A lágrima molhou meu papel,
Na hora em qu'eu iria escrever
Ela caiu e não deixou.
A lágrima acabara de aceitar,
Que é bom chorar quase de vez em quando
Ela cai novamente. E de novo ela cai...
A lágrima me afronta todos os dias:
Entra sem pedir licença,
Sai sem dar adeus.
Mas ela irá voltar.
A lágrima gosta de me visitar,
É meu tormento diário.
A lágrima cai acostumada com o chão que vai pisar
Ela sabe que aqui dificilmente vão expulsá-la.
Aflige e dá carinho,
A lágrima.
Um Par de Pegadas
Mas há, no fim do mundo algo que possua razão, e isso me rege, não há uma lei e essa eu sigo. Há uma linha que cruza o canto mais silente de minha mente.
Lugar parado, estático, que finda acabando comigo.
Desapareço, alegro-me ou entristeço. Razão acabada, paciência esgotada.
Vida sumida nos rastros da loucura comum que passou e que voltará, rastros incapazes de se entender, de se explicar, de se ler, de se falar.
Rastros apagados com a sombra de um olhar, outro olhar, o que falar?
Rastros apagados buscando razão que não existe nas curvas de um canto distante que mais se parece uma lei morta que não seguirei, nem serei seguido.
Lugar parado, estático, que finda acabando comigo.
Desapareço, alegro-me ou entristeço. Razão acabada, paciência esgotada.
Vida sumida nos rastros da loucura comum que passou e que voltará, rastros incapazes de se entender, de se explicar, de se ler, de se falar.
Rastros apagados com a sombra de um olhar, outro olhar, o que falar?
Rastros apagados buscando razão que não existe nas curvas de um canto distante que mais se parece uma lei morta que não seguirei, nem serei seguido.