Matar
É evidente que os ditadores,
Do mal, são seguidores.
Meu coração chora...
Em toda a hora,
P'elos que por eles, mortos foram.
E vida perderam...
Mas oh poetas!
De poemas!
Amigos!... Que com almas vossas...
Escreveis vários temas!
Sobre esta vida dilemas.
Com almas, mesmas!
Capazes éreis...
Ou mesmo sereis...
De morte dar,
Ou de matar?!
A ditadores, tais...
Morte dada, pelas mãos, com as quais...
Esses versos fazeis?!
Se matar quereis!
A tanto eu não me atrevo!!!
Pois, a qual Camões, com a alma escrevo!
Dor
Dói-me a alma, sim, muito de verdade, dor de sofrimento,
todas as dores custam, em todo o tempo, para sempre.
Mas a minha dor é também a tua, que tu tens de verdade,
mas tu sofres calado a tua grande de sempre ansiedade.
Mas eu decidi mostrar a minha dor, mais a tua,
neste meu padecer, neste meu estado de existir, de sentir.
Mas eu e tu por nossas culpas, o sofrimento nos veio atingir,
o nosso mal mais o do mundo, sobre nós ele actua...
Mas aquele que não fez nada de errado, mas tudo bem feito,
levou com os pecados do homem e do universo, em seu ser.
E por isso morreu naquela cruz, sem nada de mal fazer.
E sabes quem foi o que por nós morreu, com efeito?
Foi o próprio Deus, que é o verbo, o Deus encarnado.
Jesus Cristo, sem pecado, que da morte há ressuscitado!
Jugo
E Jesus disse, naquele tempo: Graças te dou,
ó Paí, Senhor da terra e do céu, em quem estou.
Não revelaste as tuas verdades, aos sábios!...
nem aos muito cultos, mas aos pequenos.
Sim ó pai, pois assim foi do teu agrado santo.
Todas as coisas me foram entregues, pelo pai,
o pai conhece o filho, para quem breve ele vai.
O filho conhece o pai, e o revela a todo o manso.
Vinde a mim, todos os humanos cansados...
Vós todos os do mundo, baixos e elevados,
todos vós que estais totalmente stressados!...
Eu vos tirarei, a vossa opressão, o vosso desfalecer !
Ponde sobre vós o meu jugo, e fazei por me conhecer.
Vinde a mim, para que tenhais o eterno amanhecer!
HelderDuarte
Pastor
O Senhor é o meu pastor, nada me faltará!
Deitar-me faz em campos de verdes pastos.
A águas, tranquilas mansamente me guiará.
À minha alma dá todos os seus refrigérios.
Pelas veredas da justiça me guia sempre!
Por amor do seu grande nome eterno.
Ainda que eu andasse, em grande tormento,
no vale da sombra da morte e do inferno....
Eu não teria mesmo medo algum, de todo.
Porque tu estás comigo eternamente.
A tua consolação vem da tua vara e dot eu cajado.
Diante de meus inimigos, me alimentas,
e me unges com o teu espírito, docemente.
No amor, bondade, tu para sempre me sustentas!
Vivo
Creio nesta verdade, para todo o sempre,
Em Jesus Cristo, meu criador e meu Senhor,
é Deus com o Pai e com o Espírito Santo Consolador.
Ele que é antes de tudo e do próprio tempo.
Que morreu por nós na cruz do Calvário ou Gólgota.
Ele o caminho para a eternidade e a sua porta.
Ele não está morto, mas vivo, com corpo real.
A morte, não tinha sobre ele, poder afinal!...
Sobre o todo poderoso, o Deus verdadeiro e único,
ele que vem, é e era, ele que é Santo e justo.
E que vai reinar, sobre tudo, e sobre todos...
Aceitai-o pela fé, antes da sua vinda vós homens.
Para serdes escolhidos, para as da nova terra ordens,
endireitai os vossos, caminhos muito tortos!...
Pérola Branca
Adeus Pérola Branca da manhã da saudade!
Que ao além, partiste em tua cedo idade!
Eras linda no teu belo e saudoso cantar!
Todos choram por ti, princesa do jovem amar!
Nosso coração não se quer de modo nenhum calar.
Recusa ser consolado e prefere antes muito chorar.
