Lucas Bisoni

Lucas Bisoni

n. 2005 BR BR

n. 2005-01-17, Curitiba - PR

Perfil
3 645 Visualizações

Apenas mais um Escravo

Olhando para o céu,
joelhos no chão.
largado ao léu,
calos na mão.
Pobre ser humano,
Perdido em seu engano.

Corpo cansado,
dia estressante.
Mas é obrigado,
a seguir relutante.
Não consegue sair,
Não consegue fugir.

Ignorado pelos outros,
abandonado na Terra.
largado aos prantos,
até atacar-lhe a fera.
Contorce-se no chão,
rasga-lhe o coração.

Sob um estalo,
foge o animal ferido.
Levante-se vassalo,
não dê nem mais um grito.
Ergueu-se destruido,
o escravo sofrido.

Volta a trabalhar,
com o corpo dilacerado.
Só lhe resta olhar,
para o trono inalcançado.
Cheio de segurança,
enche-se de esperança.

Um dia seria libertado,
veria seu livramento.
correria pelo prado,
não existiria sofrimento.
Porém ele mal sabia,
que esse dia nunca chegaria.

Morreu muito cedo,
não aproveitou sua vida.
Dominada pelo medo,
uma existência pouco vivida.
Agora será substituido,
e seu corpo abatido.


                                                                                                    Lucas Bisoni




Ler poema completo

Poemas

14

Destruído

Meu coração está destruído,
minha alma, atormentada.
Meus sentimentos consomem-se
como fogo em brasa infernal.

O sofrimento parece o único caminho
para tirar de dentro do meu peito
esta dor tão intensa e corrosiva
que habita minha mente.

Através destas palavras transmito
um apelo desesperado
de um ser humano sem êxito algum,
com o coração putrefado.

Minha paixão pela vida,
minha potência para viver,
está completamente deteriorada,
pelo meu corpo corrompido
e pela minha alma amargurada.

Em versos livres,
demonstro toda minha tristeza,
e minha angústia interior.
O que um dia foi arrogância,
agora, é insatisfação pessoal.

O ódio me destruiu
a inveja me cegou
e a cobiça me assassinou.

Não tenho mais nada,
não tenho mais ninguém,
agora só me resta esperar,
pela chegada do trem.

                         Lucas Bisoni
208

O Poeta e seu Ofício (frase)

"A caneta do poeta acompanha a frequência de seu coração."
241

Julgamento Final

No final da minha vida,
quando eu estiver deitado em uma cama,
pedindo por mais tempo,
nada mais vai importar.

Atingindo as portas do paraíso,
quando enfrentar Emanuel,
e contestarem minhas virtudes,
nada mais vai importar.

Após minha condenação,
quando eu embarcar no navio 
para a Ilha Perdida,
nada mais vai importar.

Ao chegar do outro lado,
quando eu estiver caído sobre o lodo,
clamando por salvação,
nada mais vai importar.

Após perene sofrimento,
quando minha alma não aguentar
tanta angústia e desespero,
nada mais vai importar.

Sobre solene juramento,
suplico ao Leão de Judá,
que me poupai do tormento,
pois agora sou um novo homem.

Ele,
do alto de seu trono,
ocupando o posto mais alto dos céus,
agora já não consegue mais me escutar.

                                                                        Lucas Bisoni, inspirado na peça "Auto
                                                                        da Barca do Inferno", de Gil Vicente.
298

Sem Título

Rasgue minha alma
Rasgue meu peito
Mas nunca será capaz
de destruir meu pensamento.
244

Comentários (3)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.
JulianaP
JulianaP

Nossa, eu gostaria de aprender a escrever assim. Me ensina????

Joaquim
Joaquim

Achei incrível. Um mais lindo que o outro.??

CORASSIS

Parabéns Lucas ! tua poesia é bela tem uma mensagem forte. importante para nossos dias;