Morte
morte, como eu devo te ver?
Eu te temo e não deixo de pensar em você
tantas perdas recentes, tantas emoções emergentes
eu te temo, mas não se engane
quando te encontrar como uma velha amiga será
pois ao teu minha vida estava, a espera de me saquear
mas morte, eu não posso negar
pessoas próximas a mim você machucou
mesmo sem escolha ou alternativa
meu próprio fim é uma consequência
mas a dos outros eu não sei o que falar
“é apenas dormir e nunca mais acordar”
recentemente ouvi
mas de imediato em resposta disseram que isso não queriam
a dor na voz do emissor era nitida
talvez alguma consequência do amor
não lhe odeio, mas não sei te amo
a um amigo seu toque machucou
e perdão eu não posso lhe dar
talvez abaixo da mascara exista uma alma
que ao seu lado de dor irá chorar
THANATOS
a beira da morte lhe convocarei
e de thanatos o chamarei
irmão de hipnos, seria a em um sonho que te verei
um plagio barato para ti, não acha? Pequeno rei
rei dos mortos ah sim, será que assim lhe chamei?
Thanatos, como teu rosto a de ser?
Tantas representações de ti já antes encontrei
um mascarado alado, um mero mortal e até em uma tunica cujo rosto está a esconder
ah thanatos, não sei descrever o que senti quando te chamei
mas curisoso fico qual será a reação quando descobrir que acabei de morrer
MEMENTO MORI
Durante a noite um lembrete assustador me ocorreu
a lembrança da mortalidade, minha alma corroia
de repente o tempo parou
o medo que sentia fez meu coração por um intante parar de bater
“não estou pronto” ao silencio gritei
memento mori no quarto o vento soou
a lembrança da mortalidade me assombrou
quantos pensamentos naquele mero instante tive?
Uma pessoa querida que desejava ligar, mas tive medo
lugares que jamais poderei conhecer
ou a simples impotencia perante a minha fragilidade
sou fraco e desperdicei muito, a que custo?
Uma vida segura ou uma menos, no fim daria no mesmo
uma jornada até a cova que todos traçamos
a minha seria esquecida abaixo da terra junta de meu corpo
a morte nunca foi e nunca será um caçador sem o vosso conhecimento
mas a negamos e ignoramos para esquecermos de nossas limitações
porém, mesmo que a neguemos ela sempre nos rondara
na mesa de bar ou na cama iluminada pela lua
dizem que a jornada até a cova não deve ser feita sem esperança
mas que esperança ter no fim?
a história de um viajante vive
mas apenas valorizada por aqueles que se despediram dele
e minha historia? Será ela valorizada?
Serei lembrado como alguns ou esquecido como a maioria?
Por que esses pensamentos agora vieram para deixar minha mente atonita?
Seria esse pensamento um aviso?
Memento mori
lembre-se de que é um mortal
um lembrete que durante aquela noite não deixei de pensar
a impotência perante a vida e a jornada até a cova
a minha espera por um caçador de me buscou durante muito tempo
Noite dourada
nesta noite de verão, algo estranho me aconteceu
um céu com um tom dourado parece que me escolheu
o seu degrade de lilás a azul dos dois lados se via
mas ao norte, a lua o céu inteiro preenche
não em seu tom prateado de sempre
muito menos na ausência completa, tendo apenas sua silhueta
mas como um sol, sua luz está dourada
nesta noite onde a tristeza me encontrou
e todos meus atos me encontro a questionar
esse simples sinal que um sentido apenas eu venho a dar
abre meu peito com certa esperança
um conselho sábio que jamais esquecerei e a ti venho dar
quando estiver triste não olhe para o chão onde está os seus pés
mas para o espaço onde estão as estrelas
afinal, mesmo sem motivo, elas te farão sonha
ego
Durante a noite
um estranho sonho veio a me procurar
preso dentro de um labirinto
e de guia apenas o instinto
Neste sonho, quatro objetos precisava encontrar
o coração batia acelerado e o medo era constante
cada gota do meu sangue corria com o desespero
e a ausência de folêgo era delirante
A fuga era preciso para sobreviver
que irônia para quem um dia quis tanto morrer
o monstro que me seguia
constantemente afligia minha mente
Medo
Desespero
Angústia
E covardia
Foram todos os sentimentos que sentia
enquanto corria na luz ele apareceu
e qual não foi o meu espanto
ao descobrir que o monstro sou eu
O jantar
Nesta bela noite, o jantar foi especial
as cadeiras todas cheias estavam
e o anfitrião foi um sujeito legal
a comida foi servida graciosamento, como todos esperavam
e dentro das gargalhadas e conversas, uma peculiaridade se encontrava
a mesa cheia e os convidados que ali se encontrava
eram diferentes e únicos, mas uma igualdade em comum existia
a origem dessas personas era eu
todos uma parte de mim e ao mesmo tempo seres únicos
tinhamos ali, joker, a carta fora do baralho
nume também se encontrava, o gênio entediado
o viajante é impossivel de esquecer, com suas historia e planos que sempre narrava
eram todos únicos e todo tipo de peculiaridade se encaixava
o anfitrião parecia sorrir, apesar da tristeza em seu olhar
