João de Castro Sampaio

João de Castro Sampaio

n. 2000 BR BR

A quem interessar: https://www.chiadobooks.com/livraria/um-cenario-causado-por-terriveis-escolhas

n. 2000-09-26, Ouro Preto

Perfil
23 881 Visualizações

castanheira

quando eu tinha seis anos me disseram
que uma vez, quando eu morresse
talvez eu voltaria em algum outro corpo
então eu fiquei desesperado
com a simples ideia
de passar a eternidade
contemplando a minha própria existência
Ler poema completo

Poemas

3

mas é a dor

Não é o sangue que me parece
Estar estagnado e esquecido no peito:
É o coração, parado em seu leito,
Que pôs-se a bater, porém se esquece
De bater nesse caminho tão estreito!
É meu coração parado no peito

Não é o ar do meu pulmão
Que parece ficar engasgado:
é meu coração que permanece parado,
Parou de bater por motivos em vão
E continua ardendo, continua cansado!
É meu coração que permanece engasgado
267

sei lá to bêbado

atiro-me de peito aberto
do penhasco para o mar
sei que o destino é certo
mais ainda espero voar

bate o vento em meu rosto
as águas põe-se a sorrir
a luz do sol me deixa exposto
não tive medo de cair

se o preço de uma vida
é tentar voar, porém morrer
ganhei uma viagem de ida
tentando parar de sofrer
202

Não sei o nome

águas, ó águas de um mar além
do pôr do sol, ao pálido amanhecer
as águas do mar hei de trazer
pois é dito que não sou ninguém

a água do mar me faz refém
cheia de si, me faz parecer
um mero pedaço, fazendo sofrer
a pobre alma sofrida de algúem

sorrio,no controle do meu parecer
mas as águas me permitem perceber
a terrível resposta, eis um porém

das águas, nada posso ter
pois não é me permitido ver
a tragédia vinda de aquém
244

Comentários (3)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
CORASSIS

Parabéns pela tua poesia !

Thaís Fontenele

Gostei muito da sua escrita, magnífico!

petit_bateaux

voce eh fera dms, vamos ser amigos ?