Destino
O destino em seu jardim está caminhando
Carregando sempre o livro que preso a ele está
O destino está sempre a história observando
Mas nunca sabe como ela irá terminar
O primeiro dos perpétuos
Utiliza uma túnica
E cheira a livro velho
Tendo este como o objeto que o representa
Nasceu cego
E seu próprio destino não se pode enxergar
Nada é determinado
A vida em constante mudança está
Em seus jardins, você pode anda pelo caminho que mais gostar
Mas não importa o que escolha quando para trás olhar
Apenas uma trilha haverá
E mesmo depois da morte sua estrada continuará
Sonho
O sonho aqui está
Vivendo no seu paraíso chamado sonhar
Utiliza um manto preto
E não possui muitas expressões para esboçar
Seus olhos são negros e profundos
Da para estrelas no fundo enxergar
Que não param de cintilar
A profundidade de seu ser em sua voz também se pode notar
Sempre que ele fala
Parece que tem um sussurro em sua alma
Por muitos nomes é chamado
Morpheus, grande moldador e Sandman
Mas independente do que o chamar
Antes de dormir ele estará lá
Para as areias magicas em seus olhos jogar
Ao inferno foi e voltou
No mundo mundano caminhou
Mas foi no sonhar que ficou
Ele possui um saco de areia magica
Um elmo feito de ossos de um deus morto
E um rubi onde colocou parte de seu poder
Itens importantes para se proteger
Após sangue da família derramar
Uma perspectiva se perdeu
Mas uma nova em seu lugar passou a ficar
Porém para nós meros mortais o sonho jamais morreu
Quando for dormir
Boa noite ele dará
E por meio da areia magica
Um bom sonho você poderá ganhar
Desespero
Desespero sozinha em seu reino está
Orgulho lá não há
Relutante é como ela deve estar
Sabe-se que seus lábios ela gosta de cortar
Antes os corações estavam cheios de desejos
Depois de com ela se encontrar apenas lagrimas iram se achar
Quando a esperança se acaba
Quando os sonhos deixam de existir
Quando desejo terminou de brincar
E a morte mais perto parecer estar
Desespero será a única que ao seu lado irá estar
Morte
morte, como eu devo te ver?
Eu te temo e não deixo de pensar em você
tantas perdas recentes, tantas emoções emergentes
eu te temo, mas não se engane
quando te encontrar como uma velha amiga será
pois ao teu minha vida estava, a espera de me saquear
mas morte, eu não posso negar
pessoas próximas a mim você machucou
mesmo sem escolha ou alternativa
meu próprio fim é uma consequência
mas a dos outros eu não sei o que falar
“é apenas dormir e nunca mais acordar”
recentemente ouvi
mas de imediato em resposta disseram que isso não queriam
a dor na voz do emissor era nitida
talvez alguma consequência do amor
não lhe odeio, mas não sei te amo
a um amigo seu toque machucou
e perdão eu não posso lhe dar
talvez abaixo da mascara exista uma alma
que ao seu lado de dor irá chorar
THANATOS
a beira da morte lhe convocarei
e de thanatos o chamarei
irmão de hipnos, seria a em um sonho que te verei
um plagio barato para ti, não acha? Pequeno rei
rei dos mortos ah sim, será que assim lhe chamei?
Thanatos, como teu rosto a de ser?
Tantas representações de ti já antes encontrei
um mascarado alado, um mero mortal e até em uma tunica cujo rosto está a esconder
ah thanatos, não sei descrever o que senti quando te chamei
mas curisoso fico qual será a reação quando descobrir que acabei de morrer
MEMENTO MORI
Durante a noite um lembrete assustador me ocorreu
a lembrança da mortalidade, minha alma corroia
de repente o tempo parou
o medo que sentia fez meu coração por um intante parar de bater
“não estou pronto” ao silencio gritei
memento mori no quarto o vento soou
a lembrança da mortalidade me assombrou
quantos pensamentos naquele mero instante tive?
Uma pessoa querida que desejava ligar, mas tive medo
lugares que jamais poderei conhecer
ou a simples impotencia perante a minha fragilidade
sou fraco e desperdicei muito, a que custo?
Uma vida segura ou uma menos, no fim daria no mesmo
uma jornada até a cova que todos traçamos
a minha seria esquecida abaixo da terra junta de meu corpo
a morte nunca foi e nunca será um caçador sem o vosso conhecimento
mas a negamos e ignoramos para esquecermos de nossas limitações
porém, mesmo que a neguemos ela sempre nos rondara
na mesa de bar ou na cama iluminada pela lua
dizem que a jornada até a cova não deve ser feita sem esperança
mas que esperança ter no fim?
a história de um viajante vive
mas apenas valorizada por aqueles que se despediram dele
e minha historia? Será ela valorizada?
Serei lembrado como alguns ou esquecido como a maioria?
Por que esses pensamentos agora vieram para deixar minha mente atonita?
Seria esse pensamento um aviso?
