Lista de Poemas
o poema hesita na descoberta
o poema hesita ainda na descoberta
assalta-lhe a ideia que se deve mudar
o interior da palavra
construir novas casas
e acariciar o silêncio da noite
procuro a utopia e o poema
enquanto as casas forem o refúgio
e a solidão do eu
não conheço o delírio da palavra
nem o castigo do corpo
a mulher sempre virgem ao parir outros ventos
e outras águas
a mulher fatídica no coração de deus
o poema adormece num beijo
assalta-lhe a ideia que se deve mudar
o interior da palavra
construir novas casas
e acariciar o silêncio da noite
procuro a utopia e o poema
enquanto as casas forem o refúgio
e a solidão do eu
não conheço o delírio da palavra
nem o castigo do corpo
a mulher sempre virgem ao parir outros ventos
e outras águas
a mulher fatídica no coração de deus
o poema adormece num beijo
512
bom dia
bom dia
dizia na sua pressa e todos os dias no seu atraso
assustadores os dias e as ruas
que nos são incógnitas ausentes
vive-se assim e diz-se bom dia
atulhados de ausência
serão assim as folhas de outono
antes que bebam deste cálice
dizia na sua pressa e todos os dias no seu atraso
assustadores os dias e as ruas
que nos são incógnitas ausentes
vive-se assim e diz-se bom dia
atulhados de ausência
serão assim as folhas de outono
antes que bebam deste cálice
562
serei terra e a tua voz inteira
serei terra e a tua voz inteira
enquanto a vida nos arda no seu olhar
mais puro
aprenderei o tempo de tremor e alegria
onde seremos o pressentimento
da vindima
a boca e a língua em qualquer noite
como se fosse a primeira
e a última
dá-me a tua boca
nos segredos da tua nascente
do teu recanto de paz debaixo da tua cheia
enquanto a vida nos arda no seu olhar
mais puro
aprenderei o tempo de tremor e alegria
onde seremos o pressentimento
da vindima
a boca e a língua em qualquer noite
como se fosse a primeira
e a última
dá-me a tua boca
nos segredos da tua nascente
do teu recanto de paz debaixo da tua cheia
467
é tempo de querer cada bocado de ti
é tempo de querer cada bocado de ti
e palmo a palmo percorrer-te lentamente
nada nos impede a loucura de subir as tuas colinas
nem de esperar o teu êxtase mais profundo
e tantas vezes
em conjunto
sorrirmos
escorrego por ti até que te percas
e soltes suspiros muito brancos para que a flor mais discreta
seja um breve limite e um quase desmaio
e palmo a palmo percorrer-te lentamente
nada nos impede a loucura de subir as tuas colinas
nem de esperar o teu êxtase mais profundo
e tantas vezes
em conjunto
sorrirmos
escorrego por ti até que te percas
e soltes suspiros muito brancos para que a flor mais discreta
seja um breve limite e um quase desmaio
543
anseio amar-te entre o delírio
anseio amar-te entre o delírio
e a penumbra
do corpo
há uma metáfora de carne
que um dia desvendarei
uma voz e uma sombra de calor
que se abre a todos
os beijos
na liberdade do corpo
a fulgurante lentidão do orgasmo
por isso nos contraímos
pela chama
que a pulsar nos contempla
e a penumbra
do corpo
há uma metáfora de carne
que um dia desvendarei
uma voz e uma sombra de calor
que se abre a todos
os beijos
na liberdade do corpo
a fulgurante lentidão do orgasmo
por isso nos contraímos
pela chama
que a pulsar nos contempla
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