Sem titulo 1
Negro como o céu noturno é seu olhar
Doce como as flores é o perfume que você deixa exalar
Sua pele é lisa como seda
E branca como as nuvens
Seus lábios eram frios como um dia de inverno
Mas de maneira quente você meu coração palpitante
Orgulho e ira
Combinação melhor que está não consigo imaginar
Lembro do primeiro dia que te vi
Da primeira conversa que tive
Do primeiro abraço que recebi
E do adeus que fiquei
Ainda hoje do toque de suas mãos consigo me lembrar
O seu abraço já faz falta
Suas lagrimas me arrependo de não conseguir enxugar
Ao te ver meu coração põe-se a chorar
Na vida nunca conheci dor pior que o amor
Ao menos era o que pensava
Até de vermelho ver seu pulso se manchar
Queria naqueles momentos ao seu lado estar
Iriamos o mundo desvendar
Essa suja realidade mudar
Um sorriso em seu rosto é meu sonho colocar
E por meio do amor te completar
Oh sim, ainda me lembro nestas saudades imortais
Daquele abraço
Da vontade de seus lábios beijar
E do sussurro que em ouvido você a de deixar
As vezes na calada da noite sob o luar
Ainda desejo naquelas palavras acreditar
Mas sempre que nos vemos sem conversar
Meu coração novamente se põe a chorar
sonhos
Enquanto dormia Morpheus veio me presentear
Com um sonho bom que não se encontra em qualquer lugar
Não era intenso, mas ainda me deixou sem ar
Ontem um pesadelo tive, não era com monstros e nem em nenhum inferno
Mas a cena que via, apesar de feliz, acabava com meu eu interno
Dela eu fugi, mas uma única persona foi me seguir
E a ela eu tive que responder boquiaberto
Acordei gritando “porque ainda te amo”
E esse grito ecoou até o inferno
No sonho que Morpheus me deu hoje
Eu estava ao lado dela, e ao contrario do que virá antes, tudo estava certo
Ao acordar não fiquei triste por aquilo acabar
Mas comecei a me questionar se sonhos podem realmente continuar
O sentimento que tive não era de novo ou diferente
Mas de um trecho equivalente
Dor e amor
Tristeza e amargor
Espero que o sonho de Morpheus venha a se concretizar
Pois pesadelos estou cansado de vivenciar
Talvez assim a realidade irá acabar
Do vivido verde para o profundo azul do mar
fada verde
Oh fada verde que se esconde nas garrafas de absinto
Seu doce sabor encanta pintores e poetas
Tua magia está nas artes a eras
Você é realmente uma admirável donzela
Seu sabor puro jamais poderá ser degustado
Nós meros mortais adoçamos e diluímos tua magia
Mas você como és bondosa
Permite o acesso a incríveis devaneios
Os bebedores do outro lado da rua
Os amantes com corações palpitantes
Os sonhadores que vislumbram suas fantasias sob a luz da lua
Os perdidos que tentam criar seus caminhos
Todos unidos por você fada verde
Por tua magia
Por tua hora verde
Por você, oh vislumbrante fada
luar de vidro
Numa noite de outono
Abaixo de um céu frio
E cheio de um sentimento vazio
Uma tímida e gélida luz branca iluminava meu ser
Sua frágil existência era refletida por pequenas poças d’agua
Olhei para cima tentando entender
O porquê daquela luz branca o ambiente amarelo preencher
Foi que vi uma simples lâmpada
Dentro do frio e do vazio
Envolta por um monocromático amarelo
Uma única lâmpada se destaca
Como uma lua de vidro que sozinha brilhava
Delirio
Delírio está sempre mudando
Toda colorida
E por diferentes meios ela se expressa
Mas a instabilidade não consegue a ajudar
Uma vez no parque foi passear
Um sorvete tomava
E um grande urso de pelúcia ganhou
Yaaay!
Felicidade em seu rosto se esboçava
Numa noite chuvosa trovões se via
Os cantos sombrios o espelho refletia
E apenas sons altos se ouvia
Delírio com medo se encontrava
Delírio gostava de desejo e desespero
Por isso ela os ajuda a corações normais, loucos tornar
Será que é certo brincar?
Oh não, delírio está novamente a mudar
Desespero
Desespero sozinha em seu reino está
Orgulho lá não há
Relutante é como ela deve estar
Sabe-se que seus lábios ela gosta de cortar
Antes os corações estavam cheios de desejos
Depois de com ela se encontrar apenas lagrimas iram se achar
Quando a esperança se acaba
Quando os sonhos deixam de existir
Quando desejo terminou de brincar
E a morte mais perto parecer estar
Desespero será a única que ao seu lado irá estar
Desejo
Desejo gosta de provocar
Sua aparência andrógina é de se admirar
O aroma de pêssego da sua memoria jamais ira se apagar
Seu vicio em cigarros é fácil de se notar
Desejo gosta de provocar
Não percebe que a função dos perpétuos não é comandar
O que eles fariam sem o desejo?
Ele ficava a se perguntar
Desejo ama provocar
Seu irmão sonho era o mais divertido de brincar
Desespero e delírio são fáceis de manipular
Destino e morte é melhor longe ficar
O reino de desejo
Não poderia ser menos grandioso que o mesmo
Em uma estatua de si mesmo é se encontra seu lugar de governar
Mas é no coração onde você ira o encontrar
Destruição
Destruição é um perpetuo interessante
Desistiu de trabalhar
Sua função como perpetuo quis abandonar
E contra sua natureza lutar
Em uma ilha ele quis se isolar
Onde tentava pintar e cozinhar
Ele notou que não era necessário incentivar
O caos e a mudança sozinhos iriam se sustentar
Toda criação precisa da destruição
Todo objeto destruído já foi uma construção moderna
Contra sua natureza decidiu lutar
E a contrario do proposto, ele tentou criar
Sonho
O sonho aqui está
Vivendo no seu paraíso chamado sonhar
Utiliza um manto preto
E não possui muitas expressões para esboçar
Seus olhos são negros e profundos
Da para estrelas no fundo enxergar
Que não param de cintilar
A profundidade de seu ser em sua voz também se pode notar
Sempre que ele fala
Parece que tem um sussurro em sua alma
Por muitos nomes é chamado
Morpheus, grande moldador e Sandman
Mas independente do que o chamar
Antes de dormir ele estará lá
Para as areias magicas em seus olhos jogar
Ao inferno foi e voltou
No mundo mundano caminhou
Mas foi no sonhar que ficou
Ele possui um saco de areia magica
Um elmo feito de ossos de um deus morto
E um rubi onde colocou parte de seu poder
Itens importantes para se proteger
Após sangue da família derramar
Uma perspectiva se perdeu
Mas uma nova em seu lugar passou a ficar
Porém para nós meros mortais o sonho jamais morreu
Quando for dormir
Boa noite ele dará
E por meio da areia magica
Um bom sonho você poderá ganhar
Morte
Sobre a morte é difícil escrever
Tem muito a se pensar
E pouco a dizer
Ela que traz consigo uma beleza sombria
Jamais poderia ser descrita
Ela foi a segunda a surgir
Traz mistérios em si
E nunca esquecera de ti
Dizem que uma vez por ano ela se torna viva
Para entender a experiencia que passa aqueles que leva
Em dois momentos da vida sei que a vi
Um enquanto vivo e outro quando parti