Lucas  Garcia

Lucas Garcia

n. 1996 BR BR

n. 1996-08-30

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Soneto agnóstico

Quando chegar-me a Única Certeza
A arrebatar-me dos desejos já cansados
Serei tranquilo, da paz que ora sobeja
Ou irei fazendo birra, perturbado? 

Temerei os fantasmas do passado
Ou seguirei ao bom descanso recolhido?
Sorrir, amar, fazer-me derramado 
Fugir de um Para Sempre arrependido.

Num céu sem nome tenho acreditado 
Orando sempre a um Deus Paz e Sorriso
Que têm aos homens tanto esquecido

E se a carranca for mesmo tão preciso
Eu, que terei a vida inteira delinquido
Sorrirei também no inferno, abençoado.
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Poemas

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Soneto agnóstico

Quando chegar-me a Única Certeza
A arrebatar-me dos desejos já cansados
Serei tranquilo, da paz que ora sobeja
Ou irei fazendo birra, perturbado? 

Temerei os fantasmas do passado
Ou seguirei ao bom descanso recolhido?
Sorrir, amar, fazer-me derramado 
Fugir de um Para Sempre arrependido.

Num céu sem nome tenho acreditado 
Orando sempre a um Deus Paz e Sorriso
Que têm aos homens tanto esquecido

E se a carranca for mesmo tão preciso
Eu, que terei a vida inteira delinquido
Sorrirei também no inferno, abençoado.
390

Símile

Derrubar uma folha 
Pintá-la em canto
Com a naturalidade 
Do que não fosse
Minha própria natureza.
400

ver-te na imensidão do céu 
saber que é-me e sou teu
e os nomes dessignificados 
do qual o incerto acerta
quando diz: retornaremos

seja pó, seja mar, ou como dizem
seja tudo
seja gênio o que crê
pois é certo que não cremos.

creio duvidando pois chamei e era mudo
mas não crer de todo soa 
de algum modo
absurdo.
373

Trava-línguas

O padre Pedro sermoneia
Num marfim inoxidável
Nem Allah, nem Oxalá 
Só uma cruz
Inexorável.
402

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