Gabriel Andrade

Gabriel Andrade

n. 1999 BR BR

a poesia morreu, espero que entenda

n. 1999-04-21, Irati,PR

Perfil
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Poema Perfeito

Liricamente impecável 
                      Incrivelmente burro
Estudei todas as formas de fazer poesia
                               Escrevi o poema perfeito:
                                                                     O nada
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Poemas

3

nunca mais

e nunca mais escreveu
pois toda palavra 
já foi usada

e nunca mais amou
pois todo boca 
ja foi beijada

e nunca mais chorou
pois toda tristeza
evaporou

e nunca mais sonhou 
pois a janela-onírica
emperrou

e nunca mais dançou 
pois os sapatos 
desgastaram

e nunca mais cantou
pois a traqueia 
arrebentou 

e nunca mais 
e nunca mais 
e nunca mais 
e nunca mais 
e nunca mais 

somos maiores que tudo isso
225

quando você chegou

quando você chegou 
entrelaçou em um figado-podre
um ramo de azaleia 

quando você chegou 
esfarelou pedacinhos de estrelas 
em cima do meu lábio

quando você chegou
fez morada em meu peito
e sem pressa
pôs-se a descansar.
215

e nada restou

só a ideia existe 
e nada mais
só a tormenta existe
e nada mais
só a palavra existe
e nada mais
só o déspota gorverna
e nada mais
só o ódio compele
e nada mais 
só a moldura existe 
e nada mais
só o pensamento governa 
e nada mais
nada existe:
herdeiro/prisioneiro de uma contradição ignóbil
209

Comentários (3)

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Bons poemas, poeta. Já estive em Irati e faremos um congresso literário aí em novembro

paola_

te seguindo no instagram =)

paola_

bacana que já tens livro publicado!