Biografia
Em Maio de 2019, publiquei meu primeiro livro: "Caos Estrelado" (Viseu). Na edição 85, Outubro 2019, da revista literária eletrônica "InComunidade" de Portugal, foram publicados seis poemas do livro. Participei das antologias poéticas: "Palavra é arte -poesias, 49ª edição" (Palavra é arte), "40 graus de versos" , "Fruto do teu ventre" e "Irmãos das letras" (EHS) , "Tempo para o amor" , "O Mundo parou - Relatos do período da pandemia" e "Amor em poesia" (Perse -Projeto Apparere), "Poesias para a nova década" (Casa Literária) e "Soturnos - Volume 5 - A Beleza das Trevas" (Círculo Soturnos). Em Setembro publiquei meu livro: "Gaivotas na Selva de Neon" (Viseu).
Poemas
16LEMBRANÇAS DE UMA ROSA
Rosa que aponta
Seu manto de beleza
Para o céu,
Em pouco tempo
Morta estará.
...........................
Na haste vazia,
Nos espinhos intactos,
Nas pétalas que forram o chão,
Nos aromas esvanecidos,
Lembranças que ficarão.
182
TERCETO
De tanto me agarrar ao presente
Eu o sufoco; e morto, ele vira passado,
Para o desespero dos meus dias sem futuro.
69
O ENIGMA DA ROSA
Rosa:
Do alto de teu trono de folhas,
Protegida por teus espinhos,
Nos observa glamorosa.
Meros semeadores, não entendemos:
A fortaleza de tua fragilidade,
A eternidade em tua curta existência.
Rosa:
Arrancada para embelezar;
Moeda em flertes de amor;
Enterrada viva com tantos mortos,
Em vão, exalando o perfume da vida;
Pétalas que caem, aroma que finda,
Murchas mantendo a dignidade.
Do alto de teu trono de folhas,
Protegida por teus espinhos,
Nos observa glamorosa.
Meros semeadores, não entendemos:
A fortaleza de tua fragilidade,
A eternidade em tua curta existência.
Rosa:
Arrancada para embelezar;
Moeda em flertes de amor;
Enterrada viva com tantos mortos,
Em vão, exalando o perfume da vida;
Pétalas que caem, aroma que finda,
Murchas mantendo a dignidade.
87
ONDAS
A arrebentação!
Não consigo atravessar.
Em vão estou a tentar,
Sou devolvido no mesmo lugar.
Não adianta lamentar.
A arrebentação!
Cansado, admiro o mar,
Bem além da confusão
É lá onde quero estar,
Onde flutua meu coração.
A arrebentação!
Quantas temos em nossas vidas!
Enfrentando e às vezes perdendo,
Ela continua aparecendo.
Para desafiar nossas investidas.
A arrebentação!
Talvez tenha faltado sorte
E ela nos devolve, vencidos.
Talvez tenha sido mais forte
E na praia somos devolvidos.
A arrebentação!
Sem ela nossa vida seria
Apenas um estranho mar,
Sem ondas, apenas calmaria
Sem ventos, rumo a nenhum lugar.
Não consigo atravessar.
Em vão estou a tentar,
Sou devolvido no mesmo lugar.
Não adianta lamentar.
A arrebentação!
Cansado, admiro o mar,
Bem além da confusão
É lá onde quero estar,
Onde flutua meu coração.
A arrebentação!
Quantas temos em nossas vidas!
Enfrentando e às vezes perdendo,
Ela continua aparecendo.
Para desafiar nossas investidas.
A arrebentação!
Talvez tenha faltado sorte
E ela nos devolve, vencidos.
Talvez tenha sido mais forte
E na praia somos devolvidos.
A arrebentação!
Sem ela nossa vida seria
Apenas um estranho mar,
Sem ondas, apenas calmaria
Sem ventos, rumo a nenhum lugar.
118
FIM DE JOGO
Você já envelheceu?
Por isso seu Mundo morreu.
O que não era seu Mundo,
Entre os dedos escorreu.
Por isso seu Mundo morreu.
O que não era seu Mundo,
Entre os dedos escorreu.
132
ADEUS
Perdão senhores, não bebo desta fonte.
Donde vim havia amor, céu azul e poesia,
Mãos dadas, rumo certo e parceria.
Olhos perdidos no mesmo horizonte.
Não aceito friezas, sorrisos pálidos,
Nunca mais relacionamento falso.
Não vou em direção ao cadafalso,
Findaram os momentos inválidos.
Findo o ano, apaga uma estrela.
Meu Norte é incerto, ando perto.
Na escuridão vago nesta ruela.
Perdão senhores, sei que estou certo,
Vou em busca de outra clientela.
Nunca mais caminharei no deserto.
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Comentários (1)
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Muito grato. Não escolhemos o que somos, mas ser poeta me deixa feliz.