As lágrimas de nossos olhos não param de correr!
Por ti menina do pai que não se cala, no seu sofrer!
Da mãe, que não quer de modo nenhum ainda acreditar,
que a sua menina, já mais a ouvirá no seu lindo cantar!
Adeus minha irmã pequenina, por nós dois tanto amada!
No coração de todos nós ficarás sempre bem gravada,
Menina, cantora de cânticos eternos das Beiras,
Adeus minha Pérola de nome SARA CARREIRA!
O Homem se Emenda
Ele enrijeceu o arco e me pós como seu alvo à flecha,
fez entrar no meu coração, as flechas da sua aljava.
Fui um objecto de escárnio, para o povo que me gozava .
Fui feito a canção do povo que estava à minha mão direita.
Fartou-me de amarguras e saciou-me de absinto horrendo.
Quebrou com pedrinhas de areia, todos os meus dentes.
Cobriu-me de cinza do fogo que o homem estava fazendo.
Fui privado da paz e da presença de todos os meus parentes.
Esqueci-me do que é a do homem muita prosperidade,
Então disse eu, pereceu a minha força e a minha esperança,
no Senhor, lembra-te da minha aflição e da minha adversidade!
Tira o absinto e a amargura, minha alma certamente se lembra,
e abate dentro de mim, entretanto disto me recordo com confiança .
As misericórdias do Senhor, são as causas, de quem sempre se emenda!
H
Lutador
Eu luto sempre, com este meu eu e também contra o teu.
O meu nome é lutador de lutas, ainda não vindas, no tempo.
Mas também de passadas lutas, que hoje já não enfrento.
Algumas em verdadeira batalha o inimigo enfrentei eu....
Não fui tropa no meu país, nem fui à guerra em Jovem!
Mas vós militares, para que me querieis vós convosco?
Claro que eu não precisava de estar à vossa ordem,
a minha experiência é bem maior, em meu algum desgosto.
Há nimigos do além, que me querem desde sempre,
matar, para qu'eu não os possa de todo perturbar.
Turbulento é este meu viver aqui todo o tempo.
Mas dê-me Deus vida e força e muito deste meu amar,
que assim nesta de Deus força, aqui no tempo,
Jamais eu deixarei de contra as potestades lutar!
Milénio
Sonhei um sonho, que o mundo era bom no seu todo!
Então era tudo amor e muita paz, muita felicidade.
Os velhos eram amados, os casais amavam-se um ao outro.
As crianças eram, cheias de alegria e vivacidade.
Não haviam guerras nas nações ao invés cantavam-se canções.
Os homens eram todos amigos e irmãos e davam as mãos!
Os animais não eram mortos, nem trabalhavam no circo.
Andavam nas ruas do campo, como eu nunca tinha visto.
Então acordei e fiquei muito feliz, porque descobri que eu sonhava.
Mas na verdade, o sonho era real, como o que tão bem no sonho eu visionara.
Sai à rua e vi tudo aquilo, que eu já havia tanto tempo desejava,
Então vi um homem mais lindo que o sol, com uma voz de muitas águas,
Me chamou e me mostrou todas as outras coisas e me senti sem mágoas.
E vi que o reino de Jesus Cristo, nos mil anos chegara!
Sabedoria
Todos estão loucos, todos os humanos, de loucura total.
Uma doidice longe da razão, em suas ideias dogmáticas.
Os mais loucos são os intelectuais, com suas temáticas,
os pensadores, não pensam nada de certo, nem de real.
Onde vai o homem chegar, neste seu caminho, sem destino?
Eu próprio louco sou, neste meu tanto e tanto já reflectir.
Mas eu nesta minha tanta loucura, em que por vezes desatino,
enlouqueci, neste meu ato de tanto, tentar ao mal resistir.
Eu uma coisa sei, acima do homem, há uma Sabedoria,
a que o homem, não chegou, nem no seu poder, pode chegar.
É a Sabedoria de Deus, em Jesus Cristo, que morreria, e ressuscitaria.
É esta Sabedoria que salva ou condena o homem no final.
Ai de quem considerar profano, tal ato do de Deus amar?
Mas feliz de quem, pela fé, Sabedoria esta o faz vencer o mal!