Kelly Brizak

Kelly Brizak

n. 1980 BR BR

Nasci dia 06/01/1980, na cidade de João Monlevade MG, a paixão pela leitura e escrita me abraçou ainda na infância, onde destaquei um amor incondicional pela poesia.

n. 1980-01-06, João Monlevade

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sem som


O silêncio me faz falta,

nele me perco, me esqueço
flutuo nos meus pensamentos,
me isolo dos temores,
no silêncio me encontro,
me distancio.
o ruído me incomoda
me desorienta,
me atormenta,
tira meu rumo
arranca meus pés do chão,
porisso, ainda prefiro o silêncio
por ele me oriento
me frequento
me explico
justifico minhas falhas,
suas falhas,
me julgo, 
me sentencio,
me livro
me decifro
me encanto
desencanto. 
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Poemas

12

De olhos vendados

A nudez da sua alma
abala minha visão,
derruba meu psicológico
e destroí minha razão,
não te alcanço
então fecho os olhos,
e você pulsa em mim
Te encontro no vázio,
alma limpa,
e coração sombrio,
No meio, dessa bagunça de emoções
você sorri e dança,
faz do sorriso esperança
Do olhar sedução
Me perco em você
sinto seu cheiro
Meus dedos doem, por falta de toque
Meus pelos se aguçam,
junto a outros sentidos
Quase me desespero,
A pele queima pelo embalo
me embriago pelo cheiro
Sua mão suave, me arrepia
Te quero!
Como um desespero,
sinto sensações diversas,
desejos adormecidos libertos.
explodo em sentidos,
um prazer da minha libido.
Um sussurro ao pé do ouvido,
descompasso no peito,
Um vácuo preenchido
Frio aquecido,
Um medo perdido.
Nesse momento me encho,
intercalando emoções,
continuo com os olhos, agora vendados
desfrutando desejos.
Me embriagando de sensações.
Com os olhos fechados 
eu te encontro e não te perco.





84

Um ser estranho


Cambaleando pelo caminho, eu saio.
Cabelos rebeldes, voando alto.
Um sorriso esquisito, brilhando os dentes,
passos tortos, descompassados.
Um olhar cansado de parar, de seguir.
A pele queimada, pelo sol fervente,
se arrepia, com a brisa que toca.
Os ouvidos doloridos,
pelo grito de um pássaro qualquer,
se encolhem num zumbido, sem prazer.
E o ser estranho segue seu rumo,
passando pelos caminhos
sem laço, sem traço,
sem memórias ou histórias pra contar.
Sempre em frente,
cantando uma cantiga pra animar,
cantiga que ninguém ouve,
mais que o ajuda a caminhar.



brizak 25/01/2021



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Comentários (1)

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jackfer

Excelente poema.....