Particular
Não espere que eu te procure, nem mesmo na calada;
Minhas declarações ficam no silêncio, numa caixa encantada;
Só esse meu olhar teimoso que não esconde quase nada;
Revela os meus medos devastadores e até minha paixão engasgada.
Não espere que eu te procure, nem mesmo na calada;
Minhas declarações ficam no silêncio, numa caixa encantada;
Só esse meu olhar teimoso que não esconde quase nada;
Revela os meus medos devastadores e até minha paixão engasgada.
Com o tempo o espaço ficou ainda maior.
Vazio, sombrio, frio e repleto de pó.
O tempo não curou as feridas da realidade.
Ele arrancou os sentimentos pela raiz sem nenhuma piedade.
Hoje há mais espaço do que eu consigo mensurar.
Não restou semente alguma que eu pudesse plantar.
Meu coração tornou-se um pássaro de ferro que anseia voar.
Mas a desejada liberdade pode o matar.
Liberdade é sentimento, é loucura, é amor.
Lágrimas que molham a flor.
Pássaro de ferro teme o dia que chover.
Uma gota basta para enferrujar e morrer.
Ele; ave de lata, tem medo de voar.
Eu; homem de lata... Tenho medo de amar.
Tenho um coração partido,
um corpo quebrado,
uma mente desordenada,
uma alma trincada.
Tenho tantas formas, tantos pedaços.
Tenho um desejo meio a estes estilhaços.
Sem coroas, joias, nem outro adorno qualquer.
Seja verdadeiro quando e onde estiver.
Desejo um amor que não seja ligeiro.
Desejo um amor das partes ao inteiro.
Não espere um milagre, seja o milagre.
Façamos nossas orações, mas ao invés de pedir podemos apenas agradecer e tentar ser parte do que desejamos.
Não peça paz, seja pacífico e a positividade da vida se transformará na paz que deseja;
Não peça compreensão, seja claro e a simplicidade das palavras se tornarão grandes ensinamentos;
Não deseje felicidade, apenas sorria e será capaz de iluminar seu mundo e o das pessoas a sua volta;
Não deseje um príncipe encantado, seja nobre com seus atos e toda magia necessária acontecerá naturalmente.
Se cada um fizer sua parte todos os sonhos se tornarão reais, pois se pararmos para pensar nós todos somos parte da mesma história.
Ainda escrevo cartas de amor, mesmo que não tenham destinatário. Escrevo porque o amor em mim transborda. Sou como o mar imenso e profundo cheio de sentimentos. Sigo minha natureza, minha correnteza e não me importo de não ter um porto ou ao menos um simples farol. Escrevo cartas de amor não porque estou amando, mas porque tenho o dom de amar. Jogo minhas cartas em garrafas em minhas próprias águas na esperança de que em alguma praia meu marinheiro possa estar e tome seu barco a me velejar, que venha desvendar todo meu amor, esse mar de amar...
Sou complexo, pluricelular, mestiço.
Sou mente, corpo e alma.
Em cada parte, eu existo.
Sereno, viajo com calma.
Três aspectos em intensa combinação.
Máquinas somam mente e corpo,
Eu não me encaixo nesta equação.
Espíritos possuem alma e mente,
Eu não me encaixo nesta denominação.
Elementais são alma e corpo.
Mas eu procuro, além dos extintos, uma explicação.
Eu sou humano, nem mais alma nem mais corpo ou mente.
Sou mutável, mas teimoso, resiliente.
Sou sentidos que podem compreender as aparências.
Sou o equilíbrio das três essências
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