Nasci, vivi e também cresci, Num bairro cheio de violência. A miséria era algo que não tinha fim, Roubar, era o caminho da sobrevivência.
No meio das balas e lutas de gangues, Via no olhar inocente a falta de esperança. Vivia perto da morte, e do derrame de sangue. Famílias viam a delinquência levar sua criança.
No meio da infância dura, algo mudaria, Conheci um amigo mudo, seu nome era “livro”. Mergulhei em suas letras, pois, este amigo sabia, Que um dia me transformaria, e assim me mostraria, O quão bom é ter um amigo, um amigo “livro”! 03-08.2017
Nasci, vivi e também cresci, Num bairro cheio de violência. A miséria era algo que não tinha fim, Roubar, era o caminho da sobrevivência.
No meio das balas e lutas de gangues, Via no olhar inocente a falta de esperança. Vivia perto da morte, e do derrame de sangue. Famílias viam a delinquência levar sua criança.
No meio da infância dura, algo mudaria, Conheci um amigo mudo, seu nome era “livro”. Mergulhei em suas letras, pois, este amigo sabia, Que um dia me transformaria, e assim me mostraria, O quão bom é ter um amigo, um amigo “livro”! 03-08.2017
GARCIA60
142
EU SOU A MÚSICA
Eu sou a alegria das almas abatidas,
A companhia das pessoas tão sozinhas…
Eu sou… sou a cura dessas profundas feridas,
Que adentro do teu coração castiga!
Eu sou o grande toque que querias,
Pois enxuguei as lágrimas que em teus olhos escorria…
Eu sou… sou o que ouves todos os dias,
Pois eu falo, também toco com a minha melodia.
Eu sou a vida, quando a morte é a escolha querida,
Quando vivem em profundo tédio, sou a coisa mais pedida…
Eu sou… sou a diversão, a esperança de que o melhor virá um dia,
Te acompanho todo dia, não te largo, temos uma eterna parceria!
Sou quem toca sua mente, entrando em perfeita sintonia,
Sou quem tranquiliza seu coração, com o toque da melodia,
Sou o oposto da tua tristeza, eu te ofereço a alegria.
Sou quem Eu sou… EU SOU A MÚSICA… e tu não vives sem mim!
Garcia Sessenta 01/07/2021
107
FILHO DE ÁFRICA
Te escrevo belos poemas Te escrevo belas canções Da minha vida em dilema Sou teu filho, ó mãe dos negros ouves na mata a voz incerta:
dos filhos que pariu teu ventre sobre sorrisos gravados em sua língua do som do tempo que sangra seu coração E a chuva que cai sobre tua terra seca Com força para brotar vida neste teu chão.
Mas dizem que morreste esquecida Pelo desmerecido pensamento homicida Dos teus filhos, que te abandonam em vida! Mas eu caminho, caminho de mãos dadas contigo, Contigo caminho, porque ainda sou teu filho mãe África. 07-01-2019
Garcia60
145
CHUVA
CHUVA
Terra seca. Fome na aldeia. Sem chuva, sem meta. A mente fica sem ideia.
Sem as gotas de água, No campo a plantação morre. Pela ausência de água, A aldeia falece e não há quem socorre.
Clamamos o Deus da água, Evocamos o Deus da chuva, Os nossos filhos querem água. A nossa terra quer chuva.
Água… Água… Chuva… Chuva… Queremos vida, queremos o que nos dá vida, A água é vida, a chuva nos mantém vivo. 01-04-201
GARCIA60
46
ESCRAVO POETA
ESCRAVO POETA
No meio do caminho à Europa Amarrado estava dos pés a cabeça Éramos escravos rodeados de tropas Sem qualquer valor, mera peça.
Sem liberdade de abrir a boca A língua batia sobre os dentes A vontade era de abrir a boca E motivar uma luta de repente.
Enquanto a lua rasgava a noite Encontrava-me sobre o meu sentir Era dor ouvindo o som do chicote Que rasgava a pele sem fingir.
Era escravo, era um escravo poeta, Poeta sem liberdade na fala Era livre nas mãos, pintava poesia com a caneta. Do suor, do sangue, do trabalho esforçado sem meta.
A alma se alimentava de saudade Dos sonhos, dos sorrisos deixados atrás, Do tempo que voava livre saboreando a liberdade, Hoje vivo como escravo, um escravo poeta, Que só quer morrer em paz! 06-01-2019