Frederico Fernandes

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Conceitualmente


Na minha imaginação deambula o dia serpenteante e felino
É como um monstro colosso e malvado que se esgueira pelas
Latitudes idiossincráticas desta solidão delirante e bamboleante

Conceitualmente se concebe este silêncio caramelizado num beijo atordoante
Apazigua o tempo que se desfragmenta num atrevido e afoito murmúrio estonteante
Deixa que dois beijos cavalguem o palato embebedado das palavras apaixonadas e elegantes

Frederico de Castro
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Poemas

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Conceitualmente


Na minha imaginação deambula o dia serpenteante e felino
É como um monstro colosso e malvado que se esgueira pelas
Latitudes idiossincráticas desta solidão delirante e bamboleante

Conceitualmente se concebe este silêncio caramelizado num beijo atordoante
Apazigua o tempo que se desfragmenta num atrevido e afoito murmúrio estonteante
Deixa que dois beijos cavalguem o palato embebedado das palavras apaixonadas e elegantes

Frederico de Castro
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Fabricando uma lágrima


Fabriquei uma lágrima com réstias de um aguaceiro
Quase majestoso, temperamental e tão sumptuoso
Fez-se escravo do tempo que além fenece mui faustoso

Fabriquei das lágrimas o lagar das preces mais declamatórias
Flertei cada rima algemada às minhas solidões tão probatórias
Desenhei e colori todas as matizes de uma ilusão mágica e propiciatória

Nos céus vejam como galopa a manhã debruada de azuis tão conciliatórios
Vejam e ouçam o bailado felino da vida sulcar a face de uma lágrima rogatória
Sintam como cada neurónio se conecta e mimetiza tantos cruciais ecos atónitos

Frederico de Castro

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