helderduarte

helderduarte

n. 1963 -- --

Sou um escritor de poemas! Que não publicou ainda nenhum livro, mas gostava de o fazer.

n. 1963-04-30, Monchique

Perfil
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POR CÁ

Canto o meu cântico, qu'em minha alma está,
como sempre sai lindo, santo, puro e perfeito,
o meu ser, nesse acto tem para isso efeito,
Pois nisso, vim eu para cantar por cá.

Cantai comigo povo, este cântico, qu'eu sinto.
Então sentireis, alma vossa voando, vivendo,
e aos outros, vida esta sempre estendendo.
Sim! A isso eu no tempo, muito insisto.

E faço isto até que em vós haja, a música,
que a alma nossa, muito e sempre, educa,
e juntos demos as nossas unidas mãos.

Até que entre os homens, para sempre,
se cante este, sem que haja mau vento,
E os homens, sejam, de facto irmãos!
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Biografia
Escrevo  já  há  algum tempo.  Não publiquei  nenhum livro, mas gostava de fazê - lo.  

Poemas

325

Pecado

O homem faz o pecado, mas o pecado não faz o homem!
26

O Homem se Emenda

Ele enrijeceu o arco e me pós como seu alvo à flecha,
fez entrar no meu coração, as flechas da sua aljava.
Fui um objecto de escárnio, para o povo que me gozava .
Fui feito a canção do povo que estava à minha mão direita.


Fartou-me de amarguras e saciou-me de absinto horrendo.
Quebrou com pedrinhas de areia, todos os meus dentes.
Cobriu-me de cinza do fogo que o homem estava fazendo.
Fui privado da paz e da presença de todos os meus parentes.


Esqueci-me do que é a do homem muita prosperidade,
Então disse eu, pereceu a minha força e a minha esperança,
no Senhor, lembra-te da minha aflição e da minha adversidade!


Tira o absinto e a amargura, minha alma certamente se lembra,
e abate dentro de mim, entretanto disto me recordo com confiança .
As misericórdias do Senhor, são as causas, de quem sempre se emenda!
H
27

Alvor

Em Alvor cresci, junto à sua ria, onde muito nadei,
muito berbigão eu lá, com meus irmãos, apanhei.
Eram tempos do cigano Lineu e da cigana Estrela.
Ele vendia mulas e seus burros, ela bordados a estrear.

Havia a Maria Caloa, com a qual todos gozavam,
por ela não se lavar.Também o Raul, no seu praguejar,
e o aguadeiro, com sua carroça, vendia cântaros de água a apregoar.
E meu pai vendia batatas de rua em rua, às senhoras que compravam.


Eu regava as batatas e o milho nas duas hortas de meu pai,
e tratava das vacas e dos porcos, sem nunca dizer um aí.
Nas descascas do Armando Isidoro era depois baile e festa.


Eram tempos belos, sem ter televisão, em que se ouvia as rádio novelas,
eram tempos dos "Abba" que cantavam "Fernando" e canções outras...
Assim naquele tempo, eu sempre dizia, não há Alvor como esta!
46

Milénio

Sonhei um sonho, que o mundo era bom no seu todo!
Então era tudo amor e muita paz, muita  felicidade. 
Os velhos eram amados, os casais amavam-se um ao outro.
As crianças eram, cheias de alegria e vivacidade.

Não haviam guerras nas nações ao invés cantavam-se canções.
Os  homens eram todos amigos  e irmãos e davam as mãos! 
Os animais não eram mortos, nem trabalhavam no circo. 
Andavam nas ruas do campo, como eu nunca tinha visto.


Então acordei e fiquei muito feliz, porque descobri que eu sonhava.
Mas na verdade, o sonho era real, como o que tão bem no sonho eu visionara.
Sai à rua e vi tudo aquilo, que eu já havia tanto tempo desejava,

Então vi um homem mais lindo que o sol, com uma voz de muitas águas,
Me chamou e me mostrou todas as outras coisas e me senti sem mágoas.
E vi que o reino de Jesus Cristo, nos mil anos chegara!
37

Povo de Deus

Oh vós que em PORTUGAL de Deus sois!
Um apelo vos faço pois...
Vós que ministérios tendes de Cristo,
E dons do ESPÍRITO.

