Lucas  Garcia

Lucas Garcia

n. 1996 BR BR

n. 1996-08-30

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Soneto agnóstico

Quando chegar-me a Única Certeza
A arrebatar-me dos desejos já cansados
Serei tranquilo, da paz que ora sobeja
Ou irei fazendo birra, perturbado? 

Temerei os fantasmas do passado
Ou seguirei ao bom descanso recolhido?
Sorrir, amar, fazer-me derramado 
Fugir de um Para Sempre arrependido.

Num céu sem nome tenho acreditado 
Orando sempre a um Deus Paz e Sorriso
Que têm aos homens tanto esquecido

E se a carranca for mesmo tão preciso
Eu, que terei a vida inteira delinquido
Sorrirei também no inferno, abençoado.
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Poemas

1

Quina

Das dores que me partem não as sinto
Curam
Cura mais o partirem-se 
Que a cura em si
Dói mais a lembrança da dor 
Que o doído que doíam 
Na permanência 
No seu contínuo indesejado
Desejado
Sem saber o purgante certo 
Pra expurgar sua beleza de pecado

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