Imagens
Ei-los, em busca, miseráveis,
De tudo em todos; intocáveis
Céus, terras e mares.
Perfume das flores pelos ares
Partido e feito, chorando,
Carregados de mi, tolos, rastejando
De todos, para tudo: intocáveis,
Da terra, em busca, miseráveis!
Navegantes cientes por todos os ares
E cidades voando em insípidos mares,
Partilham em meio ao verme, rastejando,
O triste corpo da criança, chorando.
Dimensão: em posto, então, fora arrancado
Do peito rijo, o sonho, pois, tal atacado
Nas tristes verdes formas inconstantes;
Em lindas verdes formas flamejantes.
Contudo posta a fúria, era então a vaidade
Do peito aberto envolto em pura maldade:
Verdes, nas formas, lindas, inconstantes!
Formas, tristes, em verdes flamejantes;
Puro ser! Oh memória querida!
Oh despojo da alma, recanto celeste,
Que vindo e passando, tens pena de mim?
Tens pena de mim, oh, ser adulante?!
Excerto: Um dístico à um sol vestido de negro
Encontram-se quase indiferentes,
Coluna cervical e rocha seca.
Um tetragrama maldesenhado
Ceceia o invento de Jorge de Lima.
Tudo fez parte da criação,
Tão somente os peregrinos foscos e
Espaçamentos vorazes de céu e mar,
Congelando o coração do colibri.
Em meio à rosa de negra face
Tu, ó enfant terrible, me renasce
Num novo tempo, abalroado
Com o cheiro dos deuses dançantes,
Junto à Lua Nova, encobrindo
De negro, à sombra, esse Sol
De um povo mui antigo.
"O navegante atordoado, remando, encontra
"Toscas formas pelo largo da baía celeste.
"Ó pobres funestos, parem de me chamar!"
Não, não era nada. A fonte
Queimou,
O sangue, bela bebida a quem vós
Me oferecestes, travou coagulado
Adjunto ao litoral. Termina por aqui
O fim, de novo, amanhecido.