Eu que sou pequeno em mim,
Mas em Deus forte, enfim.
E nome de Cristo JESUS,
QUE DA EXISTÊNCIA É A LUZ,

Vos digo: Não tenhais medo,
Do evangelho anunciar,
AO MUNDO TODO...

POIS ELE CONOSCO JÁ ESTÁ,
NESTA MISSÃO DE PREGAR.
E EIS QUE O ESTADO ETERNO FUNDAR VIRÁ!...
54

Lutador

Eu luto sempre, com este meu eu e também contra o teu.
O meu nome é lutador de lutas, ainda não vindas, no tempo.
Mas também de passadas lutas, que hoje já não enfrento.
Algumas em verdadeira batalha o inimigo enfrentei eu....


Não fui tropa no meu país, nem fui à guerra em Jovem!
Mas vós militares, para que me querieis vós convosco?
Claro que eu não precisava de estar à vossa ordem,
a minha experiência é bem maior, em meu algum desgosto.


Há nimigos do além, que me querem desde sempre,
matar, para qu'eu não os possa de todo perturbar.
Turbulento é este meu viver aqui todo o tempo.


Mas dê-me Deus vida e força e muito deste meu amar,
que assim nesta de Deus força, aqui no tempo,
Jamais eu deixarei de contra as potestades lutar!
34

Paulo a Corinto


Paulo, chamado apóstolo de Jesus Cristo,
pela vontade de Deus e o irmão Sóstenes,
à igreja de Deus que está em Corinto....
Aos em Cristo Jesus chamados santos estes.

Com todos que em todo o mundo,
invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo,
que é o Senhor deles e nosso e de tudo...
Graça e paz vos sejam multiplicadas, eu insisto,

Sempre dou graças ao meu Deus por vós todos,
Pela graça de Deus, que vos foi dada em Cristo,
pois vós fostes em tudo já muito enriquecidos.

Vós tendes o conhecimento e a palavra,
assim como o testemunho de Jesus Cristo,
foi-vos dado e assim, nada mesmo vos faltava!
33

Pó

E ele disse ao pó:
Haja em ti vida!
Levanta-te e caminha.
NÃO ESTÁS SÓ.

Então este caminhou,
Com a vida que aceitou,
Pelos lugares que o houveram morto,
Tanto no baixo, alto e lugar plano.
E viu que a vida, que neles perdera,
Era a qu'eles perdida perderam,
JÁ QU'ELE D'ELES MORTE RECEBERA.

E o que ao pó falara ainda lhe disse:
E os que te mataram morreram,
Por te terem dado a morte,
PORQUE A VIDA QUE EU SOU, ELES AINDA A NÃO RECEBERAM!
35

Me Mataram

QUE TENS TU CONTRA MIM,
Oh cidade de Lamego?
Que me odiaste assim!
Afinal havia razão para ter medo!

ELES E TU VENCERAM,
Mas eu perdi...
Sonhos meus já acabaram!
E minha luta não venci...

E AQUI VOU EU,
Como quem morreu...
A caminho de Viseu...

DEPOIS VOU MAIS PARA SUL,
Afastando-me do ar teu,
Morrendo sem encontrar o que já não procuro...
34

Terremoto

Portugal! Portugal! Terra de tantos pecados!
Aos judeus queimaste, os bens lhes tiraste.
Tantos escravos, para o Brasil os sempre levaste.
Os índios no Brasil também queimaste.


Foste contra os que da europa, a ti vinham,
com o evangelho verdadeiro que teus pais não tinham.
Mataste sábios, crentes, poetas, cientistas, profetas,
com a tua Inquisição, foram tuas iniquidades manifestas.


Ouve meu país de Afonso Henriques, este meu apelo.
Pois no século dezoito, Lisboa e Algarve morreram!
Com tão grande terremoto por isso, pereceram!


Arrepende-te então ainda, enquato podes fazê - lo,
Pois Deus te julga, ainda em pecados tantos...
Antes que sobre ti venham, mais desencantos!
28

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