uma parte que não era de ti ali não se encontrara
todas as noites em seus sonhos aparecia
mas ao acordar era com pesar que o coração estava
nesta noite a lua brilhou de modo especial
o jantar único se fez e todos ali continuavam
sob a brisa fresca da noite e o céu azul
eles cantavam e sua voz que única soava
preencheu o vazio daqueles que perto se escutava
Suicidio social
Na multidão os vivos são dificieis de se achar
Mas a todo momento vejo cadáveres por aí andando
Pessoas que a tanto tempo se foram
Mas ninguém notou
Um suicídio social
É algo triste de se pensar
E muito fácil de se achar
Nesta peça de teatro
Onde todos os atores
Máscaras costumam utilizar
Deixamos as massas nos controlar
E uma desumana cultura comandar
As marcas nos definem
E o dinheiro nos compra
Dizem que em terra de cego
Quem tem olho é rei
Mas todos os olhos estão vendados
E os corpos amontoados
Sem titulo 4
Durante uma noite eu estava a caminhar
Em uma densa floresta onde o cheiro do medo pairava no ar
Andava e andava, pois não tinha trilha para me guia
Até que então em meio a densa floresta algo incrível aconteceu
No centro de toda aquela escuridão um lindo paraíso se escondeu
Flores de tão diversos tipos que jamais na vida tamanha beleza novamente veria
Nas arvores da floresta haviam iluminarias e vagalumes
Sob o céu estrelado estava a lua em seu apogeu
No centro daquele paraíso perdido estava um magnifico lago
Sob ele diversos lótus se via
Ao seu redor diversas flores estavam, o vento fresco em meu rosto batia
Mas diante de tanta beleza e flores uma em especial chamava atenção
Não era uma rosa ou uma margarita
Muito menos um dente de leão
Em meio a todo aquele cenário um pequeno lírio se escondia
Sua cor branca realçada pelo brilho do luar azul
Suas delicadas pétalas lá estavam a desabrochar
Diante de tanta magia e mistério um tímido lírio a atenção chamava
Dei um passo até ele, saindo de meu estado estagnado
Nos lados conseguia ver lindos girassóis
Uma rosa e um cravo azul ali também estavam
Sentei-me ao lado do lírio
De frente ao lago eu via algumas carpas no fundo e um incrível espelho d’água
Todas as estrelas estavam ali
Comprimidas ao tamanho de um lago
Todo o ar de terror que antes assombrava havia passado
Deite-me na grama estando cercado pelo mais lindo lugar já visto
Olhando para o céu vi uma estrela cadente
Meu pedido foi para aquele lindo lírio intacto ficar
E neste mesmo momento a mim mesmo prometi
Que aquele lugar jamais poderia eu abandonar
sem titulo 3
Meu coração está sob grande pesar
Meus olhos estão se recusando a chorar
Quando olho para meu braço, tudo o que desejo é novos cortes formar
Por que novamente me encontro próximo de desabar?
Felicidade é um enigma que jamais consegui decifrar
Falsas esperanças estou cansado de criar
Será que algum dia o pierrô irá para parar de chorar?
Ou a plateia irá ver antes, além do que a maquiagem deixa a parecer?
Em diversos momentos quero me matar
Na maioria das manhãs desejo gritar
Durante a noite quero ver o desespero me largar
Só quero ganhar asas para voar
Não é em passargada que quero deixar minha alma
Não é em uma torre que quero definhar
Apesar de como Ismalia, eu fico a desejar
Tanto a lua do céu
Quanto a lua do mar
Noite dessas um estranho sonho em minha cabeça ecoava
Nele ao lado de Morpheus eu estava
E do alto a morte me observava
Enquanto no céu o sol nos deixava
Sem sol
E sem lua
Sob um vazio azul
Onde o corpo uiva
E a alma põe-se a chorar
sem titulo 2
Nesta densa noite estou a devanear
Sobre dores e saudades que não querem me abandonar
Aqui na minha torre pus-me a repousar
Mas meu coração sobre você não se recusa a pensar
Assim como Lenora os céus chamam por seu nome
E assim como Ismalia passo a desejar
Tanto a lua do céu
Quanto a lua do mar
Meu coração em uma infinita repetição entrou
E nela diversas vezes já se quebrou
Na torre que me pus a repousar
Vejo você no sonhar
O amanhã medo está a me trazer
Por não saber o que irá acontecer quando ver você
Em meus devaneios estou aconchegado em seus braços
Em meus pesadelos estou só com lágrimas que se recusam a parar de cair
Me questiono o que iria acontecer
Quando meu falso sorriso desaparecer
E a minha verdadeira dor se mostrar
Em um lugar que não fosse sob o luar
Sob uma lua de vidro estou a trabalhar
Sob uma lua fria estou a sonhar
Abaixo do céu
E acima do mar
Em meu coração existe um pesar
Que há você, tento não mostrar
De dia o peso me faz querer chorar
De noite tentar vomitar
Achei que você soubesse
Mas a verdade selada estava
Só nunca imaginei
Que seria eu, o destinado a te contar
Na torre que me coloquei
Tento o passado esquecer
E no futuro não pensar
Mas está difícil, no presente, me concentrar
Estou abaixo do céu
E sob o luar
Longe de você
E distante do sonhar
Talvez como Ismalia da torre devesse me jogar
Para como icaro livremente voar
Mas tal desejo não posso realizar
Pois no amanhecer é ao seu lado que quero estar