Quando surge um problema Abro as partituras do peito Com lágrimas sobre o instrumento Choro no violão
Quando há buracos no caminho Acendo a luz que existe em mim Choro lágrimas de acordes para lavar a alma
E se as rosas murcharem Os jardins perdem o encanto A musica explode no meu peito Eu grito o mais alto que posso Fazendo a melodia do coração
Se a vela apagar Estarei com o instrumento As partituras explodindo no peito A musica da tristeza e da solidão
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Pequeno guerreiro
Humano, desumano Baqueta, bateria Eu falhei, fracassei Poesia, poesia
Vício, maldito vício Abandono, começo de novo Recaí, sim recaí Mas não vou desistir Ah, não vou Porque sou um pequeno guerreiro
Você homem, compreende Escravo do desejo carnal A mensagem que estou passando Peço-te, não te entregue a este mal Valorize a tua fonte de vida Sexo é só um dos milhares de prazer Que Deus criou milímetricamente neste mundo
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Tolo sonhador
Eu matei o outro alguém Me tornei outra pessoa Tenho a maldição de ser um sonhador Vivendo em um lugar distante
A lua não fica longe Fazendo o melhor que posso Meu trabalho é criar mundos E os faço de coração
Uma flor, uma rosa Uma maldição que cresce Um câncer que consome a alma Uma fogueira pelo vento apagada
Procuro o sentido acreditanto no destino Ele resolverá tudo isso Não sendo forte bastante para chorar Mas fraco para magoar e bobo para sonhar
Quando a vela se apagar estarei em paz Irei para o paraíso que sonho Reecontrar as pessoas que amo Rir pelos rancor que guardei Chorar pelos arrependimentos e agradecer Pelos sonhos que tive
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Modificare
O ego e a alma explodindo Eu rezo sobre o instrumento Para alimentar as minhas mentiras Ninguém compreende meus sofrimentos Eu e você Aos olhos de outros nossa vida é um lixo Aos olhos de alguns perdemos o caminho A motivação não virá deste mundo Mas é tempo de mudar Ainda dá tempo de mudar Nós podemos mudar Nós vamos mudar
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Solitarius Lupus
Sou um ser incompreendido Continuo a viver sem um legado Então bate aquele medo de colher os frutos do passado
Vida não vivida, não me trate como se eu fosse seu filho Sou incapaz de te amar com esse coração cheio de vício
sNão entendo a filosofia entre pai e filho Sou um ser irracional Sou um animal Sou um lobo solitário
Queria enviar uma carta ao eu do futuro Para saber em que mundo longínquo estou E se as minhas poesias mudaram a realidade Ou se caí de cara no chão
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Desconhecido
Eu não sei o que será de mim Se eu acordar quero estar sozinho Este trem deixou de andar em trilhos Para um ferido a solidão é o melhor caminho
Se fiz algo de errado Senhor me julge por favor Tenho pena da morte Ela nem sempre é dor Nós enxergamos com medo o desconhecido Somos hipócritas querendo o paraíso
Ninguém é capaz de pensar no que há do outro lado Continuamos a viver como se não houvesse legado E o que for para ser será Não faz diferença para o mundo
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ORDEM E PROGRESSO
Ele nos contou mentiras Disse que não somos capazes Moralmente está morto Alienado incapaz de pensar
Somos meros números Representantes de um país sem futuro Vamos colher os frutos Não dá mais tempo de mudar
Do que adiantou o fim da escravidão? Do que adiantou a república então? Se agora somos governados por um bando de retardados
Ninguém honra a nossa bandeira Ninguém acredita no país da zoeira Brasileiro é marmita estragada Escravo do mesmo sistema
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Se o cantar dos pássaros eu tivesse
Se o cantar dos pássaros eu tivesse Eu cantaria aos anjos Se as asas deles eu tivesse Alçaria voo até a nossa árvore no Éden
Para onde há chuva É para onde devo voar E se o fim for um novo começo É no fim que quero estar
Não acredito em Deus, não, não, não Não acredito em Deus não, não, não Não tenho medo, não, não, não Não tenho medo. não, não, não
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Filho da fruta
Ofício, orifício Sim, o chamado cu Para que tu serves? Se tu fosses maior para eu me enfiar dentro Fazer uma autopenetração humana Me esconderia desses filhos da puta Falar bem a verdade, nem sei que merda estou fazendo Eu deveria estar morto Com um paletó de madeira daqueles bem grandes para os meus 128 KG E um buraco de 2 KM na terra Tudo para caber a minha gordura Acho que descontei a minha desgraça comendo porcaria Sou solteiro desde o útero, poeta desde o óvulo E um recente filho da fruta Sabe, quando a sua vida está um lixo você se torna uma pessoa ruím Você começa a botar culpa em outras pessoas Seu ego querendo sair pela boca É uma constante luta Mas se conseguir passar por isso, meu amigo Você vai se tornar um outro filho da fruta
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Bosta
Cheguei a uma conclusão insana Tudo está interligado O céu, as núvens, as estrelas O leite condensado, o nescau, as minhas sujas meias A minha cadela, o meu pai, a mortadela que coloco no pão Até o pedaço de bosta que sai da bunda Pois é, uma patologia insana E olha que não cheirei hoje Só espero que o destino arrume a pessoa certa para mim É óbvio que quero me apaixonar Quem não quer?