigo.
o peso da caneta no teu bolso, balançando,
arriscando cair, bem que me lembra suas responsabilidades,
sempre subestimadas, esquecidas.
o buquê de rosas, você leva escondido na longa capa,
resistente como sua ignorância, sua falta de saber.
pobre pessoa, sentindo-se satisfeita com tão pouco
tão pouco você decorou de pensamentos alheios!
o que nós pensamos? nada!
tudo que somos, é fruto de um outro alguém
nada é próprio, original.
"você" ja existiu há muito tempo, centenas de vezes
e ainda sim é ignorante a ponto de
proclamar-se unico.
mas isso é bom, quando você não questiona algo,
você estaciona seu raciocínio num ponto de vista confortável
e apenas esquece ele lá, você é feliz, não?
mais do que eu, imagino.
me pergunto se isso é ignorância ou sabedoria.
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