Lista de Poemas

A uma musa inspiradora (Doce Menina)

A uma musa inspiradora (Doce Menina)

Amor é tão doce ao meu canto,
Dar-lhe a mulher que nem sonhei...
Beijei-te o ardor que nem chorei!
Amor é tão forte ao meu pranto.

Dos meus fulgores ao meu rosto;
A mim do leito que não me ama
Tens o palor quem ama a chama,
Dei-te a paixão que vens o posto.

Beijei-te o amor que sente a voz;
Ó meu amor!... Amei-te o fado!
Dos meus licores ao meu lado,
Amei-te o leito como a sós...

Queres sentir-me o doce leito;
Dos meus vergéis a apaixoná-los
Tens o fulgor que ama os estalos,
Amei-te o leito mui perfeito!

Lembro-me a noite do acalento;
Do sentimento deu-me ao gozo
A ti do alento mui fogoso!...
Vem-me o bom leito do Sorrento.

Ó meu amor!... Eis-me a vaidade!
Beijei-te os lábios sem palor...
Que ao sol me sente o teu amor
Ó meu amor!... Eis-me a saudade!

Dos meus alentos que ama o sol;
Ó musa! Que o licor me amava...
Do coração que já me olhava!
Da comoção deu-me o arrebol.

Autor:Lucas Munhoz
783

Soneto inglês IV

Soneto inglês IV

Ama-me! Se fores o bom alento...
Ó Mãe perfumosa que és meu viver,
Brilha-te o arame da cor pelo vento
Se te eu cessar à paixão que o meu ser.

Querida, sabes que me amas o enlevo...
Que em tua beleza vens o meu colo,
Se te eu pudesse amar-te o doce trevo
Vejo-a a um lado eterno como Apolo.

A mim a lealdade que és mui bela;
Amo-te tanto! Vejo-te a ternura!...
Dentro do coração já sinto a vê-la,
Que, em olho sereno a ver-te tão pura.

Ó Mãe perfeita! Quero-te o carinho!...
Sinto amar-te o sentimento do ninho.

Autor:Lucas Munhoz
773

Soneto de Amor

Soneto de Amor

Ame o jovem menino, doce amiga
Amar é tão lindo que ama a verdade,
Ao seu fado, sim só vive a amizade;
Que a Dama nos ama a bela fadiga.

Amor! Lá tem a doce flor da viga...
Amar é tão doce que ama a beldade,
Sim! Lá tenho a Dama da lealdade!
Amo a bela amiga da Musa antiga...

Foi-se o nosso albor da vida a vivê-la;
Sem os lembrar a ti do sentimento...
Quem ama o poeta da bela estrela.

Diga o mesmo carinho, como o vento...
Se é minha flor, sim adoro a donzela
Que a ti não me encha do belo tormento.

Autor:Lucas Munhoz
769

Sonetinho à Rosa Flor

Sonetinho à Rosa Flor

Rosa, a quem não sentes?
Aos véus que ama o rosto;
O amor que ama o posto,
Quem são os céus quentes?

A nós da aura ao vento;
Que, ao meu céu dos pés...
Que o amor, a quem és?
à flor, que ama o alento.

Dos véus ao meu lado;
à flor do meu pranto...
Rosa, a quem não ama?

Do amor ao meu fado;
à flor do teu canto...
Dei-a, a quem me chama?

Autor:Lucas Munhoz

*Direitos Autorais Reservados
751

Os seios da mulher

Os seios da mulher

Morde-lhe os bicos à donzela sem dor...
Bebê-los o leite caindo em minha alvura;
Deixa-me ondear os teus seios que és pura.
Ó fome ardorosa! Que a mim do calor!...

O amor, que és tão bela como o sentimento!
A nós da bondade a beijá-la a vertigem;
Decerto a ti, só queres a mulher virgem,
Lamber as duas jovens nos seios do alento.

Que é da volúpia a amá-las a castidade;
Deixo-te a amante a beijá-las a pureza,
Lambe-lhe os bicos dáágua como a beleza
Que amas a donzela, que és uma vaidade.

Alça-se os teus calores do amor a amá-lo;
Sabes, a mim hás de sentir-me o perfume
Ó bela mulher! Que me adoças o lume?...
Sem veste quente, que és um doce regalo.

Que és da luxúria a beijá-las os desejos;
Mordê-las os seios úmidos do alarde...
Depois a beijá-las a alcova da tarde!
Bebê-las os bicos dáágua aos meus arpejos.

Autor:Lucas Munhoz
839

A canção da Doce Menina

Canção da Doce Menina

Inda amo a sua beleza,
Sem que eu encontre a nudez
Lá à Musa adora a avidez,
Que eu vejo a sua pureza.
Sem dor, mas ama o poeta
Tem o amor do belo amante;
Lá tem mais vida completa!
Que adora a vida possante.

