HelderOliveira

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n. , Angola

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Prisioneiro do Amor

Preso! Vivo preso!

Prendeu-me um coração!

E ao invés de menosprezo,

Dentro de mim represo,

O gosto da punição;

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Que ninguém fique surpreso,

Por eu gostar da reclusão;

É que tanto por esse amor me prezo,

Que a liberdade por ele desprezo,

Para feliz viver na prisão!

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Helder Oliveira

(Helder de Jesus Ferreira de Oliveira)

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Poemas

3

Primeiro Amor

Que importa que o mundo todo,

Loucura chame a este amor meu bem,

Se nunca senti deste modo,

Outro nenhum por ninguém;

Tão grande tão verdadeiro,

É a relíquia mais querida,

O grande amor primeiro,

Que entrou na minha vida;

Que importa portanto que o mundo,

Que não sente este querer profundo,

Levante a voz com desdém,

E loucura chame a este amor meu bem;

E que saiba o mundo também,

Que não é falso nem engodo,

E nem chafurda em baixo lodo,

Este amor que me retém;

Por este amor que o mundo despreza,

E que chama de grande absurdo,

Das vozes do mundo sou surdo,

Pois este amor tanto me preza;

E escutem bem este clamor:

Nunca com tão grande ardor,

Nunca com tanto fervor,

Senti como nunca ninguém,

Um outro igual por alguém!

Helder Oliveira

(Helder de Jesus Ferreira de Oliveira)

119

Um Beijo ao Luar

E deleitada a noite que nascia,
Despiu o escuro manto torturante,
E vestia agora fulgurante,
Um luar tão claro como o dia;


E logo em nós um férvido desejo,
Forte... ingente...
De um primeiro beijo,
Na noite fulgente;


E em redor um silêncio estagnado,
Desperta exóticas sensações,
E é apenas perturbado,
Pelo bater dos nossos corações;


E em nós se cumpre o desejo,
E tão veementemente,
No nosso lúbrico beijo,
Longo e quente!


Helder Oliveira


135

Sonho Desfeito

Naquela tarde serena,
Sem dó, sem pena,
Fugiste de mim;


Fiquei magoado,
Com o olhar parado,
Como o de um manequim;


Perguntei-te então,
Se nos jurámos em vão,
E tu disseste que sim;


E assim se desfez,
Este meu sonho que fez,
Mil venturas em mim;


Agora caminho incerto,
Como num deserto,
Longo, sem fim;


E minha vida é triste,
Só dor em mim existe;
Por que será sempre assim?


Helder Oliveira


133

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