Lista de Poemas

O belo olhar da nudez

O belo olhar da nudez

Nua, gosto de ver-te o bom desejo...
À sedução do corpo, como a fome
Vejo-te o corpo fogoso, esse nome...
Cravado nos teus seios, mas sem pejo.

A vê-la a carne nua, como o beijo...
Que o teu deleite nu já me consome;
Falas a mim, que o corpo não vos tome?
Ama-me como a Loba, como o harpejo.

Amor, que és só minha como a nudez!
Sem me sentires o corpo da vida...
O meu amor, eis-me o olhar da mudez.

Quero-te! Vem lograr-me a carne nua!
Não ele! Vens a mim a flor vivida!
Sim! Só me queres como a bela lua.

Autor:Lucas Munhoz
825

Soneto da amizade amorosa

Soneto da amizade amorosa

Deixa-me ser a bela amiga, Amor!
À flor sensual vens o meu lírio,
Ó beijo molhado... Tens o meu rio!
Dize-me: "amo-te como o doce alvor.

Amo-te como amigo, porque és flor!...
Amemos! Dou-te os beijos do delírio...
Meu amor, se queres o meu ser frio
Amo-te tanto! Dou-te a bela cor!

Amigo afago-te, se és em flor.
Em meu ombro... acolho carinho
De pétalas molhadas de amor.

Dou-te a mão...Terás porto seguro
Amizade delirante, de doce sabor.
Sincera, no presente e no futuro.

Autor:Lucas Munhoz&Regina Ferreirinha
795

Soneto da musa

Soneto da musa

Se me sentires como doce amiga!
Quando ama o bom menino do licor;
Quem vês a vaga para ti à flor:
"Quero sentir-me o coração, sem viga."

Amor, a ti do amor... Bela fadiga!
Só queres ser a musa, meu Amor!
Se me amas o poema pelo ardor.
São os amores por ti que já diga...

Aqui só sente o peito da amizade;
"Amo-te"! Só me queres como a Diva!
Dar-me já vens a musa da verdade.

Como se fosse o meu amor por ti...
Que já vens o licor da paixão viva!
Que és do delírio, e que já me senti.

Autor:Lucas Munhoz
716

Uma nova carta do amor

Uma nova carta do amor

Minha querida amiga,

Sinto no teu coração dáouro a amá-lo;
Minha querida! Sabes que eu te amei!
Beija-me a forte ternura, Sem medo!
Abraçar o amigo que vens a graça;
Por um só carinho se torna a ser
Dos enlevos me vistes o bom rosto,
Beijá-los já sinto a forte bondade!
Ó tinir do carinho! Mas sem choro!
Amo-te como amigo, minha amiga
Dos meus abraços sumiu-se o carinho;
Abraça-me tão forte como a amiga!
Ah! Minha querida! Já posso amar-te!...
Lembro-te o peito amante que me sentes;
Não encontres o medo, e sim a amar-te!
Dei-te o abraço lírico por mim ao véu;
Sabes que eu te amei como o menino!
Abraçar o medo sem vida a amar-me?
Amo-te tanto amor do meu carinho;
Ó cal do meu lado! Amo-te sempre!
Vês!? Meu amor! Minha doce princesa!
Dos sentimentos me sentes o fado;
Amo-te como amigo, meu amor...

Autor:Lucas Munhoz
727

Minha bela musa (Cássia Oliveira)

Minha bela musa (Cássia Oliveira)

Era o amor a ti da vida;
Tu, que o labor já chorei!
Que em tua musa vivida,
Do anjo a nudez mui perdida.
Da alma orlada já sonhei!
Eras a cor que eu te amei.

Quem foste a minha donzela!
Dei-te a amante do verão;
Da amante a vida mui bela
Amei-te a alvorada dela!
Foi-se a amante da paixão,
Do alvor vens o coração.

Eras o amor dos meus lírios:
"Amo-te o alvor como amante;
Senti-te os fortes delírios!
Eis-me o dulçor dos meus rios,
Dos meus céus ao Deus possante!
Amo-te o amor mui passante."

Do amor a cor mui serena;
À flor da vida em carinhos
A mim dos lírios sem pena,
Como eras a doce Helena!
Dos alvores aos meus vinhos,
Sinto-te o alento dos ninhos.

Autor:Lucas Munhoz
882

Soneto inglês VI

Soneto inglês VI

Doce, se este anelo do bom amante
Amo-te como amante, doce alcova
Hás de sentir-me o alvor apaixonante;
Amo-te como autor, e que comova.

Os vossos alentos hão de adorar-me;
Doce nome já tens o meu deleite,
Hão de sentir-vos o batel a amar-me!
O licor sedutor, e que me deite.

À cor serena, como o bom poeta
Queres o meu verso do sentimento;
Hás de sentir-me a forte violeta
Beija-me a flor em doce firmamento.

Amo-te como alvor em sedução;
Doce, se és minha musa da paixão.

Autor:Lucas Munhoz
736

Doce Menina (Linda Flor)

Doce Menina (Linda Flor)

Amo-te, meu amor... À flor do amante!
Espera-te... E que já sente o meu choro;
Dou-me ao meu coração pelo bom soro,
Amo-te, minha flor... Ao céu brilhante.

