Gabriel Andrade

Gabriel Andrade

n. 1999 BR BR

a poesia morreu, espero que entenda

n. 1999-04-21, Irati,PR

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Poema Perfeito

Liricamente impecável 
                      Incrivelmente burro
Estudei todas as formas de fazer poesia
                               Escrevi o poema perfeito:
                                                                     O nada
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Poemas

19

Do Leminskaralho

Paulo fazia poesia
Fazia poemas e folia
Fazia poesia 
Fazia poemas que inspiraria 
Pequeno Paulo fazia poesia
Fez tanta poesia
 Que um dia jazia 
 De tanta poesia 
 Faltava papel
Fazia tanta poesia
que um dia
escreveu no céu
501

Papel

Minha mão
Já não
Tem controle 
Se não tem papel
Subo nas nuvens 
Escrevo no céu 
311

cada passo um poema

Esta linha vem sem medo

Vencem logo cedo

Cantam em seu pranto

Ponha-se a rodar

Proponha-se a dançar

Pobres linhas que agonizam, cada passo um poema.
328

Atemporal

das vezes que ficamos deitados na cama

                 esperando o sol entrar na janela

dia de domingo preguiçoso

                 ignorando que daqui a pouco você já vai

arrumando qualquer desculpa
 
               para ficar mais um pouco

das coisas que ficam subentendidas

              atemporal, estou escrevendo mais uma

você mal partiu e já estou com saudades
519

Haiku

Tenha a vida
 
Que cabe em haikai

Amar, sonhar e chorar
526

Eu, lírico.

Meu eu lírico
            está apaixonado
Sou apenas
            o intermediário

                                                 (não sou eu, eu juro)
370

4. APAIXONADO

Eu tenho esse lado
Que permaneceu
Adormecido

Confesso

Não havia
Percebido
326

Poema Perfeito

Liricamente impecável 
                      Incrivelmente burro
Estudei todas as formas de fazer poesia
                               Escrevi o poema perfeito:
                                                                     O nada
561

Não intitulado o poema desesperado

Sem pé nem cabeça
Sem pena o poema
De pernas pequenas
Do corpo ao porto

Sou t
              o
n
       t
o

e
 
to
        r 
                   to

Curva-se ao meu tronco
De pernas pequenas
Sem pena o poema
Sem pé nem cabeça
381

Comentários (3)

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Bons poemas, poeta. Já estive em Irati e faremos um congresso literário aí em novembro

paola_

te seguindo no instagram =)

paola_

bacana que já tens livro publicado!