Um Grande Poema
Escreve um grande poema!
Mas fá-lo, sem tinta...
Sem rima...
Sem tema...
Sem palavras,
Sem poesia...
Sem métricas!!!
Nem fantasia.
Antes, teu ser, o escreva,
Amando, teu próximo...
De modo, que esse poema, ele em ti veja...
E diga:
Este ama...
E não me engana!
D
Portugal e Espanha
Portugal e ESPANHA!
Terras de povos de vária ordem.
E culturas tamanhas.
De valores, que no tempo permanecem.
Descendentes sois,
Dos povos seguintes pois:
Társis, Iberos, Celtas
E de outras origens.
Cartagineses, Gregos, Fenícios,
Lusitanos e Romanos.
Godos e Mouros.
Povos de vários principios.
De diversas religiões.
Uns pagãs, outros cristãos.
Vós nações Ibéricas.
Que fostes, senhoras das Américas.
Do mundo,
E de mares muito.
Terras de artistas,
Camões, poetas, Amália, fadistas.
Vinde para Deus,
Que dos vossos pais e de vós é criador.
Do universo é Senhor.
Verdadeiros, são valores seus!
Eis que vem.
Para reinar eternamente.
Pois fim, não tem,
Seu reino, que será para sempre!!!
Voltei
Sim! Voltei!... Voltei!... Voltei...Aqui!... Pois.
Sim, porque ainda que morto, qu'estou...
Esta é uma morte de vida... Pois vida eu sou.
Sabei então, o porquê, de ter voltado hoje!
Mas eu não o sei! Eu nada entendo...
Não sei... Pois nada compreendo!
Quereis saber mais?!... Mas, eu não o sei.
Nem, eu sei nada! Nem mesmo vós, da lei...
Mas uma cousa sei, enfim: Voltei...
Sabeis porquê?! Nisto, em verdade, sei...
Porque eu vos amo... Tanto!...Tanto!...
Com este amor, meu. Só meu... Meu...
Qu'é vida!... Mas, não é igual ao teu...
Este!... É meu! Com o qual, eu ainda, canto!
Terras Ibéricas
Oh terras Ibéricas,
Que do Iberos nome tendes!
Amai-me como a vossos poetas,
Vós e vossas gentes!
Reinos de: Portucalen,
Galiza, Leão,
Navarra, Castela
E reino de Aragão!
Terras de Afonsos reis;
De cavaleiros de Borgonha,
Que de condes, o título dado haveis.
Ficai ao meu lado,
Sem vergonha...
Pois mais que Henrique e Raimundo por vós amor sinto!
Adeus
Adeus mundo e tu tempo!
Adeus terras e longes terras!
Adeus Portugal, Algarve e guerras.
Bem-vindo sejas, tu «Todo o sempre».
Adeus pai, mãe e Monchique.
Também tu Alvor e vós Alcobaça.
E vós que me odiais, pois eis que aqui não fico.
Vou para uma terra, que nunca passa.
N'ela só há flores e pássaros.
Não há serpentes...
Há pombas, que formam arcos.
Há lá um cântico suave.
Para sempre, sempre, sempre...
Como o do rouxinol ave!
Perdigueiro
Perdigão, perdigueiro, perdiz.
Mata, mata, mata, mata!...
Oh perdigueiro! O perdigão que salta;
E a perdiz, que no voo é aprendiz.
Foge perdigão e perdiz!
Para que o perdigueiro, vos não mate.
Mas vão, para onde Deus vos diz.
Para que ele, perdigueiro, não vos maltrate.
Mas oh Deus! Porque caça o perdigueiro?
O perdigão e a perdiz?...
Quem assim, o quis, primeiro?
Vós! aves sabei a verdade!
Da origem desta, perseguição infeliz.
Mas ide a Deus, que vo-la dirá em sinceridade!
Amor
Amor é um pensar muito em ti,
é um ausente, sempre presente,
é um sofrer, sem mal dizer, sempre.
É um estar, muito longe daqui.
E um gozo no tempo permanente,
que liga duas vidas eternamente.
É um estado de toda a perfeição,
que vem à mente e ao coração.
Mas para sentir, este clamor,
sabe, oh, gentil alma humana,
que tendes antes de ter dor.
E em vosso ser alto clamar,
com força que jamais engana,
a quem com esta dor, se diz amar!
Mudanças
Mudam-se os tempos, mudam-se os ventos.
Mudam os homens e vêm os tormentos,
neste continuo grande muito mudar ...
Porquê ao mundo tanta mudança dar?
Se ao bem nós fossemos parar,
isso seria certo e de muito louvar.
Mas os homens mudam no seu mandar,
mas só vêm isto, mesmo só estragar!
De mal vai-se para pior, no estar,
para onde vamos nós caminhar?
Com mudança que não descansa.
Eu queria mas era ao céu chegar!
Aí não há mal algum a nos tentar.
E do bem ninguém se cansa!...
Mário Dias
Crédito
Quem deu crédito à nossa pregação?
E a quem se manifestou o braço do Senhor?
Ele perante ele, foi subindo como renovação.
E como uma raiz de uma terra sem vigor.
Não tinha parecer, nem formosura.
E olhando para ele, beleza nenhuma,
víamos, nem grandeza ou altura,
nem qualidade, nem mesmo uma.
Ele foi desprezado, o mais indigno,
entre todos os homens já visto.
Não víamos nele nada de benigno!
Não lhe demos importância,
mas ele era o prometido Cristo,
que aos homens julga em última instância!
Baseado em Isaías 53:1-4
A Frase
Então os soldados, tomaram a Jesus,
e ele próprio levando a sua cruz.
Saiu para o lugar chamado "Caveira".
Que em Hebraico Golgota, era.
E cruxificaram a Jesus, com mais dois.
Um de cada lado dele, assim foi pois.
E Pilatos mandou escrever uma frase,
para identificar, este então caso.
E a fixaram ao cimo da cruz...
Nela estava escrito, "JESUS...
DE NAZARÉ, O REI DOS JUDEUS."
E estava, na língua dos Hebreus.
E nas línguas Grego e Latim.
Fizeram isto pois assim!
Baseado no Evangelho de João 19:17-19