ego
Durante a noite
um estranho sonho veio a me procurar
preso dentro de um labirinto
e de guia apenas o instinto
Neste sonho, quatro objetos precisava encontrar
o coração batia acelerado e o medo era constante
cada gota do meu sangue corria com o desespero
e a ausência de folêgo era delirante
A fuga era preciso para sobreviver
que irônia para quem um dia quis tanto morrer
o monstro que me seguia
constantemente afligia minha mente
Medo
Desespero
Angústia
E covardia
Foram todos os sentimentos que sentia
enquanto corria na luz ele apareceu
e qual não foi o meu espanto
ao descobrir que o monstro sou eu
Suicidio social
Na multidão os vivos são dificieis de se achar
Mas a todo momento vejo cadáveres por aí andando
Pessoas que a tanto tempo se foram
Mas ninguém notou
Um suicídio social
É algo triste de se pensar
E muito fácil de se achar
Nesta peça de teatro
Onde todos os atores
Máscaras costumam utilizar
Deixamos as massas nos controlar
E uma desumana cultura comandar
As marcas nos definem
E o dinheiro nos compra
Dizem que em terra de cego
Quem tem olho é rei
Mas todos os olhos estão vendados
E os corpos amontoados
Morte
Sobre a morte é difícil escrever
Tem muito a se pensar
E pouco a dizer
Ela que traz consigo uma beleza sombria
Jamais poderia ser descrita
Ela foi a segunda a surgir
Traz mistérios em si
E nunca esquecera de ti
Dizem que uma vez por ano ela se torna viva
Para entender a experiencia que passa aqueles que leva
Em dois momentos da vida sei que a vi
Um enquanto vivo e outro quando parti
Noite dourada
nesta noite de verão, algo estranho me aconteceu
um céu com um tom dourado parece que me escolheu
o seu degrade de lilás a azul dos dois lados se via
mas ao norte, a lua o céu inteiro preenche
não em seu tom prateado de sempre
muito menos na ausência completa, tendo apenas sua silhueta
mas como um sol, sua luz está dourada
nesta noite onde a tristeza me encontrou
e todos meus atos me encontro a questionar
esse simples sinal que um sentido apenas eu venho a dar
abre meu peito com certa esperança
um conselho sábio que jamais esquecerei e a ti venho dar
quando estiver triste não olhe para o chão onde está os seus pés
mas para o espaço onde estão as estrelas
afinal, mesmo sem motivo, elas te farão sonha
Destruição
Destruição é um perpetuo interessante
Desistiu de trabalhar
Sua função como perpetuo quis abandonar
E contra sua natureza lutar
Em uma ilha ele quis se isolar
Onde tentava pintar e cozinhar
Ele notou que não era necessário incentivar
O caos e a mudança sozinhos iriam se sustentar
Toda criação precisa da destruição
Todo objeto destruído já foi uma construção moderna
Contra sua natureza decidiu lutar
E a contrario do proposto, ele tentou criar
sonhos
Enquanto dormia Morpheus veio me presentear
Com um sonho bom que não se encontra em qualquer lugar
Não era intenso, mas ainda me deixou sem ar
Ontem um pesadelo tive, não era com monstros e nem em nenhum inferno
Mas a cena que via, apesar de feliz, acabava com meu eu interno
Dela eu fugi, mas uma única persona foi me seguir
E a ela eu tive que responder boquiaberto
Acordei gritando “porque ainda te amo”
E esse grito ecoou até o inferno
No sonho que Morpheus me deu hoje
Eu estava ao lado dela, e ao contrario do que virá antes, tudo estava certo
Ao acordar não fiquei triste por aquilo acabar
Mas comecei a me questionar se sonhos podem realmente continuar
O sentimento que tive não era de novo ou diferente
Mas de um trecho equivalente
Dor e amor
Tristeza e amargor
Espero que o sonho de Morpheus venha a se concretizar
Pois pesadelos estou cansado de vivenciar
Talvez assim a realidade irá acabar
Do vivido verde para o profundo azul do mar
fada verde
Oh fada verde que se esconde nas garrafas de absinto
Seu doce sabor encanta pintores e poetas
Tua magia está nas artes a eras
Você é realmente uma admirável donzela
Seu sabor puro jamais poderá ser degustado
Nós meros mortais adoçamos e diluímos tua magia
Mas você como és bondosa
Permite o acesso a incríveis devaneios
Os bebedores do outro lado da rua
Os amantes com corações palpitantes
Os sonhadores que vislumbram suas fantasias sob a luz da lua
Os perdidos que tentam criar seus caminhos
Todos unidos por você fada verde
Por tua magia
Por tua hora verde
Por você, oh vislumbrante fada
O jantar
Nesta bela noite, o jantar foi especial
as cadeiras todas cheias estavam
e o anfitrião foi um sujeito legal
a comida foi servida graciosamento, como todos esperavam
e dentro das gargalhadas e conversas, uma peculiaridade se encontrava
a mesa cheia e os convidados que ali se encontrava
eram diferentes e únicos, mas uma igualdade em comum existia
a origem dessas personas era eu
todos uma parte de mim e ao mesmo tempo seres únicos
tinhamos ali, joker, a carta fora do baralho
nume também se encontrava, o gênio entediado
o viajante é impossivel de esquecer, com suas historia e planos que sempre narrava
eram todos únicos e todo tipo de peculiaridade se encaixava
o anfitrião parecia sorrir, apesar da tristeza em seu olhar
uma parte que não era de ti ali não se encontrara
todas as noites em seus sonhos aparecia
mas ao acordar era com pesar que o coração estava
nesta noite a lua brilhou de modo especial
o jantar único se fez e todos ali continuavam
sob a brisa fresca da noite e o céu azul
eles cantavam e sua voz que única soava
preencheu o vazio daqueles que perto se escutava
Delirio
Delírio está sempre mudando
Toda colorida
E por diferentes meios ela se expressa
Mas a instabilidade não consegue a ajudar
Uma vez no parque foi passear
Um sorvete tomava
E um grande urso de pelúcia ganhou
Yaaay!
Felicidade em seu rosto se esboçava
Numa noite chuvosa trovões se via
Os cantos sombrios o espelho refletia
E apenas sons altos se ouvia
Delírio com medo se encontrava
Delírio gostava de desejo e desespero
Por isso ela os ajuda a corações normais, loucos tornar
Será que é certo brincar?
Oh não, delírio está novamente a mudar
luar de vidro
Numa noite de outono
Abaixo de um céu frio
E cheio de um sentimento vazio
Uma tímida e gélida luz branca iluminava meu ser
Sua frágil existência era refletida por pequenas poças d’agua
Olhei para cima tentando entender
O porquê daquela luz branca o ambiente amarelo preencher
Foi que vi uma simples lâmpada
Dentro do frio e do vazio
Envolta por um monocromático amarelo
Uma única lâmpada se destaca
Como uma lua de vidro que sozinha brilhava