Que eu encontro a sua vida,
Sem medo, mas ama o jovem
Lá tem mais vaga vivida!
Inda adora o melhor homem
Lá não tem mais dor perfeita!
Que chora a mulher eleita.

Em alma, que adora o amor
Lá ao jovem ama a mulher;
Onde sente a melhor dor,
Lá tem mais grande viver!
Que eu encontro a sua cama
Sem ciúme, mas sim chama.

Lá à Musa ama a lealdade,
Lá arqueja o doce menino
Em mar, mas ama a bondade
Lá à Musa adora o destino.

Autor:Lucas Munhoz
744

Soneto à Doce Menina (Pimentinha)

Soneto à Doce Menina (Pimentinha)

Dar-me tesão vence a mudez, Amor!
Lambe-a a vulva sem dor, sê mui molhada
Ó cio atrevido! Dou-te a alma orlada!...
Tenho a alçar-te o sabor entre o amador.

Bebê-la nua a fome quente ao licor...
Que vens a morder o meu pêlo, amada!
Dar-mas o fio dáágua mui vagada;
Sem morte, vais mordê-lo o forte ardor.

Até que me beijes a noite ardente;
Lambê-la a pimenta que sentes a fome
Ó forte orgasmo! Dou-te a touça quente.

Fizeste o teu sexo que vens a alcova;
Ei-la a mulher virgem ao forte nome!
Dar-me a fantasia carnal que já mova.

Autor:Lucas Munhoz
961

A minha meretriz do prazer

A minha meretriz do prazer

Toco-te os seios nos gozos do leito;
Docemente o leite na minha língua
Sou como teu amador, mulher nua
Gozar-te o meu ser que o langor perfeito.

E cheira o meu langor no teu orgasmo,
Ó beijo que os teus bicos ao meu cio!
Hás de beijar-me o deleite sadio...
Alimento-me o teu gozo no espasmo.

Fortemente as danças nuas no ardor,
E no teu corpo vibrante ao meu colo
Gozar-me como os desejos do amor.

Hás de colar-me o prazer do desejo...
Ó volúpia! Sou como o bom consolo!
Beber-te o pêlo do sabor ao harpejo.

Autor:Lucas Munhoz
794

Comentários (9)

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Rosimeire Seixas
Rosimeire Seixas

no meu entender que nunca chegamos ou conquistamos algo sozinhos, temos interesse em chegar a algum lugar ,mesmo que fazemos grandes esforços. mas sempre temos alguém por trás ,ou seja, que indicou o caminho, orientou, enfim, mesmo que seja mérito nosso, mas sempre tem alguém.

Fernando Mendes
Fernando Mendes

Um poeta alem do tempo.

Inês
Inês

Desde muito tempo, o mundo sempre teve as diferenças entre seu povos , ricos e pobres, escravos, o passado nos mostra muitas coisas, mudou muita coisa , mas ainda ha de mudar muito e muito a escravidão foi abolida, mas ainda vivemos muitas coisa do passado.

Jessica  F G
Jessica F G

Que reflexao mais linda e profunda!

Iviane Queiroz
Iviane Queiroz

Vemos neste poema a importância do trabalho, porém sem reconhecimento nenhum para o que o fez

A mãe amada e maravilhosa

Como o beijo dói... Que nos vimos a alma!
Beija-me o cálix d´ouro! Eis-me o bom fado...
Como a moda seduz... Amo-te a alvura!
Dos amores já vens a amar-me o amado.

Ergue-te o olhar amável... Que és mui doce!
Bela volúpia já vens a amar-me a alma;
Ó mulher do meu viver! Que és mui forte!
Deixa-me alçar os teus olhos sem palma.

Deixo-te amar os meus corações d´ouro!
Dos alvores já vens a amar-me o anelo;
À vaga eterna a ti... Quero-te o peito!
Quase a beijar a alva do teu cabelo...

Ó minha querida! Quase a arder o amor!
Amo, mas já me sinto a tua alcova...
Dos ardores já vens a amar-me o leito;
Aos beijos do alvor que sentes a cova...

Bela amiga já vens a amar-me o beijo;
Ali sentiste o meu viver que me amas,
Se me amares o alaúde que és mui bela!
Canta! Brilha! Que vens as belas chamas.

Ó minha donzela! Amo-te o forte alvor!...
Beija-me o colo eterno! Eis-me o perfume!...
Dos lábios já vens a beijar-me o vinho!
Amas, mas já vens o meu forte lume...

À tua amiga eterna... Ama-me o ardor!
Dos teus lábios já sentes a amizade;
A ti que és mui serena e doce em vida,
Beija-me o amor quente a vê-la a vaidade.

Ó minha amiga! Amo-te o forte alvor!...
Dos corações já vens a amar-me o colo;
A mim que és mui bondosa em avidez
Amo-te o amor eterno como Apolo!...

Autor:Lucas Munhoz

*Direitos Autorais Reservados