LessaSoares

LessaSoares

Simples e mortal não mais escrevo, sou a própria tinta que largo, que se abstém de mim. Menina moleca que os olhos brilham com a mínima beleza do mundo. Que se faz viva e grande dentro de mim. Prefiro o sonho à realidade, até que a realidade não tenha outro caminho senão torna-se o próprio sonho.

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Gravado na alma.

Havia uma mulher linda! Com a pele macia e branca como a neve. Ela cheirava ao leite das rosas.
Em seus olhos eu via ondas de um mar manso e belo. Mesmo zangada aquela infinita calmaria verde me olhava; Eu fazia tudo que ela queria, talvez ela não soube que não era por sua fúria. E sim pela pureza e força do sentimento que me tocava.
Um dia radiante de sol, ao acordar ela falou - me do tempo.
Como era ligeiro. Então olhou no fundo de meus olhos ainda tontos de sono e disse:
Um ano e é como se fosse ontem, acordo sentindo seu cheiro de vida.
Ela nunca mais voltou. Morreu!
Mas nunca se foi.
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Poemas

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Olhos do amanhecer.

Exatamente no ponto entre passado e futuro.
Em suas mãos o presente. Uma caixa com fita bonita, abre sua aba deixando cair seus sonhos cortados e sangrando, por mais que ferido respira ainda bem vivo. E ela fragilizada por sentidos turvos e perdidos apenas suspira.
Pois com sua cabeça automaticamente erguida e o mesmo olhar firme, é plena certeza de continuar seus sonhos agora contido, outrora simplesmente realizados. Contornando vagarosamente as curvas de um desenho da vida, percebendo seu perfume e admirando suas cores, segue por deixar cumprir o entre abrir de novas páginas. E seu leitor preferido (O destino) lhe sorrir deixando o branco à preencher de seu próprio negror.
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