JULIO MACHADO (jucsom)

JULIO MACHADO (jucsom)

n. 1989 BR BR

Brasileiro, Mineiro. Modelo nas coisas de fora; Poeta nas coisas de dentro.

n. 1989-01-30, Belo Horizonte

Perfil
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Particular

Não espere que eu te procure, nem mesmo na calada;

Minhas declarações ficam no silêncio, numa caixa encantada;

Só esse meu olhar teimoso que não esconde quase nada;

Revela os meus medos devastadores e até minha paixão engasgada.

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Biografia
- REFLEXO E REFLEXÃO -
Nasci em Belo Horizonte/MG, Brasil, no dia da saudade (30/01) há muito tempo.
Conectado com as palavras escritas, o universo encantado, beleza das coisas e em suas essências.
Sempre eclético, tento externalizar sentimentos que, muitas vezes, os gestos não explicam.
Sou um super artista:
Modelo fotográfico de selfies;
Dramaturco em meus diários;
Ator de espelhos;
Cantor de chuveiro;
Dançarino de amarelinha;
Fotografo com um olhar poético;
Atleta estilo pipoca... 5 minutos e pronto...
Divido-me em arte (literatura, fotografia, dança) e profissão (radiológica, odontologia e física).
Sou transmutação, inspiração, encanto, epifania, tempo...
Simplesmente um simples quebra-cabeças de um zilhão de peças.

Poemas

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Adorável loucura

Adoro pessoas loucas.... Não as que fazem gracinha para chamar atenção, mas aquelas que são espontâneas e nos fazem rir mesmo quando o dia está nublado. Não que sejam desastradas ou barulhentas, nem comediantes, as loucuras que eu amo são marcadas pela personalidade, não por ensaios.
245

aMARé

Ainda escrevo cartas de amor, mesmo que não tenham destinatário. Escrevo porque o amor em mim transborda. Sou como o mar imenso e profundo cheio de sentimentos. Sigo minha natureza, minha correnteza e não me importo de não ter um porto ou ao menos um simples farol. Escrevo cartas de amor não porque estou amando, mas porque tenho o dom de amar. Jogo minhas cartas em garrafas em minhas próprias águas na esperança de que em alguma praia meu marinheiro possa estar e tome seu barco a me velejar, que venha desvendar todo meu amor, esse mar de amar...

246

3x4 de um poeta

Não me contento com as palavras que morrem nos pensamentos.

Então as escrevo.

E ao escrever não invento.

Na realidade recrio minha identidade.

Quando escrevo me enxergo, não com os olhos de quem só vê a casca, a forma.

Contextualizo meu autorretrato.

Alguns preferem a foto, outros o fato!

288

Mais do que somente corpo

Observo uma massa fermentada de críticos aos adeptos da boa forma física. Dizem que eles trabalham o corpo e esquecem da mente, além de muitas outras críticas como se valorizar o poder muscular fosse unicamente narcisista. Mas é melhor trabalhar os músculos no desafiar dos próprios limites do que trabalhar, unicamente, a língua no falar mal. Há muita inteligência aprendida nos livros repletos de ciência e filosofia, mas pouca pratica da aceitação dos divergentes estilos de vida. É muito apelo intelectualista para pouca sabedoria aplicada.
241

Em cacos

Tenho um coração partido,

um corpo quebrado,

uma mente desordenada,

uma alma trincada.

Tenho tantas formas, tantos pedaços.

Tenho um desejo meio a estes estilhaços.

Sem coroas, joias, nem outro adorno qualquer.

Seja verdadeiro quando e onde estiver.

Desejo um amor que não seja ligeiro.

Desejo um amor das partes ao inteiro.

329

Coração d'lata

Com o tempo o espaço ficou ainda maior.

Vazio, sombrio, frio e repleto de pó.

O tempo não curou as feridas da realidade.

Ele arrancou os sentimentos pela raiz sem nenhuma piedade.

Hoje há mais espaço do que eu consigo mensurar.

Não restou semente alguma que eu pudesse plantar.

Meu coração tornou-se um pássaro de ferro que anseia voar.

Mas a desejada liberdade pode o matar.

Liberdade é sentimento, é loucura, é amor.

