joker_

joker_

olá pode me chamar de joker, sou um artista independente que apenas deseja transformar o mundo dando a ele parte do meu, seja bem vindo e espero que goste

Perfil
3 414 Visualizações

Noite dourada

nesta noite de verão, algo estranho me aconteceu
um céu com um tom dourado parece que me escolheu
o seu degrade de lilás a azul dos dois lados se via
mas ao norte, a lua o céu inteiro preenche

não em seu tom prateado de sempre
muito menos na ausência completa, tendo apenas sua silhueta
mas como um sol, sua luz está dourada

nesta noite onde a tristeza me encontrou
e todos meus atos me encontro a questionar
esse simples sinal que um sentido apenas eu venho a dar
abre meu peito com certa esperança

um conselho sábio que jamais esquecerei e a ti venho dar
quando estiver triste não olhe para o chão onde está os seus pés
mas para o espaço onde estão as estrelas
afinal, mesmo sem motivo, elas te farão sonha
Ler poema completo

Poemas

21

Noite dourada

nesta noite de verão, algo estranho me aconteceu
um céu com um tom dourado parece que me escolheu
o seu degrade de lilás a azul dos dois lados se via
mas ao norte, a lua o céu inteiro preenche

não em seu tom prateado de sempre
muito menos na ausência completa, tendo apenas sua silhueta
mas como um sol, sua luz está dourada

nesta noite onde a tristeza me encontrou
e todos meus atos me encontro a questionar
esse simples sinal que um sentido apenas eu venho a dar
abre meu peito com certa esperança

um conselho sábio que jamais esquecerei e a ti venho dar
quando estiver triste não olhe para o chão onde está os seus pés
mas para o espaço onde estão as estrelas
afinal, mesmo sem motivo, elas te farão sonha
176

Suicidio social

Na multidão os vivos são dificieis de se achar
Mas a todo momento vejo cadáveres por aí andando
Pessoas que a tanto tempo se foram
Mas ninguém notou

Um suicídio social
É algo triste de se pensar
E muito fácil de se achar
Nesta peça de teatro
Onde todos os atores
Máscaras costumam utilizar

Deixamos as massas nos controlar
E uma desumana cultura comandar
As marcas nos definem
E o dinheiro nos compra

Dizem que em terra de cego
Quem tem olho é rei
Mas todos os olhos estão vendados
E os corpos amontoados
184

Morte

Sobre a morte é difícil escrever
Tem muito a se pensar
E pouco a dizer

Ela que traz consigo uma beleza sombria
Jamais poderia ser descrita
Ela foi a segunda a surgir
Traz mistérios em si
E nunca esquecera de ti

Dizem que uma vez por ano ela se torna viva
Para entender a experiencia que passa aqueles que leva
Em dois momentos da vida sei que a vi
Um enquanto vivo e outro quando parti
195

ego

Durante a noite
um estranho sonho veio a me procurar
preso dentro de um labirinto
e de guia apenas o instinto

Neste sonho, quatro objetos precisava encontrar
o coração batia acelerado e o medo era constante
cada gota do meu sangue corria com o desespero
e a ausência de folêgo era delirante

A fuga era preciso para sobreviver
que irônia para quem um dia quis tanto morrer
o monstro que me seguia
constantemente afligia minha mente

Medo
Desespero
Angústia
E covardia

Foram todos os sentimentos que sentia
enquanto corria na luz ele apareceu
e qual não foi o meu espanto
ao descobrir que o monstro sou eu
187

luar de vidro

Numa noite de outono
Abaixo de um céu frio
E cheio de um sentimento vazio
Uma tímida e gélida luz branca iluminava meu ser

Sua frágil existência era refletida por pequenas poças d’agua
Olhei para cima tentando entender
O porquê daquela luz branca o ambiente amarelo preencher
Foi que vi uma simples lâmpada

Dentro do frio e do vazio
Envolta por um monocromático amarelo
Uma única lâmpada se destaca
Como uma lua de vidro que sozinha brilhava
173

Destruição

Destruição é um perpetuo interessante
Desistiu de trabalhar
Sua função como perpetuo quis abandonar
E contra sua natureza lutar

Em uma ilha ele quis se isolar
Onde tentava pintar e cozinhar
Ele notou que não era necessário incentivar
O caos e a mudança sozinhos iriam se sustentar

Toda criação precisa da destruição
Todo objeto destruído já foi uma construção moderna
Contra sua natureza decidiu lutar
E a contrario do proposto, ele tentou criar
186

Desespero

Desespero sozinha em seu reino está
Orgulho lá não há
Relutante é como ela deve estar

Sabe-se que seus lábios ela gosta de cortar
Antes os corações estavam cheios de desejos
Depois de com ela se encontrar apenas lagrimas iram se achar

Quando a esperança se acaba
Quando os sonhos deixam de existir
Quando desejo terminou de brincar
E a morte mais perto parecer estar
Desespero será a única que ao seu lado irá estar
174

sonhos

Enquanto dormia Morpheus veio me presentear
Com um sonho bom que não se encontra em qualquer lugar
Não era intenso, mas ainda me deixou sem ar

Ontem um pesadelo tive, não era com monstros e nem em nenhum inferno
Mas a cena que via, apesar de feliz, acabava com meu eu interno
Dela eu fugi, mas uma única persona foi me seguir
E a ela eu tive que responder boquiaberto
Acordei gritando “porque ainda te amo”
E esse grito ecoou até o inferno

No sonho que Morpheus me deu hoje
Eu estava ao lado dela, e ao contrario do que virá antes, tudo estava certo
Ao acordar não fiquei triste por aquilo acabar
Mas comecei a me questionar se sonhos podem realmente continuar

O sentimento que tive não era de novo ou diferente
Mas de um trecho equivalente
Dor e amor
Tristeza e amargor

Espero que o sonho de Morpheus venha a se concretizar
Pois pesadelos estou cansado de vivenciar
Talvez assim a realidade irá acabar
Do vivido verde para o profundo azul do mar
189

Destino

O destino em seu jardim está caminhando
Carregando sempre o livro que preso a ele está
O destino está sempre a história observando
Mas nunca sabe como ela irá terminar

O primeiro dos perpétuos
Utiliza uma túnica
E cheira a livro velho
Tendo este como o objeto que o representa

Nasceu cego
E seu próprio destino não se pode enxergar
Nada é determinado
A vida em constante mudança está

Em seus jardins, você pode anda pelo caminho que mais gostar
Mas não importa o que escolha quando para trás olhar
Apenas uma trilha haverá
E mesmo depois da morte sua estrada continuará
192

fada verde

Oh fada verde que se esconde nas garrafas de absinto
Seu doce sabor encanta pintores e poetas
Tua magia está nas artes a eras
Você é realmente uma admirável donzela

Seu sabor puro jamais poderá ser degustado
Nós meros mortais adoçamos e diluímos tua magia
Mas você como és bondosa
Permite o acesso a incríveis devaneios

Os bebedores do outro lado da rua
Os amantes com corações palpitantes
Os sonhadores que vislumbram suas fantasias sob a luz da lua
Os perdidos que tentam criar seus caminhos

Todos unidos por você fada verde
Por tua magia
Por tua hora verde
Por você, oh vislumbrante fada
175

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.