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olá pode me chamar de joker, sou um artista independente que apenas deseja transformar o mundo dando a ele parte do meu, seja bem vindo e espero que goste

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Noite dourada

nesta noite de verão, algo estranho me aconteceu
um céu com um tom dourado parece que me escolheu
o seu degrade de lilás a azul dos dois lados se via
mas ao norte, a lua o céu inteiro preenche

não em seu tom prateado de sempre
muito menos na ausência completa, tendo apenas sua silhueta
mas como um sol, sua luz está dourada

nesta noite onde a tristeza me encontrou
e todos meus atos me encontro a questionar
esse simples sinal que um sentido apenas eu venho a dar
abre meu peito com certa esperança

um conselho sábio que jamais esquecerei e a ti venho dar
quando estiver triste não olhe para o chão onde está os seus pés
mas para o espaço onde estão as estrelas
afinal, mesmo sem motivo, elas te farão sonha
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Poemas

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Noite dourada

nesta noite de verão, algo estranho me aconteceu
um céu com um tom dourado parece que me escolheu
o seu degrade de lilás a azul dos dois lados se via
mas ao norte, a lua o céu inteiro preenche

não em seu tom prateado de sempre
muito menos na ausência completa, tendo apenas sua silhueta
mas como um sol, sua luz está dourada

nesta noite onde a tristeza me encontrou
e todos meus atos me encontro a questionar
esse simples sinal que um sentido apenas eu venho a dar
abre meu peito com certa esperança

um conselho sábio que jamais esquecerei e a ti venho dar
quando estiver triste não olhe para o chão onde está os seus pés
mas para o espaço onde estão as estrelas
afinal, mesmo sem motivo, elas te farão sonha
174

Suicidio social

Na multidão os vivos são dificieis de se achar
Mas a todo momento vejo cadáveres por aí andando
Pessoas que a tanto tempo se foram
Mas ninguém notou

Um suicídio social
É algo triste de se pensar
E muito fácil de se achar
Nesta peça de teatro
Onde todos os atores
Máscaras costumam utilizar

Deixamos as massas nos controlar
E uma desumana cultura comandar
As marcas nos definem
E o dinheiro nos compra

Dizem que em terra de cego
Quem tem olho é rei
Mas todos os olhos estão vendados
E os corpos amontoados
182

ego

Durante a noite
um estranho sonho veio a me procurar
preso dentro de um labirinto
e de guia apenas o instinto

Neste sonho, quatro objetos precisava encontrar
o coração batia acelerado e o medo era constante
cada gota do meu sangue corria com o desespero
e a ausência de folêgo era delirante

A fuga era preciso para sobreviver
que irônia para quem um dia quis tanto morrer
o monstro que me seguia
constantemente afligia minha mente

Medo
Desespero
Angústia
E covardia

Foram todos os sentimentos que sentia
enquanto corria na luz ele apareceu
e qual não foi o meu espanto
ao descobrir que o monstro sou eu
186

Morte

Sobre a morte é difícil escrever
Tem muito a se pensar
E pouco a dizer

Ela que traz consigo uma beleza sombria
Jamais poderia ser descrita
Ela foi a segunda a surgir
Traz mistérios em si
E nunca esquecera de ti

Dizem que uma vez por ano ela se torna viva
Para entender a experiencia que passa aqueles que leva
Em dois momentos da vida sei que a vi
Um enquanto vivo e outro quando parti
192

sonhos

Enquanto dormia Morpheus veio me presentear
Com um sonho bom que não se encontra em qualquer lugar
Não era intenso, mas ainda me deixou sem ar

Ontem um pesadelo tive, não era com monstros e nem em nenhum inferno
Mas a cena que via, apesar de feliz, acabava com meu eu interno
Dela eu fugi, mas uma única persona foi me seguir
E a ela eu tive que responder boquiaberto
Acordei gritando “porque ainda te amo”
E esse grito ecoou até o inferno

No sonho que Morpheus me deu hoje
Eu estava ao lado dela, e ao contrario do que virá antes, tudo estava certo
Ao acordar não fiquei triste por aquilo acabar
Mas comecei a me questionar se sonhos podem realmente continuar