Lágrimas que molham a flor.

Pássaro de ferro teme o dia que chover.

Uma gota basta para enferrujar e morrer.

Ele; ave de lata, tem medo de voar.

Eu; homem de lata... Tenho medo de amar.

296

11º mandamento

Deixe sair para depois entrar. Deveria ser o décimo primeiro mandamento! Funciona para tudo... No elevador, no ônibus e no amor. Onde não cabe um não vivem dois!
293

Conselho de um sumido

Você chama a pessoa e ela já começa o papo dizendo "nossa, você sumiu", mas ao parar um segundo para peocessar a frase, você lembra que essa mesma pessoa jamais te chamou durante essa sua ausência. Então ela só notou sua falta quando você voltou a falar com ela, logo ela é insignificante para você. Não vale a pena gastar tempo, energia e palavras com quem vive se economizando com você. Suor e sangue, isso sim é o que a gente tem que esperar de quem tem coragem de dizer que sente a nossa falta. Dizer que está com saudade só por um cortejo social é vago e desnecessário. Bom mesmo é aquela pessoa grossa, porém sincera, fala sim e fala não. Gente que não vive entre reticências só para ganhar tempo, só para ganhar crédito na vida e com você. Nunca se contente em ser a segunda opção, o backup, o estepe, o outro. Somos únicos e isso nos torna especiais. Busque lugares, momentos e pessoas que te proporcionem essa sensação. Se você não se sente necessário caia fora, evite estacionar em local proibido. "O sinal está aberto para nós, que somos livres".
221

Silêncio em mim

Os dias passam por passar

Espero uma hora que não quer chegar

Seguem, estes olhos, os ponteiros do relógio girar

E tentam, um tanto desesperado, não pensar

Mas ali estou, num canto de um quarto qualquer

A espera do castigo que vier

Abraço o único calor que posso provar

O calor de minhas próprias pernas, exaustas de tanto caminhar

Abalo-me num semitom particular, numa canção que não sei cantar

Eu decoro suas cifras, coloro poemas com sentimentos que não sei expressar

Estou tão vazio das coisas, tão cheio de tudo

Estou cheio de palavras e ao mesmo tempo mudo.

236

Tons e rabiscos

E hoje está meio apagado, meio morto, ranzinza

Está tão vazio, tão vago, tão fúnebre

Tudo tão passageiro, tão sem sentido

Coisas sem noções de existir, existindo

Coisas talvez nem tão necessárias, que não completam nada, só existindo

E tudo continua tão sem par, tão sem lar, tão sem tom, sem cor

E os dias passam por passar

Estou esperando uma hora que não quer chegar

E os dias passam, não tão devagar, sem pressa

Mas estou com medo de que venha passar

E ainda não estou cheio, continuo sem voz, sem melodia

Sem forma, sem um traçado qualquer para me inspirar

seguem, estes olhos, os ponteiros do relógio

E tentam um tanto desesperado, não pensar

Essa é minha mania, um tanto louca, de sempre pensar

Mas continuo tão só, tão perdido

E ali estou, naquele canto do quarto, esperando um castigo qualquer

Abraçando o único calor que posso provar

O calor de minhas próprias pernas, que já exaustas não querem caminhar

Embora tão lindo, esdrúxulo, embora tão forte e imponente

Abalo num semitom particular, de uma canção que não sei cantar

E decoro suas cifras como quem colore seu poema com sentimentos que não sabe expressar

E por mais que eu queira vagar e esconder na multidão

Não esqueço aquela rima que canta... Tão só, tão vazio, tão passageiro

De tanto ouvir qualquer melodia que ao meu deleite trouxesse conforto

Fiquei surdo de vez

Tão no meu mundo, onde só ouço aquela canção

Embora não seja uma lembrança, é meu único som sem lamentar

Hoje tão poeta, tão cativo de todos

Eu não sei como cantar minhas frases sem rima, mas sempre com o mesmo refrão

E continuo tão cheio de tanta coisa, menos do que realmente almejo

Estou tão vazio das coisas, tão cheio de tudo

Tão carente, tão cheio de palavras e sentimentos

Tudo em tom de tão, para cantar que simplesmente estou tão sem você

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