Heinrick

Heinrick

n. 2003 BR BR

Minha poesia é triste porém péssima. Casualmente me sinto apaixonado, casualmente me sinto casual, sempre pressionado por si a ser o melhor possível e isso dói. Geralmente eu me sinto orgulhoso por conseguir respirar tanto mesmo sem um motivo. Bom, talvez seja só isso.

n. 2003-01-31, São Paulo, SP

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Ass. Um anonimo

Penso logo existo
Penso logo hesito
Penso logo descarto
Minhas palavras não valem de nada
Mas dizem que o que vale é a intencão
Bom, então
Aqui minhas palavras estão
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Poemas

21

A morfina do amor

Como um grito, psicótico
Abafa-se o racional e lógico
Ouve-se o grito de amar;
do doente, perdido a lutar.

A pouco, a procura;
Pensa no mal de tal doença, porém só encontra cura.

O amor a curar o que somente tu, tens de esquecer.
A solidão é morfina, alívio, vício que ninguém quer ter

Víciam-se os pacientes, pois só sabem querer,
Não sei Não sei Não sei
Se sou viciado em te ter
Ou sou viciado em não sofrer.

Tanto melancólica essa sina
Mas a resposta é que, prefiro a cura
A viver com a falsa ternura
Da deliciosa morfina

205

Transfomar Demônios Em Asas

Como água é a vida, então assim eu bebo
Como água, minha vida está sem cor;
sem cheiro; sem sabor
Minha pequena vida, vida sem vida percebo

Oque fizeste com minha vida
O espelho me reflete
Mas ele não tem minha ferida
Só o frio se remete

A escuridão que eu criei na vida
Hoje ela me escolta
A filha que eu cuidei na ida
A mesma que me impede a volta

Na ida flores de plástico
Na volta flores mortas
Com licença. O mundo é trágico
ele não aguenta oque tenho nas costas

Das costas para o pescoço
A escuridão envolve todo meu torso
Olhos ardem, sem brasas
Meu sonho é o meu pesadelo, transformar demônios em asas.
265

Luto

Não mais restou
Nada porque lutou

Pois não luto;
Somente sinto, observo e escuto
Pessoas mortas ao meu desfavor
Pessoas mortas que se matam
Por cor
Por moeda
Por amor

Amor em morrer, ou talvez prazer?
Na minha mente pessoas mortas a viver
Amar a dor do luto
307

Nomes, Linhas, Traços

Entre nomes, prefiro o teu
O meu não digo, mas o dela repito,
tudo que um dia não foi meu,
repito, repito, repito e repito

Apesar de pensar
Amar é esse pesar
Não tardia me encantar
Meu sentido a retardar
Garota, tarde em parar

Do amor disforme
Num casamento secreto
Da mente que dorme
Na mesma morada sem teto

Casamos ontem
Amanhã você irá saber
Antes que contem
Eu irei te escrever


213

A Flor do Descaso

Flor de plástico
Como a fênix do descaso,
Me caso com homens ignorantes
Não...., não sou o que pensa, só escrevo de formas impressionantes

Flor de plástico que não desbota
Plantada por homens
Colhida por homens
Por que não se revolta?

Não deixe eles escolherem a cor de suas pétalas
São as flores, não de plástico, elas por elas
Morreu como a mulher de um homem
Renasceu como a fênix do descaso e eu me casei com ela

256

Volte quando estiver bêbado

Justo nós sabemos que não é
Profundo, nós tentamos parecer que seja
Na verdade é bem profundo
Ou eu creio que seja

Na verdade eu não lembro de ter mordido um drácula
Que comia frutas
era um falso crápula
nem bebia sangue. Morcego que nem voar, voava.

É ruim e sem nexo
como sexo
injusto e vermente
Como a serpente dos desscalços
Que os ricos nunca vão sentir a aventura da quase morte, por isso morrem tristes e sozinhos, pesando que nunca viveram.
199

Chorar e Morrer

Era de se esperar
Não disseram que era bom 
Disseram - "melancólico, vou chorar"
Mas não capturam a essência

Foda-se chore mesmo, condolências

Viva de amor, ou exista por aparência
Por favor, quanta inocência
Amar é para os fortes, para os tolos e para os animais obedientes
Mas os animais não são obedientes

E nós não somos fortes
Talvez tolos, talvez
Mas nunca fortes

360

Quer tirar uma foto deixa eu sorrir

Falaram que eu os odiava
Não estou chorando porque é mentira
o meu ego é a única coisa que tenho
tudo que tenho é a minha ira

isso é sobre eu
sobre um desconhecido
porque você não me conhece,
independente de quem seja
talvez eu morra e apareça na capa veja
Van gogh que pinta linhas pela fama que almeja
suicidio é legal, já aconteceu antes
e se eu estou morto
quem vou matar agora
?

Naveguei numa caravela sem manche
carcaça avante
pule é legal
já pulei antes
226

Forte Borboleta

Hoje eu vi uma borboleta na guia,
a perto da calçada
Ela foi estuprada,
d'alma violentada
Uma borboleta, na guia;
estirada;
de beleza castrada;
A direita arrancada
A esquerda quebrada,
o que antes voa-a, agora sedada;
aquela borboleta nunca mais voou
Nem mesmo me contou,
Mas eu mesmo sabia, sabia o que acontecia;
Pobre borboleta, entrou no ônibus e foi embora

A mesma? Nunca mais, fora.
265

Vá silenciosamente a merda

Simplesmente vai a merda
Vá tudo a merda
Sem estética
Sem métrica
Vai a merda
E se você não gosta. Vá a merda

A, que merda
Vá a merda
Eu odeio todo esse fingimento
Eu odeio essa merda, sem essa de calor do momento

Ódio nos verso, coloco a esmo
E quem não gosta, vá a merda mesmo
Poderia pintar 30 linhas, o ódio é meu estencil
Até falar, ia... que me recuso, mas já cravei meu voto de silêncio

Me deixa em paz
Vá silenciosamente a merda

225

Comentários (6)

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CORASSIS

Marcelo, Gosto da tua poética principalmente como escreves de forma livre e verdadeira ,

Alex Jr

Muito bom mano, você tem talento, já tenho um livro publicado e com certeza você vai chegar lá, sucesso aí pra você, abraço

cfs
cfs

Marcelo. Tem instagran ?

marianaLilibelty
marianaLilibelty

Fiquei emocionada seus poemas são simplesmente incríveis <3

Luciana Souza

Vejo que escreve o que sente. E já sofre a angústia de decidir quem será nesse mundo imundo, concordo, que nos ilude sem parar. Boa sorte!