Nos braços Dele
É nos braços dele Que a pele vira fogo A respiração fica ofegante E o coração perde o compasso. É nos braços dele que a boca Nos seus beijos se torna fruto Na sua pele se torna flor E os afetos são mais doces. É nos braços dele Que as estrelas são mais belas Os aromas mais suaves E o inverno é mais quente. É nos braços dele que recito Os versos mais amorosos Só para vê-lo sorrir E suspirar lendo Byron. É nos braços dele que meu amor faz morada.
Confisão
A poetisa: - Vejo sentado na relva: pobre mancebo O sol poente ilumina seu cabelo Que fazes aí moço tão belo? E tão triste... Mal de amor, percebo. O rapaz: - Adivinhaste de que sofro, ó poeta Por acaso já sentiste o mesmo? Amar perdidamente e a esmo, No pensamento, sem emoção concreta? A poetisa: - Se o sei! Isto mais que ninguém! Amando não se evita dor Porém amor é mais amor Quando o outro te quer bem. O rapaz: - Lembro-me do pedaço de paraíso Que é a minha amada Da estrela pequena e pálida Que brilha em seu sorriso. A poetisa: - Andas louco de amor por ela Diga lá, essa doce ilusão Que te faz suspirar de paixão, Tua amada... É bela? O rapaz: - Se é bela?! Ela é a própria beleza Nela mesma, é a doçura, o encanto, É a visão do céu vestida de branco É o brilho da lua em toda sua pureza A poetisa: - Deixe-me saber afinal Quem é a moça angelical Que aparece em corpo nu... O rapaz: - Minha poetisa, farei uma confissão: A dona do meu coração, A donzela que eu adoro... és tú!
O céu
Me perco em devaneios enquanto isso o céu noturno cintila docemente de um jeito que vejo minha alma nesse escuro E novamente me vêm os pensamentos que mistérios cercam minha mente e o céu sobre mim? ele que brilha inocentemente mas envolto em segredos sem fim pergunto às estrelas se me entendem mas elas não respondem Ou será se nada sentem? seria esse teu mistério constante... seriam os mistérios do céu tão profundos quanto os da minha mente?
Quando ao pensar sozinha
Quando ao pensar, sozinha... uma lágrima a face me inunda é a falta que me fazes, alma minha, é ver minha vida desgraçada e moribunda. Quando ao pensar, sozinha... um suspiro o peito me treme é que longe de mim teu Amor caminha é que meu coração apenas chora e geme. Quando ao pensar, sozinha... nenhuma esperança nos olhos vive é a lembrança dos amores que nunca tive. Anjo, se trago este olhar perdido, esta tristeza sem sentido é que nosso Amor nunca passou de ilusão.
Foi só por ti
Foi só por ti que derramei Lágrima quente em noite fria Mágoa em forma de versos, sofri tanto Por um amor que só eu sentia. Jogaste o tempo todo com meu coração Tal e qual a tua vontade E é porque o amor não prende Que te deixo ir e abraço a saudade Mas saiba... Foi por ti apenas Que amorosa lira eu escrevia, Tudo por tuas carícias pequenas. Então vai... Não há mais volta Não te prenderei como queria Em vez disso meu amor te solta!
Quando eu morrer
Quero que meu corpo arda em chama como a paixão que ,em vida,ardeu em meu peito quero ao menos uma lágrima daquele que me ama e não façam do cemitério meu derradeiro leito. Quero palavras de um amigo poeta, que november rain possa soar como alento para emoção mais discreta e que maiores prantos se façam calar. E o que sobrar (as cinzas) que estas se espalhem em meio as arvores mais lindas. E para as coisas que não se escolhem, que sejam sinceras e dignas então chegarei as estrelas que me acolhem.
Quadras para Ele IV
Meu amado tem o sorriso casto e a face de neve que só toquei em sonho ele é o anjo que veio e foi embora deixando-me aqui com olhar tristonho. ah! e tantas vezes pensei em roubar-lhe um beijo mas não ousei sequer tomar-lhe pela mão pude apenas ao vê-lo tremer enamorada e admirá-lo suspirando de paixão. Anjo, foste meu desejo mais divino todo este amor cândido e puro que te votei chegou ao fim...minha insana ilusão! agora sofro por que tanto te amei...
Quadras para Ele III
Nos teu lábios, ó meu amor floresce mais casta e apaixonada flor um perfume inebriante de pétalas de rosa quem me dera a ventura de tua boca formosa! se teus lábios riem dessa minha paixão acho-os assim mais belos...que devoção! e quando muita vez tristes me parecem repousa-os então em meus cabelos que tudo esquecem. trago na fronte quente um único desejo, minha face pálida anseia por teu beijo mas não deixes esses lábios teus um dia me dizerem o eterno adeus. por teus lábios, amor, esses versos componho ó lábios tão puros de meu sonho lábios sedentos de beijos ardentes deixa que neles eu derrame suspiros dementes...
Tens no peito de mármore
Tens no peito de mármore indiferente, cruel e gélido coração que vive a me fazer prisioneira e vibra enquanto morro de paixão! Ando há muito sofrendo dessa saudade tanto que à noite m'escapa um grito de dor é por esse teu maldito coração cego...não vê quem te tens tanto amor?! só contigo em minhas noites fui ditosa onde andas, meu bem? que só me resta saudade amei-te muito e só recebi desprezo por isso sofro tamanha infelicidade. minha vida desfolhei nesse delírio, gelou-se em teu coração meu último canto como pequenas pétalas de amargura eram meus versos pra'quele que amei tanto!
Soneto dos olhos dele
São de um verde tão puro teus olhos que quando os fito não há verso nem prosa para descrever o brilho desse teu olhar pairando sobre minha face cor-de-rosa. Olhos tão lindos, tão castos estes que tens olhos tão verde d'esmeralda cor da esperança! Dizem uns, mas eu vejo a cor da minha vida malfadada És o dono dos olhos mais belos que já baixaram à terra assim contenta-me apenas vê-los Tão belos! mas tão distantes de mim... forma divina, de encanto tão cheia vê se não me castiga assim!