O sentimento que tive não era de novo ou diferente
Mas de um trecho equivalente
Dor e amor
Tristeza e amargor

Espero que o sonho de Morpheus venha a se concretizar
Pois pesadelos estou cansado de vivenciar
Talvez assim a realidade irá acabar
Do vivido verde para o profundo azul do mar
187

Sonho

O sonho aqui está
Vivendo no seu paraíso chamado sonhar
Utiliza um manto preto
E não possui muitas expressões para esboçar

Seus olhos são negros e profundos
Da para estrelas no fundo enxergar
Que não param de cintilar
A profundidade de seu ser em sua voz também se pode notar
Sempre que ele fala
Parece que tem um sussurro em sua alma

Por muitos nomes é chamado
Morpheus, grande moldador e Sandman
Mas independente do que o chamar
Antes de dormir ele estará lá
Para as areias magicas em seus olhos jogar

Ao inferno foi e voltou
No mundo mundano caminhou
Mas foi no sonhar que ficou

Ele possui um saco de areia magica
Um elmo feito de ossos de um deus morto
E um rubi onde colocou parte de seu poder
Itens importantes para se proteger

Após sangue da família derramar
Uma perspectiva se perdeu
Mas uma nova em seu lugar passou a ficar
Porém para nós meros mortais o sonho jamais morreu

Quando for dormir
Boa noite ele dará
E por meio da areia magica
Um bom sonho você poderá ganhar
189

O jantar

Nesta bela noite, o jantar foi especial
as cadeiras todas cheias estavam
e o anfitrião foi um sujeito legal
a comida foi servida graciosamento, como todos esperavam
e dentro das gargalhadas e conversas, uma peculiaridade se encontrava

a mesa cheia e os convidados que ali se encontrava
eram diferentes e únicos, mas uma igualdade em comum existia
a origem dessas personas era eu
todos uma parte de mim e ao mesmo tempo seres únicos

tinhamos ali, joker, a carta fora do baralho
nume também se encontrava, o gênio entediado
o viajante é impossivel de esquecer, com suas historia e planos que sempre narrava
eram todos únicos e todo tipo de peculiaridade se encaixava

o anfitrião parecia sorrir, apesar da tristeza em seu olhar
uma parte que não era de ti ali não se encontrara
todas as noites em seus sonhos aparecia
mas ao acordar era com pesar que o coração estava

nesta noite a lua brilhou de modo especial
o jantar único se fez e todos ali continuavam
sob a brisa fresca da noite e o céu azul
eles cantavam e sua voz que única soava
preencheu o vazio daqueles que perto se escutava
185

Destino

O destino em seu jardim está caminhando
Carregando sempre o livro que preso a ele está
O destino está sempre a história observando
Mas nunca sabe como ela irá terminar

O primeiro dos perpétuos
Utiliza uma túnica
E cheira a livro velho
Tendo este como o objeto que o representa

Nasceu cego
E seu próprio destino não se pode enxergar
Nada é determinado
A vida em constante mudança está

Em seus jardins, você pode anda pelo caminho que mais gostar
Mas não importa o que escolha quando para trás olhar
Apenas uma trilha haverá
E mesmo depois da morte sua estrada continuará
190

luar de vidro

Numa noite de outono
Abaixo de um céu frio
E cheio de um sentimento vazio
Uma tímida e gélida luz branca iluminava meu ser

Sua frágil existência era refletida por pequenas poças d’agua
Olhei para cima tentando entender
O porquê daquela luz branca o ambiente amarelo preencher
Foi que vi uma simples lâmpada

Dentro do frio e do vazio
Envolta por um monocromático amarelo
Uma única lâmpada se destaca
Como uma lua de vidro que sozinha brilhava
172

Destruição

Destruição é um perpetuo interessante
Desistiu de trabalhar
Sua função como perpetuo quis abandonar
E contra sua natureza lutar

Em uma ilha ele quis se isolar
Onde tentava pintar e cozinhar
Ele notou que não era necessário incentivar
O caos e a mudança sozinhos iriam se sustentar

Toda criação precisa da destruição
Todo objeto destruído já foi uma construção moderna
Contra sua natureza decidiu lutar
E a contrario do proposto, ele tentou criar
184

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