Memento mori
lembre-se de que é um mortal
um lembrete que durante aquela noite não deixei de pensar
a impotência perante a vida e a jornada até a cova
a minha espera por um caçador de me buscou durante muito tempo
sem titulo 3
Meu coração está sob grande pesar
Meus olhos estão se recusando a chorar
Quando olho para meu braço, tudo o que desejo é novos cortes formar
Por que novamente me encontro próximo de desabar?
Felicidade é um enigma que jamais consegui decifrar
Falsas esperanças estou cansado de criar
Será que algum dia o pierrô irá para parar de chorar?
Ou a plateia irá ver antes, além do que a maquiagem deixa a parecer?
Em diversos momentos quero me matar
Na maioria das manhãs desejo gritar
Durante a noite quero ver o desespero me largar
Só quero ganhar asas para voar
Não é em passargada que quero deixar minha alma
Não é em uma torre que quero definhar
Apesar de como Ismalia, eu fico a desejar
Tanto a lua do céu
Quanto a lua do mar
Noite dessas um estranho sonho em minha cabeça ecoava
Nele ao lado de Morpheus eu estava
E do alto a morte me observava
Enquanto no céu o sol nos deixava
Sem sol
E sem lua
Sob um vazio azul
Onde o corpo uiva
E a alma põe-se a chorar
sem titulo 2
Nesta densa noite estou a devanear
Sobre dores e saudades que não querem me abandonar
Aqui na minha torre pus-me a repousar
Mas meu coração sobre você não se recusa a pensar
Assim como Lenora os céus chamam por seu nome
E assim como Ismalia passo a desejar
Tanto a lua do céu
Quanto a lua do mar
Meu coração em uma infinita repetição entrou
E nela diversas vezes já se quebrou
Na torre que me pus a repousar
Vejo você no sonhar
O amanhã medo está a me trazer
Por não saber o que irá acontecer quando ver você
Em meus devaneios estou aconchegado em seus braços
Em meus pesadelos estou só com lágrimas que se recusam a parar de cair
Me questiono o que iria acontecer
Quando meu falso sorriso desaparecer
E a minha verdadeira dor se mostrar
Em um lugar que não fosse sob o luar
Sob uma lua de vidro estou a trabalhar
Sob uma lua fria estou a sonhar
Abaixo do céu
E acima do mar
Em meu coração existe um pesar
Que há você, tento não mostrar
De dia o peso me faz querer chorar
De noite tentar vomitar
Achei que você soubesse
Mas a verdade selada estava
Só nunca imaginei
Que seria eu, o destinado a te contar
Na torre que me coloquei
Tento o passado esquecer
E no futuro não pensar
Mas está difícil, no presente, me concentrar
Estou abaixo do céu
E sob o luar
Longe de você
E distante do sonhar
Talvez como Ismalia da torre devesse me jogar
Para como icaro livremente voar
Mas tal desejo não posso realizar
Pois no amanhecer é ao seu lado que quero estar
Sem titulo 1
Negro como o céu noturno é seu olhar
Doce como as flores é o perfume que você deixa exalar
Sua pele é lisa como seda
E branca como as nuvens
Seus lábios eram frios como um dia de inverno
Mas de maneira quente você meu coração palpitante
Orgulho e ira
Combinação melhor que está não consigo imaginar
Lembro do primeiro dia que te vi
Da primeira conversa que tive
Do primeiro abraço que recebi
E do adeus que fiquei
Ainda hoje do toque de suas mãos consigo me lembrar
O seu abraço já faz falta
Suas lagrimas me arrependo de não conseguir enxugar
Ao te ver meu coração põe-se a chorar
Na vida nunca conheci dor pior que o amor
Ao menos era o que pensava
Até de vermelho ver seu pulso se manchar
Queria naqueles momentos ao seu lado estar
Iriamos o mundo desvendar
Essa suja realidade mudar
Um sorriso em seu rosto é meu sonho colocar
E por meio do amor te completar
Oh sim, ainda me lembro nestas saudades imortais
Daquele abraço
Da vontade de seus lábios beijar
E do sussurro que em ouvido você a de deixar
As vezes na calada da noite sob o luar
Ainda desejo naquelas palavras acreditar
Mas sempre que nos vemos sem conversar
Meu coração novamente se põe a chorar
Desejo
Desejo gosta de provocar
Sua aparência andrógina é de se admirar
O aroma de pêssego da sua memoria jamais ira se apagar
Seu vicio em cigarros é fácil de se notar
Desejo gosta de provocar
Não percebe que a função dos perpétuos não é comandar
O que eles fariam sem o desejo?
Ele ficava a se perguntar
Desejo ama provocar
Seu irmão sonho era o mais divertido de brincar
Desespero e delírio são fáceis de manipular
Destino e morte é melhor longe ficar
O reino de desejo
Não poderia ser menos grandioso que o mesmo
Em uma estatua de si mesmo é se encontra seu lugar de governar
Mas é no coração onde você ira o encontrar