JOAO VITOR LIMA ROCHA

JOAO VITOR LIMA ROCHA

n. 2002 BR BR

Moro em Cascavel PR, tenho 18 anos.

n. 2002-03-12, Brasil

Perfil
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MELODIA DO CORAÇÃO


 Quando surge um problema
 Abro as partituras do peito 
 Com lágrimas sobre o instrumento
 Choro no violão

 Quando há buracos no caminho
 Acendo a luz que existe em mim
 Choro lágrimas de acordes para lavar a alma

 E se as rosas murcharem 
 Os jardins perdem o encanto
 A musica explode no meu peito
 Eu grito o mais alto que posso 
 Fazendo a melodia do coração

  Se a vela apagar
  Estarei com o instrumento
  As partituras explodindo no peito
  A musica da tristeza e da solidão
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Poemas

22

Medicinae


 Odeio versos, estrofes e tudo
 Odeio o que é certo
 Odeio o que é errado 
 Odeio poemas, poesias e o resto
 Me perguntaram se sou apaixonado por isso
 Eu dei risada
 O que eu amo é dar significado ao insignificável
 E este é o trabalho do operário poeta 
 Que enquanto mata um leão por dia 
 Têm que separar cada luta em palavras
 Porque se isso não faz, a cabeça não consegue descansar
 No travesseiro
 É, isso é coisa de louco
 É a droga mais pesada que já experimentei 
 É o vício mais insano 
 Se tivesse uma reabilitação para esses viciados
 Me internaria para sempre
 Só para convence-los a não usar espaços brancos em suas obras
 Porque a vida está cheia deles
238

Bellum



Mulher e filho se foram na guerra
Me viciei em drogas e Coca-cola
Isso não é passageiro
Eles não são só numeros
Por um lado meu olhar ganhou mil significados
Ficarei sozinho o resto da noite
Junto desta mudança repentina, os distintivos
Minha alma entra em conflito
Então acendo a luz que existe em mim
Para encontrar um jeito, uma maneira enquanto escrevo
De não me arrepender de ter honrado a bandeira
246

PROCLIVITAS


 PROCLIVITAS

Querido eu de dez anos atrás
Você é o meu herói
Você é o meu mapa infinito
Você está distante daqui

As paisagens antes em chamas
Moldaram o meu amanhã
Passei muito tempo tentando alcançar as estrelas
Sem ao menos saber como pular

Quando havia buracos no caminho
Gritei o mais alto que podia
Sentindo a dor de cada queda
Me revirando de ponta-cabeça atrás daquilo que queria

Hoje, em meu aniversario de sobriedade
Relembro o que perdi para este maldito vício
Me sentindo como uma criança
Hoje cruzo os sete mares lutando contra o eu antigo
266

Filho da fruta


 Ofício, orifício
 Sim, o chamado cu
 Para que tu serves?
 Se tu fosses maior para eu me enfiar dentro
 Fazer uma autopenetração humana
 Me esconderia desses filhos da puta
 Falar bem a verdade, nem sei que merda estou fazendo
 Eu deveria estar morto
 Com um paletó de madeira daqueles bem grandes para os meus 128 KG
 E um buraco de 2 KM na terra
 Tudo para caber a minha gordura
 Acho que descontei a minha desgraça comendo porcaria
 Sou solteiro desde o útero, poeta desde o óvulo
 E um recente filho da fruta
 Sabe, quando a sua vida está um lixo você se torna uma pessoa ruím 
 Você começa a botar culpa em outras pessoas
 Seu ego querendo sair pela boca
 É uma constante luta
 Mas se  conseguir passar por isso, meu amigo
 Você vai se tornar um outro filho da fruta
244

Muta


 

Como alguém pode me amar?
Com este coração analfabeto
A burrice aos poucos o consome
Moralmente esta morto
Deixou de andar nos trilhos
Murchou junto das rosas
Dizer “eu te amo“ a alguém é impossível
Para este escravo de um tolo cérebro
Ah, se eu tivesse uma chave para abri-lo...
Com certeza lhe daria um tiro
Porque gente burra o coração não merece
268

Casa menos


 Uma casa, dois filhos, uma mulher
 Para uns
 Eu repito
 Para uns
 Eu corrijo
 Para uma parte
 Para a maioria na sinceridade
 É um doloroso coice de cavalo
 Então há traições
 Então há agressões
 E por fim, o fim
 Daí o cara casa de novo
 Entra no mesmo círculo vicioso 
 Eu te pergunto
 Por que tu casa então, arrombado?
231

Viajante


 Uma alma escapou do inferno
 Deixou os solitários na terra
 Eles esqueceram de regar as plantas
 São máquinas pré-programadas para
 Fazer propagandas
 
 O viajante deixou o recado
 Não gostou das novidades
 Não gostou da poeira dos livros
 Odiou os cogumelos 
 Odiou as guerras nucleares

 
 Se houver um homem no céu
 Ele deve pensar coisas terriveis sobre nós
 Deixe as criança brincarem
 Deixe as crianças morrerem
 
 Se houver um homem no céu
 Ele deve pensar coisas terriveis sobre nós
 Sejam crianças obedientes
 Sejam crianças carentes
  E felizes por si só
111

É bom ouvir o som do vento


 É bom ouvir o som do vento
 Onde não há um coração batendo
 Nenhum monstro berrando
 Só o sol iluminando o campo
 Dizendo bom dia as flores

 Longe da poluição e dos engravatados
 Distante das buzinas
 Longe do barulho dos martelos
 Dos muros grandes
 O som dos galos e da água que escoa
 Dos rios

 E quando a noite chegar vestirei o terno
 Voltarei a ser um empregado
 Aceitar a vida de alienado
 Trocar a tranquilidade dos campos 
 Pelo caos da cidade grande
 
138

TOLO SONHADOR




 Eu matei o outro alguém
 Me tornei outra pessoa
 Tenho a maldição de ser um sonhador 
 Vivendo em um lugar distante
 
 A lua não fica longe
 Fazendo o melhor que posso
 Meu trabalho é criar mundos
 E os faço de coração

 Uma flor, uma rosa
 Uma maldição que cresce
 Um câncer  que consome a alma
 Uma fogueira pelo vento apagada

 Procuro o sentido acreditanto no destino
 Ele resolverá tudo isso
 Não sendo forte bastante para chorar
 Mas fraco para magoar e bobo para sonhar

 Quando a vela se apagar estarei em paz
 Irei para o paraíso que sonho
 Reecontrar as pessoas que amo
 Rir pelos rancor que guardei
 Chorar pelos arrependimentos e agradecer
 Pelos sonhos que tive
121

Tal pai, não filho


 Ninguém compreende
 Nasci em uma geração de loucos
 Não há cara a cara
 Não há olho no olho
 E os pais não entendem onde estão
 Os filhos
 Com seus celulares, em mundos longinquo

 Não se preocupe com isso 
 Não se preocupe com isso
 É a magia do tempo
 Tal pai, não filho

 Os aviões estão voando
 As paisagens em chamas
 As novas lendas surgindo
 Moldarão o amanhã
  
  As bandas que antes tocavam
  Estão na última fileira do bar
  Ninguém compra mais discos
  A sociedade desaprendeu a falar 

  Não se preocupe com isso
  Não se preocupe com isso
  Os bebês começaram a andar
  Tal pai, não filho
148

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