Deixa-me amar como o jovem corante;
Banhas-te o coração do bom namoro,
Do teu sentimento como eu te adoro!
Querida, ao jovem da paixão vagante.

Queres amar-me o amor da sedução,
Sem me sentires o calor da vida
Que vos adora o licor da paixão.

Ama-me o bom sentimento do canto;
Meu amor, se és uma flor mui querida
Lembro-me a palidez... Amo-te o pranto!

Autor:Lucas Munhoz
776

Sonetinho à Doce Menina (Borboleta)

Sonetinho à Doce Menina (Borboleta)

Ver amar o amor a amar-me;
Nua, e a sua cor do anelo...
Só foste a musa a vivê-lo.
Se fores o olho a adorar-me.

Dei-te os corpos nus em pêlo...
à cor negra, em sol a olhar-me!
Vês o forte olho a vagar-me;
Olha-me o amor do cabelo.

ó seios nus... Eis-me o alento!
Dos amores entre os beijos
ó doce mar... Sem tristeza.

Dos lírios ao doce vento...
O vôo deu-me aos arpejos;
Dei-te os fados... Sem pureza.

Autor:Lucas Munhoz
850

A amizade da juventude

A amizade da juventude

Falo a ti como Deus à cama eterna;
Amigo, meu poeta... Amo-te o Deus!
Olharás o rosto a ti como os véus,
A ti da alma amável entre a paz terna.

Ele, e que vos ama a parte materna
E ao carinho do fulgor como os céus!
Dos amores me sente os versos meus;
Que a ti da margem à vida paterna.

Se me amares como o belo menino;
O corpo mui ditoso, e que me adora
Dos amores me sentes o destino...

Sê mui feliz, e como o bom amor
à sua flor, e que me sente a aurora
Dos amores me sentes o fulgor...

Autor:Lucas Munhoz

*Direitos Autorais Reservados
787

A amizade da velhice

A amizade da velhice

Vão-se o esplendor essas flores da vida,
São os amores da flor, como o pranto
Do rosto não lhe alcançara o seu canto;
Vão-se a bondade, e que ama a dor vivida.

À sua alvura, e que ama a flor erguida
São os amores do véu, como o encanto
O rosto, em Deus à vida que o amo tanto!
São tão fortes, quem tem a dor perdida?

São tão puros à cor do Deus eterno,
E a sua saudade do amor sem morte;
São os anjos do alvor como o céu terno.

À sua cor como o anelo do Deus...
São os amores do céu como a sorte;
Dos véus são os grandes amigos meus!

Autor:Lucas Munhoz
828

Comentários (9)

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Rosimeire Seixas
Rosimeire Seixas

no meu entender que nunca chegamos ou conquistamos algo sozinhos, temos interesse em chegar a algum lugar ,mesmo que fazemos grandes esforços. mas sempre temos alguém por trás ,ou seja, que indicou o caminho, orientou, enfim, mesmo que seja mérito nosso, mas sempre tem alguém.

Fernando Mendes
Fernando Mendes

Um poeta alem do tempo.

Inês
Inês

Desde muito tempo, o mundo sempre teve as diferenças entre seu povos , ricos e pobres, escravos, o passado nos mostra muitas coisas, mudou muita coisa , mas ainda ha de mudar muito e muito a escravidão foi abolida, mas ainda vivemos muitas coisa do passado.

Jessica  F G
Jessica F G

Que reflexao mais linda e profunda!

Iviane Queiroz
Iviane Queiroz

Vemos neste poema a importância do trabalho, porém sem reconhecimento nenhum para o que o fez

A mãe amada e maravilhosa

Como o beijo dói... Que nos vimos a alma!
Beija-me o cálix d´ouro! Eis-me o bom fado...
Como a moda seduz... Amo-te a alvura!
Dos amores já vens a amar-me o amado.

Ergue-te o olhar amável... Que és mui doce!
Bela volúpia já vens a amar-me a alma;
Ó mulher do meu viver! Que és mui forte!
Deixa-me alçar os teus olhos sem palma.

Deixo-te amar os meus corações d´ouro!
Dos alvores já vens a amar-me o anelo;
À vaga eterna a ti... Quero-te o peito!
Quase a beijar a alva do teu cabelo...

Ó minha querida! Quase a arder o amor!
Amo, mas já me sinto a tua alcova...
Dos ardores já vens a amar-me o leito;
Aos beijos do alvor que sentes a cova...

Bela amiga já vens a amar-me o beijo;
Ali sentiste o meu viver que me amas,
Se me amares o alaúde que és mui bela!
Canta! Brilha! Que vens as belas chamas.

Ó minha donzela! Amo-te o forte alvor!...
Beija-me o colo eterno! Eis-me o perfume!...
Dos lábios já vens a beijar-me o vinho!
Amas, mas já vens o meu forte lume...

À tua amiga eterna... Ama-me o ardor!
Dos teus lábios já sentes a amizade;
A ti que és mui serena e doce em vida,
Beija-me o amor quente a vê-la a vaidade.

Ó minha amiga! Amo-te o forte alvor!...
Dos corações já vens a amar-me o colo;
A mim que és mui bondosa em avidez
Amo-te o amor eterno como Apolo!...

Autor:Lucas Munhoz

*Direitos Autorais Reservados